Hej!!! (Se pronuncia algo como 'Háei', por incrível que pareça!)
Bom, que eu cheguei, eu cheguei, e a maioria já deve imaginar isso. Mas como? Na tentativa de contar um pouquinho do que eu vi e senti quando coloquei os meus pezinhos tupiniquins em solo viking, escrevo esse post dedicado à viagem e às primeiras impressões da linda København (ou algo como 'Cãbenrráun', em dinas). JURO que vou tentar ser breve nas partes mais óbvias, mas devo acrescentar que, aqui na Dinamarca, quase nada é óbvio pra nós... Hehehehe...
A Partida
Nem preciso comentar. Choradeira, como era de se esperar!
E com razão!!! Que saudades que dá! ;)
A Viagem
A viagem de São Paulo até Frankfurt foi tranquila, apesar de "ressecadora" e quase infinita... Meu Deus, quando deu umas 5 horas de viagem eu já não aguentava mais ver a telinha com o aviãozinho no meio do mar, parecia que não andava... Além do mais, apesar dos valiosos serviços do nosso querido comissário de bordo (carinhosamente apelidado de Hans), que passava com água e suquinho madrugada a dentro, a atmosfera no avião estava mais seca que o Saara, eu precisava me esforçar pra piscar. O mais incrível de tudo é que voamos na direção do nascer do sol, ou seja, o dia começou a raiar muito antes do previsto, por cima das nuvens!!! Lindo! Finalmente chegamos em Frankfurt e, a partir dali, a Torre de Babel começou... Hehehe... Sorte que na Europa quase todo mundo entende o inglês e sabe dar um help para viajantes perdidos (como eu e a Dê! Hehe...). Depois de algumas horas esperando no aeroporto, chegou nossa conexão e voamos rumo à famigerada Península da Jutilândia, onde se ubica a querida København Ø (que, nos caracteres normais, significa Ilha de Copenhagen... Juro! Ø, que se pronuncia como "ã" - eu acho - significa "Ilha"!). Ainda antes de pousar já começamos a nos apaixonar pela paisagem: um montão de verde e uma ou outra casinha, daquelas meio de fazenda, no meio do nada, embora na beira do mar! E, no mar, um monte daqueles cataventos que captam energia eólica, uma visão bem interessante! =)
A Chegada
Como prediria Murphy, nossas malas foram umas das únicas a surgirem pela esteirinha, o que deu um pouquinho de medo de que ele tivesse dado o ar da graça de sua Lei. Mas, finalmente, elas apareceram! O problema é que cada uma de nós tinha mais de quarenta quilos de mala e nenhum carrinho, já que eles ficavam láááá atrás no aeroporto e nosso mentor, o Aske, supostamente estava esperando por nós no desembarque havia mais de meia hora. Devo acrescentar que, além de não nos conhecer, não tinha nenhum meio de nos contatar, e tudo o que sabíamos dele era que ele era loiro e alto (portanto, um homem dinamarquês). Pra nosso alívio, ele ainda estava esperando lá fora, segurando uma plaquinha com o nosso nome, estilo aquelas de filmes! ;)
Primeiro Impacto
Bom, nosso primeiro impacto a respeito dos dinamarqueses foi bom. Muito bom. Não só porque todos eles são altos, malhados, maravilhosos e parecidos com top models (hahahaha), mas também porque eles são muito simpáticos e gostam muito de ajudar. O Aske, por exemplo, já tinha pegado a chave da nossa casa (que, caso contrário, só estaria disponível no dia seguinte), e tinha também comprado dois tickets de metrô pra gente, que... METRÔ? COM QUATRO MALAS DE VINTE E TANTOS QUILOS? Sim!!! A hora que ele nos informou que íamos pegar um metrô, previ que ia ser uma experiência traumática, mas me surpreendi muito. O metrô dinamarquês (assim como o resto do transporte público, que merece ser comentado melhor depois) é totalmente adaptado para portar todo o tipo de "tralha" que os dinamarqueses curtem carregar por aí: carrinhos (na realidade, carrões) de neném, carrocinhas de bagagem, bicicletas, bicicletas atreladas em carrinhos de nenéns, triciclos, malas, cães de grande porte, entre outros volumes impensáveis de se portar em qualquer meio de transporte brasileiro (ou, talvez, da América em geral). Assim, chegamos sem muitos problemas até o ponto perto de casa. Juro que gostaria muito de descrever minha primeira impressão sobre o caminho até a Nordre Fasanvej (ou, como custamos a aprender, "Fêisenvái"), mas eu estava tão ocupada e podre arrastando as malas que tudo o que eu lembro desse momento é a dor e o sofrimento. Hahaha... Mas o nosso prédio, incrivelmente, chegou, e depois de brigar um pouco com o modem da nossa Internet, falei com o povo de casa e fui dormir, tão detonada como se eu tivesse malhado por 6 horas consecutivas. Acordei pronta para...




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