Hej hej, Danmark... Vi Ses! ;)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Primeiramente, preciso admitir que não comecei a escrever esse post hoje, depois de entregar as chaves da casa e ir vagar pelo campus da facul com a Di e a De pra matar o tempo. Tampouco comecei em 16 de janeiro, quando dei uma sentadinha de leve no computador pra não perder algumas palavras que estão na cabeça.

Comecei a escrever esse post lá atrás, quando resolvi fazer o blog. Eu nem imaginava, mas as coisas às quais eu vou dedicar o post já me cativaram há muito tempo...

Pra variar, acho que esse post vai ser longo. Mas ele merece - talvez mais que todos os outros - porque é nesse post que eu vou agradecer Copenhagen por tudo que ela fez por mim, e por tudo que ela me deixou fazer em cima do seu chãozinho nórdico!

Copenhagen, a OPEN Copenhagen... =)
Ô cidade buniiiitaaaa di Deeeeeeeus!

Não é a maior das capitais européias... Nem a mais cheia de pontos turísticos, ou a mais cheia de prédios deslumbrantes, ou a mais colorida, ou a mais cinzenta, ou a mais fria, ou a mais limpa... Ela não é muito "a mais", porque ser "o mais" não é mesmo cara de dinamarquês, sempre centrados e equilibrados. Sendo assim, dinamarquês também não gosta de ser "o menos", então Copenhagen é... Perfeita. Na medida.

Cops me recebeu de braços e canais abertos... A despeito do fato de que todo mundo é loiro, lindo, sarado e de olho claro, aqui todo mundo tem os mesmos direitos.

Mas Cops foi boa pra mim não só por isso. Nem por causa do transporte ideal, nem por causa da consciência ambiental, nem por causa das pessoas educadas... Cops foi boa pra mim porque ela me ensinou um monte de coisas.

Cops me ensinou a aceitar o inevitável e sair de casa mesmo com chuva, neve, escuridão prematura ou neblina. Cops me ensinou a cozinhar. Cops me ensinou a olhar pros dois lados da rua e depois pros dois lados da ciclovia antes de atravessar. Cops me ensinou a andar do lado direito na escada rolante e a usar um mapa. Cops me ensinou seguir as regras, a respeitar os idosos, a valorizar as crianças, a cumprir os horários, a conviver com os vizinhos. Cops me ensinou a reciclar e a não perder moedas, jamais. Cops me ensinou a tomar sol no parque e a patinar no gelo, e Cops me ensinou também que sofá, gavetas, espremedor de batatas e aspirador de pó são coisas supérfluas (mas são UM MÁXIMO). Cops me ensinou a fazer amigos novos, a preservar e receber os velhos amigos e a família, e a sentir falta daqueles que não podem estar aqui. Com todas essas categorias de amigos, Cops me ensinou que Singapura, Dinamarca, Holanda, Brasil, Turquia, EUA, França, Áutria, Grécia, todos se cruzam aqui, em suas ruas. Cops me ensinou a economizar. Cops me ensinou a gastar. E, mais importante, a saber EXATAMENTE quando e no que fazer cada uma dessas coisas. Cops me ensinou a comprar passagens, a reservar hostel, a embarcar... Cops me ensinou a voar!!! (Por mais clichê que isso possa ser, é mesmo literal.)

Copenhagen, Côpenrrêigan, Copenhaga, Cops, København (Cubêirráun?)... De repente, ela poderia chamar Janalândia e eu não acharia estranho. Minha Cops!!! Diferente de tantas outras Cops por aí, mas ao mesmo tempo a boa e velha Cops de sempre...

Sabe, vai ser difícil deixar suas ruas largas, seus canais (agora congelados, mas já cheios de patinhos), seus parques, seus cidadãos... AAAAHHHH COOOOPPSSS!!! Que saudades vou ter de você!!! Quantas vezes vou querer acordar e sair do número 119 da Nordre Fasanvej, patinar pela neve derretida até a Godthåbsvej, pegar o 2A até a LIFE e assistir uma aulinha de Sensory Science antes de correr pra almoçar macarrão com queijo e vegetais requentado da janta!!! Quantas tardes vou querer andar até o metrô no friozinho bom que fica quando tem sol, passar no Føtex do Frederiksberg Centret, comprar um leite do Budget e um sorvete-de-caixinha e voltar pra casa na escuridão das 4h da tarde!!! Quantas vezes vou querer passar a tarde em casa fazendo relatório, com a TV online falhando, o Skype pifado e o aquecedor barulhento por causa das bolhas de ar!!! Quatas vezes vou querer comer (qualquer coisa que randomize macarrão, bacon e queijo) com a De, tomar a sobremesa antes da janta porque a gente é adulta, fofocar, se desesperar, assistir um filminho de tarde, arrematar com um vídeozinho do Youtube e uma sessão de xingamentos sobre a conexão zoada...!! QUANTAS VEZES COOOPSSS! Quantas!!!

Agora, homeless total, sentadinha na biblioteca aquecida da facul esperando dar cinco horas pra ir pro meu lar temporário dessa noite (casa do Cody, onde nossas bagagens vão ficar também), é estranho pensar que eu não vou mais voltar pro meu quartinho, pra minha caminha, pro meu larzinho dinamarquês. Em Cops haverão outras vezes, mas provavelmente não lá. Que bizarro! Hoje, na hora de sair, me despedi do meu studio e pedi que o próximo morador fosse legal com ele... Ai, ai.

Por outro lado, daqui a exatos 20 dias, estarei no meu quartinho, caminha e larzinho BRASILEIROOOOOSSS!!! UHUUUULLL!!! Com a minha família e os meus amigos da categoria "amigos do Brasil no Brasil"... Estou com MUITAS saudades!!! Caramba! =0)

Agora, só escrevo de volta ao nosso solo verde e amarelo, depois da nossa super viagem Berlim-Amsterdam-Madrid-Lisboa-Barcelona-Paris-Copenhagen... Só de pensar em chegar aqui, pegar as (QUATRO E GIGANTES) malas, ir pro hostel da última noite, levar todas as malas pro aeroporto e encarar uma viagem de mais de 15h dá uma preguiiiiiiçaaaaaaa... Ainda mais pq depois de viagem a gente fica parecendo uns inválidos... Mas, repito: estarei indo pra casa!!! ;))))

Então, aproveito essa última publicação européia para agradecer a todo mundo que teve paciência de ler os meus posts até o fim, que se compadeceu com as repetidas ações de Murphy em minha vida, que riu com as nossas burradas (muitas), que sentiu um pouquinho do que foi meu dia a dia escandinavo e das viagens e que matou um pouco das saudades remotamente! =)

Aliás, falando em Murphy, só pra registrar: ELE NÃO ME LARGA! Ontem, na faxina-final-louca-não-sinto-mais-meus-músculos, eu e a Di estávamos lindamente lavando a prateleira de vidro do frigobar quando... A PRATELEIRA EXPLODIUUU! Sim, explodiu. Explodiu em milhares de caquinhos pequenos e regulares, voando por todo o banheiro... Ela não quebrou, ela explodiu. De um jeito que só Murphy seria capaz de fazer.

Enfim, estamos com os dedos da mão e do pé todos cortados e, por causa dessa zica no ÚLTIMO dia, vou ter a prateleira da geladeira que eu tanto cuidei por seis meses descontada do meu depósito inicial - que supostamente seria todo devolvido depois que eu voltasse pro Brasil.

Bom, coisas de Murphy. Enquanto ele me faz perder o passaporte e explode a prateileira da minha geladeira magicamente, tá bom. GRAÇAS a Deus ele não quebrou minha perna, me fez ser forçada a virar escrava sexual na europa ou ser presa. Hahahaha como diria a Denise: "É o famoso 'é o que tá tendo'."

Sem mais nesse post, senão uma mensagem de saudades ultraoceânica e um agradecimento por tudo o que de bom que aconteceu nessa minha experiência na terra dos Vikings, me despeço por enquanto... ;)

Até logo, vi sejs e se cuidem, que já, já eu volto...
Jana

Ano Novo, Vida Nova e Murphy a 7 Palmos

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Hej hej hej hej hej hej, venner!!!
Hvor gå det? Det gå FINT!!! FINALMENTE!

Hahahaha parece até surreal que nosso Ano Novo na Itália tenha funciado, dado o panorama desanimador descrito no post passado. Mas, por incrível que pareça, mais nenhuma desgraça aconteceu, nenhum documento foi perdido ou voou com o vento, nenhuma mala foi despachada por excesso de dimensões, nada. NADA! N-A-D-A. E, finalmente, De, Lu e eu embarcamos pela segunda vez em 48h rumo a Berlin, de onde já tínhamos as passagens pro Ano Novo compradas.

E, assim, venho por meio deste narrar a vocês como foi nossos dias de exploradores da Terra da Pizza e da mão-de-coxinha.

Alemanha - Tentativa #2
Ahhhhh... Já diz mamãe que a gente precisa olhar sempre o lado positivo das coisas. E qual seria o lado positivo de pagar uma fortuna (relativa) numa passagem em cima da hora, no dia do Natal, para Berlin???...

... Voar de companhia não-low-cost, é claroooo! Nossa, gente, a gente tinha esquecido o quanto era bom não voar de Easyjet/Ryanair (não cuspindo no prato onde ainda iremos de comer, e muito). Mas já no portão de embarque pra pegar nosso voo de AirBerlin, deu pra perceber que teríamos 40min de tratamento muito mais vip do que estávamos acostumados... Hehehe...

Pra começar, o portão era num lugar comum do aeroporto, e não na extremidade mais longe, erma e abandonada do aeroporto de Copenhagen de onde decola todo e qualquer vôo nosso... Só pra ter noção, tem uns numerinhos no chão indicando quantos minutos faltam pra você andar até o portão, acho que pra ninguém desanimar e achar que tá indo pro lugar errado. Tipo, "Keep walking, seu portão chegará!"

Depois, tínhamos 20kg de bagagem pra despachar, cada um, incluso no preço. Preciso dizer que, de tão acostumada com a pobreza de só ter a mala de mão pra levar, eu li no site que a mala de mão da companhia era 6kg e entrei em desesper? Só depois eu fui lembrar que, dessa vez, a gente podia despachar uma mala de até 20kg que não pagaria adicional! MEU DEUS! No fim a gente acabou embarcando com as mochilas como mala de mão mesmo, porque tínhamos outros voos Easyjet ainda, mas só de saber que eu podia ter despachado a bagagem, eu já me senti uma rica... =)

Finalmente, na cabine, nos deparamos com televisãozinhas mostrando o - curtíssimo - trajeto, previsão do tempo... E BEBIDAS E COMIDAAAAAAAAAAAAAS! A gente quase chorou quando o cara passou com o carrinho oferecendo Coca e dando um potão de iogurte com cereais pra cada um, de graça. Mas é tanta pobreza nesse trio buscapé que a gente passou uma puta vergonha logo de cara, tipo um neon na cabeça dizendo: "Eles só voam low-cost": a hora que a mulher botou o iogurte na mesinha, a gente procurou a colher mas num achou, e chamou ela de novo... Ela não falou nada, virou o pote de ponta-cabeça e apontou a colher dobrável que vinha acoplada sob a embalagem. Ok. Com direito a comissário gansando a história e rindo da nossa cara. (Y)

Como um último ato da nossa chiquetosidade aeronáutica, desembarcamos no aeroporto de Berlin Tegel. Já conhecíamos o outro, o Schönefeld, de cor, já que tínhamos desembarcado e embarcado nele em menos de 24h, e, gente, eles nem se comparam. Pelo menos deu um gostinho de sucesso desembarcar pelo menos uma vez no aeroporto bom de uma cidade européia... =)

Finalmente voltamos a nossa miserável realidade, e utilizamos o passe de busão que ainda tínhamos guardado da primeira Berlinzice (veja, só, deu pra usar!) pra partir, de mochilas e tudo, para nosso primeiro ponto turístico: Brandenburger Tor, o famoso portão de Brandeburgo (hahahaha essa tradução parece muito tradução de Senhor dos Anéis... Hahaha...). O portão é gigantão, e estava super bonito todo envolto por neve. Foi por esse portão que Napoleão invadiu Berlin depois que a Prússia (antiga Alemanha) perdeu para o exército do baixinho. O portão também virou um símbolo nacional depois que os Nazis assumiram o governo, e por sorte o coitado ainda conseguiu sobreviver a segunda guerra (memso que tenha sido restaurado). Em cima tem uma carruagem com a cruz de ferro, que também foi um símbolo Nazi (tanto que, junto com a suástica, foi proibido depois da segunda guerra)... De arrepiar.


Depois de admirar o portão e começar a congelar os pés no frio intenso que estava - menos seis, segundo o forecast, mas uma sensação térmica muito pior, eu juro - andamos um pouco pela região, tiramos fotos do Parlamento (que estava todo interditado para entrar, infelizmente), tals, e fomos procurar algum lugar para comer. O lugar tinha que ter apenas duas características: ser barato e ser aquecido. Se fosse mais caro e aquecido, tudo bem, o que não podia era não ser aquecido. JESUS, a gente tava quase morrendo!!!

Por mais impermeável que fossem nossas roupas e sapatos, estava nevando, a neve já caída estava alta, ventava e fazia muito frio. Tava beirando o insuportável!!! E ainda nem tinha começado. Finalmente achamos um MacDonalds, e a parada foi lá mesmo. Depois de comer, fazer xixi, e tals, partimos para a segunda etapa do único (meio) dia que tínhamos pra conhecer Berlim. Pegamos o metrô direto pra torre de Alexanderplatz, uma torre toda pscicodélica e enorme (vide http://www.youtube.com/watch?v=jsBBNg1ZKK8). Como tínhamos pouquíssimo tempo pra conhecer as coisas, preferimos não subir na torre eee... Tá. Na verdade a gente não subiu porque era MUITO caro... HAHAHA... Enfim.

Depois de ficar alguns minutos no hall gratuito da torre - para se aquecer - saímos de novo em direção a Catedral de Berlim. Pelo caminho, passamos pela Prefeitura de Berlim e pela feirinha de Natal bacanuda - falarei sobre ela mais tarde. (http://www.youtube.com/watch?v=ap4z-j5RBQw)

Mesmo prestes a congelar, nesse momento, conseguimos apreciar a Catedral de Berlim. MUITO linda, toda detalhada. Saindo da Catedral, resolvemos parar numa loja de suvenirs para...

... comprar suvenirs? Nãoooo! Para se AQUECER!!! Existem duas maneiras boas de se aquecer quando se viaja em uma cidade muito fria e se fica o dia todo fora:
1. Usar o transporte público.
2. Entrar em lojas de suvenirs.

Antes de utilizar-se da maneira 1 de um jeito quase vergonhoso, resolvemos passar na feirinha de Natal e comer ou beber alguma coisa típica e gostosa. Afinal, apesar do fato de que tudo estava de ponta cabeça e os dias não fazeriam nenhum sentido na minha pobre cabeça, era dia 25, Natal! =)

A feirinha tava linda, cheia de barraquinhas meio rústicas, comidas cheirosas, vinho quente e até tabernas (uma delas tinha uma nega com um chapéu de guaxinim sevindo cerveja de frutas dum barril de madeira hauhauhauhaa... Praticamente um hobbit.)... Tocava musiquinhas de Natal, tinha uma pista de patinação e um presépio, mas teria sido MUITO mais legal se a gente não tivesse morrendo de frio... Mesmo, acho que nunca passei - e não passarei mais - tanto frio na minha vida. Eu, a De e o Lu já não sentíamos mais os pés nem as mãos, literalmente. Não doía mais, simplesmente não sentia! Mesmo assim, minha língua ainda estava ótima e eu resolvi comer um waffle enorme mergulhado numa coisa que chamava "Zlanjnmnsslzmmsnss" ou qualquer coisa do gênero, mas na realidade era um purê de maçã bem docinho espetacular. Mas ficou gelado em cinco segundos (literalmente). (http://www.youtube.com/watch?v=CTvrXnM8_Cw)


Fim da feirinha, hora deeee... Deeee... De... Qualquer lugar quente. Chegamos no limite, não dava mais pra andar. O meu maxilar dóia de frio, meu DENTE doía de frio (parecia que eu tava andando de boca aberta num sorvete gigante), nenhum de nós tinha capacidade de falar (a gente falava que nem retardado, acho que a boca meio que dormia) ou de usar os dedos das mãos. Resolvemos então usar o método 1 de se aquecer e usar o transporte público. Pra onde? Para lugar nenhum, a gente só queria o aquecedor do trem. Pra não correr o risco de ir parar em um lugar muito aleatório, pegamos a linha do metrô que circula e cruza as outras linhas radiais, de modo que você não precise fazer muitas conexões para se locomover entre linhas distantes. Pegamos a linha circular sem rumo, mesmo. Depois de aquecer os pés e as mãos um pouquinho, desistimos de passear e resolvemos procurar um lugar onde a gente pudesse secar as meias e se recuperar para a noite no aeroporto de Berlin.

Esqueci de comentar que, quando deixamos o hostel em Berlin, não conseguimos pegar o dinheiro do período de volta, então só cancelamos nossos dias de hospedagem. De qualquer maneira, nosso voo pra Veneza era no dia 26 cedinho, então nem valia a pena dormir no hostel e ter que acordar as duas da manhã. Mas circulando no metrô pra ficar quentinhos, tivemos um lapso de prazer ao lembrar do hall do hostel, aquecido, com Internet, TV, pufes, e etc, e resolvemos tentar pedir abrigo por algumas horas, só pra que a gente não tivesse que ficar na rua ou no aeroporto desde o fim da tarde.

Chegando lá, o tiozinho falou: "Claaaaaaaaaaaaaarooo, fiquem aí!!!"... Nós tiramos os sapatos, colocamos no aquecedor, e dormimos nas poltronas até oito e pouco, quando decidimos ir ao aeroporto. Chegando na nossa hospedaria, comemos um cheese-cake, o Lu fez amizade com um mochileiro grego muito louco viciado em futebol, e nós dormimos do jeito que deu nas cadeirinhas do Terminal 2, o terminal ZOADO do aeroporto ZOADO de Berlin. Ahhh, Tegel, Tegel.

Venezia, a Cidade dos Barquinhos
Finalmente nosso voo veio, e embaramos rumo a Venezia, com a esperança de usufruir um pouco das temperaturas elevadas da Itália para quebrar aquele sofrimento que tinha sido vagar um dia por uma Berlin nevada.

Não sabíamos como chegar no hostel, mas a landlady tinha pedido que a gente mandasse um email com os dados do voo alguns dias antes, e que ligasse pra ela quando chegassemos no aeroporto, que ela ia buscar a gente na estação de vaporetto (o barquinho-busão) mais perto do hostel. Achamos aquilo uma maluquice, onde já se viu? Geralmente o cara do hostel te dá o endereço, e muito que bem, você que se localize. Certo? Bom, era melhor não contrariar. Chegando no aeroporto, ligamos pra nossa landlady e ela disse que ia esperar a gente dali xis minutos na estação. Chegamos na estação e logo veio uma mulher toda bonitona, com seus 50 anos bem conservador, óculos escuros, cara de Milanesa. Só que não falava UMA palavra de inglês.

Bom, enfim, foi engraçado se comunicar com ela, ela falava italiano bem devagar - e a gente entendia - e a gente respondia em portunhol bem devagar (não sei porque portuNHOL e não português, mas enfim) e ela entendia também. Dae começamos a seguir ela até o hostel, né. MANO, entendemos porque ela tinha ido buscar a gente. Conforme ela ia penetrando nos becos e pracinhas doidos de Venezia, ela ia mandando um: "Piazza Leo. Ok?"- e apontava a plaquinha. "Sinistra, al Sotoportego de la bisa. Ok, ok? Destra..." e assim foi, uns oito passos. Meu Deus, o hostel era TUCHADO no meio dos becos de uma maneira que eu tinha certeza ABSOLUTA que nunca mais ia achar. Mas beleza, a gente ainda precisava chegar.

Finalmente chegamos num... prédio. Sem placa, sem nada. Um predinho. Entramos, e o baguio parecia uma favela. Parede sem reboco, madeira tudo zoada, cheiro de umidade... Subimos uma escada e ela apontou uma porta. Entramos. Gente.

"Por fora, pão bolorento. Por dentro, bela viola", como disse a De. Subitamente estávamos num lugar lindinho, todo decorado, meia luz, tals. Ok. Ela começou a apresentar o até então "hostel": "essa é a cozinha (cozinha equipada, tals), essa é a mesa, esse é um quarto, esse é outro quarto e esse é o banheiro. Aqui fica o aquecedor, tirem o lixo pra fora, e desliguem a tv quando saírem".

Olhamos em volta. Era um apartamento. Tínhamos alugado um apartamento inteirinho por 22 euros a noite, o que era caro considerando que o hostel de Berlim custava 10 euros, mas barato comparando com o hostel de Roma que, mesmo sendo temporada de ano novo, era caríssimo (19 euros) por noite, visto a (falta de) qualidade. Nem precisa falar que um sorriso brotou na nossa cara. Ok, Murphy, no fim você surpreendeu, o lugar era da hora mesmo. UM APÊ EM VENEZA. Hahaha...

Dormimos a tarde toda em nossas caminhas confortáveis, num ambiente aquecido e bonito. Acordamos super tarde, jantamos pizza no único lugar aberto e passeamos no grande canal... Liiiindooo! Parecia que Venezia ia ser uma boa surpresa.

Estávamos certos! No dia seguinte, encontramos com a Bá, a Érika e a Renata, e a Jo chegou de Copenhagen mais ou menos ao mesmo tempo. Tive que deixar um bilhete na porta do nosso prédio pras meninas gritarem quando chegarem, já que na realidade nosso hostel não era um hostel e eu desconfiava que elas ficariam perdidas quando chegassem num prédio qualquer sem placa de hostel. Funciounou, elas nos acharam, e fomos pra nossa primeira aventura veneziana: andar de gôndola.

Na realidade, eu já tinha descartado passear com o barquinho, já que cada barco saía em torno de 80 euros. Mas a Renata tinha conversado com um gondoleiro (ou seria gondolês, Bá? Hahaha) e ele tinha dito que faria o barco pra ela por 60 euros. Maaaaaasss ela tinha esquecido da Johanna, e no barco só podiam ir 6 pessoas (e nós éramos 7). Pensamos em rachar em duas gôndolas por 60, o que já seria bom, mas memso assim era caro pra mim. Até queeeeee o gondoleiro disse que deixava a gente andar em 7 na gôndola, por 60 euros, caso um de nós se comprometesse a pular no fundo do barco se o barquinho patrulha da polícia pasasse (e multasse a gôndola superpopulosa, que é o que eles fazem). HAHAHAHAHAHA ALTAS EMOÇÕES EM VENEZAAA, MINHA GENTE!!! Tiramos umas fotos e partimos para um passeio histórico pelos canais de Venezia, com direito a passar na frente das duas casas de Marco Polo (sim, o cara que levou o macarrão pra Itália) e tudo mais. Lindo. (http://www.youtube.com/watch?v=Qoq2_QUiy4I)


Mais tarde, decidimos ir pra Murano, porque nosso passe tinha vencimento no dia seguinte, e Murano ficava mais longinho que os outros lugares, onde podíamos ir a pé. As meninas, que ainda não tinham o passe delas, deixaram para o dia seguinte, e nos separamos logisticamente. chegando em Murano, conhecemos o que de mais famoso há na ilha Veneziana: uma fábrica de vidro. Vidro de Murano é aquele vidro todo estilosão e colorido, feito por métodos muito doidos, os quais um mestre leva até 20 anos pra aprender. Assistimos uma demonstração de um Mestre muito malandrão fazendo esculturas no vidro, andamos pela ilhotinha e voltamos pra Veneza. Nos demos de presente um jantar num restaurante a beira da Ponte Rialto, no Grande Canal (Canalasso), e comemos uma pizza de margherita delícia com direito a drink tradicional de graça (o garçom curtiu nossa cara) e uma pintura da Ponte Rialto de presente, no fim. Ah, tinha net de graça também, o que era um desbunde, visto que nosso "hostel" não tinha net nem computador e a internet numa lan house era tipo 5 euros por meia hora (TOTAL sem noção da vida).

Dia seguinte foi dia de andar pela cidade, conhecer a Basílica de San Marco, que fica na piazza de mesmo nome, e ir para Lido, praia onde famosos vão no verão. Agora, no inverno, entretanto, a praia é praticamente um lixão, ficamos meio decepcionados. Mas a cidadezinha é fofa, meio parecida com cidadezinha costeira no Brasil, e o dia estava bonito e ensolarado (apesar de um, dois graus positivos, o que pra gente era "calor relativo" mas "frio absoluto"). Pra fechar o dia, mandamos uma macarronada que fizemos na nossa cozinha equipada... Hahahaa... por menos de um euro pra cada um, comemos MUITO, e ainda sobrou comida pro almoço do último dia... Hahahaha...

Emfim, durante todo o tempo em Veneza, nos divertimos andando de vaporetto (que os caras levam a sério e usam como busão mesmo!), olhando as vitrinas das lojas de máscaras, temperos e fantoches, comendo pizza... Os becos são muito lindos, a cidade parece de um outro mundo. É tudo horrível por fora, destruído e comido pela umidade, mas dentro os prédios e casas são lindos (abrigram hotéis de cinco estrelas literalmente, como a Bá escreveu com propriedade) e até essa destruição pela umidade dá um toque mágico a cidade. É engraçadíssmo ver que as pessoas "normais" andam pela cidade, quando na realidade você fica esperando pessoas mascaradas chiques surgirem pelas esquinas... Roubando mais uma definição genial da Dê, "parece que você mudou de fase no joguinho e entrou num universinho diferente". As casas a beira dos canais são ainda mais impresisonantes, algumas portas são tão no nível da água, que você entende porque algumas tem umas portinhas de metal, tipo aquelas de cachorro... Na acqua alta, que é como a maré alta é chamada em Venezia, eles precisam proteger as casas das inundações, nos piores dias a piazza San Marco chega a ficar com água no tornozelo, como eu li no manual que a nossa landlady tinha deixado no apartamento. É estranho pensar que logo vão ter que fazer alguma coisa, ou a vida na cidade vai ser impossível. Todo ano o nível sobe não sei quantos milímetros, mas não há tantos milímetros assim sobrando até o interior das casas. Bizarro. Fico feliz por ter conhecido Venezia, quando não se sabe o que será dela muito em breve. Ainda mais agora, que 2012 é ano que vem. HAHAHA.

Só mais uma observação: quando estava comprando um quadro de um pintor de rua, um tiozinho de bigode muito italiano, comentei que parte da minha família tinha vindo de Veneto, região do nordeste da Itália onde fica Venezia. Daí o pintor perguntou qual era o nome da minha família, e quando eu respondi que era "Bruscagin", ele riu e disse: "Lógico... Todas as famílias que terminam em 'in', ou 'on', como o meu nome (Bonazzon) vêm de Venezia"... Hahahaha achei demais!!! Fiquei feliz de descobrir isso com um veneziano pintor de rua, muito coisa de filme. Peguei até um cartão do tiozinho... Hahaha...


Bom, finalmente, depois de mais um dia caminhando por Venezia a torto e a direita, aproveitado o "calorzinho" - tomamos até gelato anter de ir embora, um gelato da horíssimo, por sinal - rumamos ao aeroporto de Venezia, onde encontramos as meninas de novo e embarcamos pra Roma. Não sabíamos como chegar no hostel e nosso voo ia aterrissar quase meia noite, mas estavamos em um grupo grande e íamos saber se virar... Finalmente...

Quente, Bela e INFINITA Roma!
Depois de passar uma temporada no nosso "apê", em Venezia, desanimava de pensar que a gente ia voltar pra vida de dividir o quarto com mais 11, 15 ou 17 pessoas, tomar banho de chinelinho no banheiro coletivo, etc, etc, etc. Ainda mais porque a gente tinha ouvido dos amigos da Érika e da Bá - que tinham ficado no mesmo hostel há um tempo atrás - que o hostel era uma porcaria. Pois bem.

Porcaria? O hostel era MUITO zoado! Nossa. Pra começar, chegamos na portaria depois da meia-noite e o cara disse que não podia fazer nosso check-in porque era muito tarde (alôu? Recepção 24h, minha gente!), e como solução ele propôs... FICAR COM NOSSOS PASSAPORTES ATÉ A MANHÃ SEGUINTE!!!! E não podia ser a cópia, não, tinha que ser o Passaporte!

Nossa, quase mandei o cara ir pra p*** que o pariu! Ficar com o meu passaporte? Além de totalmente sem noção, isso é um crime, no mínimo. Começamos a causar lá e ele finalmente "decidiu"que então fazia o check-in. A desculpinha era que ele ia acordar cedo no dia seguinte! Hahaha... Que bosta.

Ok. Check-in feito, pegamos nossos lençóis e fomos pro quarto. Lá, que era uma unidade do Albergue da Juventude, as alas são separadas em feminina e masculina, e portanto o Lu teve que ir pra um quarto aleatório, sem despertador pra acordar e sem cadead pra trancar as coisas no locker. Coitado! Hahaha...

O nosso quarto era nosso e de mais três meninas, mas era mutio zoado... O banheiro então... Affe. Mas tudo bem. Rolou um mau-humor inicial, que seria óbvio, mas ao longo da estadia a gente conseguiu lidar bem com a zoadice do lugar e curtir Roma, como deveria ser.

Primeiro dia de exploração, já no dia seguinte cedo, foi dia de ir no Vaticano. Gente, turista é uma coisa de louco mesmo... Hahaha... Chegando no Castel Sant'Angelo, onde tinha um Ponto de Informação onde compraríamos nosso Roma Pass (cartãozinho de transporte e desconto em museus) e nosso tour pelo Vaticano, ficamos alguns minutos apreciando a vista, porque o PI estava fechado. Ae a Bá fala: "Ow, olha aquele prédio lá no fundo!!! Que bonito!!! Parece o Pantheón (parisiense). Não sei o que é, mas é bonito, mesmo sendo desinportante". Nisso vira o vendedorzinho e fala: "Então, fia, esse é a Basílica de São Pedro, no Vaticano."

HAHAHAHAHA... A gente não tava preparado pro fato de que o Vaticano era ali tão perto, então foi um choque! Ainda mais vindo assim, sem sensibilidade, do camelô... Hahaha...

Pois bem. Passes comprados, fomos cortar a fila do Museo do Vaticano (muito espertinhos, a gente), e lá dentro ficamos por MUITAS horas. O Museu é muito gigante, cheio de alas, jardins (um deles com a famosa bola brilhante), e tudo mais, mas o melhor fica no final: CAPELA SISTIIIINAAAA!!! Cujas paredes, teto, chão, colunas, maçanetas e batentes (ops, exagerei) foram pintados nada mais, nada menos que por dois dos TARTARUGAS NINJAAA!!! Hahahaha... Tá, piadinha besta. Mas é fato: Michelangelo, Raphael, Botticelli e Bernini mandaram bem, viu? Só no teto, o Michelangelo ficou QUATRO ANOS, pintando cada detalhe sozinho. SO-ZI-NHO.

É engraçado que a capela é bem impressionante, visualmente, mas a Criação de Adão - que é aquela imagem clássica do Adão peladinho tocando o dedinho de Deus - é bem pequena, misturada com mais um monte de cenas (tipo a cena do Pecado Original, do Noé, blá, blá), então até demora um pouco pra achar. Eu achei que ia ser MUITO maior, embora seja grande e pareça pequeno por estar lá no teto, altão. Mesmo assim, eu gostei bastante! As meninas ficaram decepcionadas, mas eu achei legal, principalmente depois de pensar que o teto é obra de um homem só e também ao imaginar que os conclaves papais acontecem naquele mesmíssimo lugar.

Bom, por um desses motivos que não fazem o menor sentido, pode tirar foto de TUDO dentro do museo - sem flash, obviamente. Entretanto, dentro da Capela Sistina, fotos são proibidas, e tem um monte de guardinha do mal falando pra abaixar a câmera, apagando as fotos e tudo mais. GENTE, porque? Ok, ok, concordo que não possa tirar foto com flash, porque estraga e tudo mais. Também concordo que alguns museus não permitem foto de algumas obras pra evitar falsificações. MAS É A CAPELA SISTINA, PÔ! QUEM VAI FAZER UMA FALSIFICAÇÃO DA CAPELA SISTINA???

Entretanto, como todo mundo sabe, inclusive os guardinhas e até o Papa, se bobear, TODO mundo tira foto, utilizando-se dos meios mais engraçados. Tinha gente agachada no chão, tinha gente fingindo que tava abraçando a namorada (hahahaha essa foi fenomenal), tinha gente cara-de-pau, mesmo... Eu ainda não peguei as nossas fotos proibidas com o Lu e a Bá, mas pegarei em breve! Rá! Acho que eles fazem isso só pra rolar uma sensação de proibidinho e pra incentivar as pessoas a tirar foto. Não é possível, viu. Bom, não é de hoje que a gente sabe que a Igreja curte um segredinho conspiratório, né? =P

Uma vez fora do Museo, foi hora de visitar a Basília de São Pedro. Nossa, ela é MUITO linda e rica, amei. Cheia dos dourados, das estátuas e dos rebuscos, ela é bem impressionante também, e dá pra ver a Pietá, aquela estátua famosona do Michelangelo que mostra Maria segurando Jesus morto. Sem querer, acabamos entrando na basília na hora de uma das missas. Entramos na areazinha separada para os fiéis e assistimos a missa inteira, a qual foi ministrada em uma mistura muito louca de inglês, italiano, latim, élfico e klingon, por um padre texano de sotaque engraçadíssimo. Foi muito legal poder estar no miolinho da Basilica de São Pedro, ouvindo um coral infantil cantar em latim, sem saber exatamente quando começava o Pai Nosso e comungando no altar da igreja que foi construída para o Primeiro Papa. Coisa de louco! ;)

Bom, eu poderia falar infinitas coisas sobre o Vaticano, tal qual comentar os guardinhas da Guarda Suíça com aquela roupinha ridícula (mas legal), o tamanho muito louco das muralhas do paísico, os sinos que tocam em horários aleatórios e ficam tipo 15 minutos tocando, etc., etc., etc. Tenho material pra falar porque, misteriosamente, a gente acabou indo pro Vaticano todos os dias de Roma, tão fácil era chegar lá do nosso hostel.

Numa das visitas ao país, aliás, visitamos as tumbas papais, onde estão enterrados os papas (por mais incrível que pareça, pelo nome! Hahaha...)!!! A gente viu vários túmulos super antigos; o túmulo branco e lindo do João Paulo II, que me lembrou o Dumbledore e que estava cheia de fiés se emocionando e deixando lembranças (mas também não podia tirar foto) e até o túmulo de São Pedro, o guardião das chaves no céu e o "Pilar da Igreja". É bem legal porque na real você passa por um vidrinho que dá na Necrópoli, a Cidade dos Mortos. Ela fica debaixo do Vaticano e foi pseudo-enterrada (com suportes, obviamente) quando a Basílica "nova" - que é bem velha, aliás - foi construída.

Bom. Segundo dia de Roma, como não poderia deixar de ser... Cooooo-liiiiii-seeeeeeeeeeeeeeeu! em italiano, Colosseu. AÍ SIM. AÍ SIM! Primeiro, você sai da estação de metrô homônima e dá de cara com o Coliseu, todo imponente, todo lindão, embora destruidinho. Usufruindo do nosso super-cartão-bacana, cortamos a fila e entramos direto no anfiteatro.

Engraçado, acho que a gente tava tão ansioso que ficou um tempão andando no mini-museu que tem antes de chegar nas arquibancadas, lendo os textos e vendo os objetos e coisas que os arqueólogos acharam espalhados pelo Colosseo. Entre eles, por exemplo, ossos de girafas, ursos e leões. *-*

Depois, finalmente, fomos para o centro aberto do prédio. Nossa, é muito impressionante. A construção, por si só, é legal por ser antiga e enorme, tals. Mas o mais louco é imaginar quando um monte de romanos se encarrapitavam nos degrauzinhos pra assistir os espetáculos macabros. Entre eles, tinham as sessões onde os escravos e criminosos codenados a morte por ad bestias eram "atirados ás bestas", pelados e desarmados, contra rinocerontes, leões e outras coisas cheias de dentes e garras importados da África; as caçadas, onde alguns guerreiros recebiam uma lança e simulavam caçadas em ambientes simulados (árvores, coisas, etc); e as lutas de gladiadores, que eram homens livres que lutavam por prestígio e por fama. AFFE. (http://www.youtube.com/watch?v=me9f-N1VLCI)

Infelizmente os subterraneos estavam fechados, e só dava pra chegar na partezinha da arena que ainda existe com guias (que nós não tínhamos). Mesmo assim, deu pra ir num nível mais ou menos igual ao da arena, onde deu pra sentir um arrepiozinho só de pensar em olhar pra cima e ver um monte de gente enlouquecida torcendo pra você (ou pros leões, mais provavelmente). Uuuuuu! oO

Depois do 'Colisas', fomos ver o Foro Romano e o Palatino, onde surgiu Roma. Infinito e BEM impressionante, principalmente quando você chega nos pomares lá em cima, se debruça no murinho como quem não quer nada... E DÁ DE CARA COM OS RESTOS DA CIDADE LÁ EM BAIXO. Bem louco! Adorei! Apesar do cansaço e da podridão. Hahahaha...

Bom, nesse mesmo dia tivemos a lindíssima oportunidade de ver o Colosseu a noite, iluminado por fogos de Ano Novo. Entretanto, antes, presenciamos a selvageria das pessoas indo pra praça, perto da meia-noite.

Foi muito assustador, juro. Primeiro, saímos do hostel por volta das dez horas. Quando chegamos no ponto de busão, realizamos que os ônibus só funcionariam até 9h, então tivemos que andar até a estação de metro mais próxima. Lá, tivemos um vislumbre do inferno. A estação tava MUITO lotada de gente, grande parte do povo bêbado e causando. Quando o trem chegou, rolou um empurra-empurra animal (literalmente), e as meninas conseguiram entrar no vagão, mas eu, a De, o Lu e a Jo não.

Esperamos o próximo vagão, no qual a gente foi espremido sem dó nem piedade, e quanso desembarcamos na estação do Colosseu, já certos que não íamos achar as meninas nunca mais, encontramos as doidas penduradas num banquinho, acenando pra gente. Hahaha. Nossa, nunca senti tanto medo. Achei que ia ser esmagada pelo povo, e não sei ocmo ninguém morreu caindo nos trilhos ou sendo pisoteado, sério. Ai, me arrepia de pensar.

Ok. Colosseu. 11h50. Era melhor correr. HAHAHA... Saímos da estação CINCO minutos antes da meia noite, o Lu sem querer abriu nosso champanhe antes das 12 badaladas, os fogos tava explodindo quase em cima da gente, ainda tava rolando um empurra-empurra maluco e tinha uma negada maluca jogando champanhe pra cima. Depois de tanto sufoco, finalmente nos abraçamos á luz colorida dos fogos e agradecemos por tudo que aconteceu em 2010. Se Deus quiser, coisas ainda melhores acontecerão em 2011, um ano que começou bem: com amigos, aos pés de uma das Maravilha do Mundo Moderno.

Finalmente, primeiro dia do ano novo, museus fechados, foi hora de conhecer todas as milhares de piazzas que existem em Roma, e também de ver a famosa e surpreendente Fontana di Trevi. A FONTE É ENORME! Hahahaha... E muito bonita também, com as estátuas brancas e a água azul clarriiiiinhaa. É engraçado que tem tipo uns degrauzinhos em volta da fonte, e TRLHÕES de turistas encarrapitados pra tirar fotos e ver a fonte. É legal porque teoricamente nada está acontecendo lá, mas mesmo assim um monte de gente está assistindo... Bom, está assistindo a fonte fonteando. Hahaha... (http://www.youtube.com/watch?v=Dqk5T8kzXi0)

Nesse dia de noite, no nosso rumo a Piazza Navona (bem legal, por sinal, onde fica o prédio lindo da Embaixada Brasileira - NÃO QUE A GENTE TENHA QUE TER IDO LÁ, GRAÇAS A DEUS!), encontramos um restaurantezinho charmoso com uma bandeirinha brasileira. Na porta, lia-se: "PRATO FEITO (ARROZ, FEIJÃO, VINAGRETE, VERDURA E FAROFA - 5 euros". Nem precisa dizer que a gente SURTOU de prazer e comeu lá. As donas do restaurante, irmãs brasileiras super escandalosas e divertidas que mudaram pra Europa há mais de 25 anos, como modelo e dançarina, nos trataram muito bem e ficaram super felizes de encontrar com alguns brazucas (e com a Jo). Foi interessante ver que o restaurante era frequentado em sua maioria por estrangeiros... Acho que de vez em quando elas sentem uma faltinha da farra brazuca.

No domingo, dia 2, as meninas foram embora pra França de novo e ficamos eu, De, Lu, Jessica e Jo. Como ir pra Roma e não ver o Papa é quase uma heresia, foi exatamente isso que fomos fazer de manhã. Ficamos sabendo que ele ia aparecer na janelinha e falar um pouco. Foi muito legal!!! Ele apareceu todo bonitinho na janelinha do prédio lateral do Vaticano, abriu os braços naquela cena típica, e começou a falar em um monte de línguas. É legal que o pessoal fica super emocionado, e feliz também. No fim, alguém gritou: "Viva al Papa Benedectto!!!!", e ele ficou super felizinho. Hehehehe achei bem fofinho. Ele falou sobre um atentado, leu um trecho da Bíblia, fez um mini-sermão e depois mando várias mensagens e várias línguas, aclamadas pelas pessoas daqueles países que se espalhavam pela Praça de São Pedro. Bonito! ;)

(http://www.youtube.com/watch?v=CWne37Q3c-c, http://www.youtube.com/watch?v=K_tSa-6JuHU)

O último dia chegou, e foi hora de andar pela cidade loucamente, vendo praças, prédios e o Pantheón, que atualmente é uma igreja católica (?) e onde fica o túmulo de Raphael, a Tartaruga Ninja vermelha. Antes de ir dormir no aeroporto (ugh), ainda jantamos no restaurante brasileiro de novo, onde ganhamos pratos quase o dobro do original e copos de Coca-cola gratuitos! Isso sim, é Brasil. HAHAHA...

Finalmente, embarcamos rumo a Copenhagen de novo, para passar as últimas três semanas antes de embarcar pra última viagem e, depois, pro Novo Mundo.

TRÊS SEMANAS. Três semanas das quais uma já passou, sendo portanto DUAS SEMANAS.

Duas semanas de término de aulas, entrega de trabalhos, prova, Ana Cláudia (na sexta) e Didi (na outra segunda). Duas semanas de documentos, banco, arrumar malas, entregar a casa, comprar lembranças, dizer tchaus. Duas semanas de desespero e de estudo, de diversão e de passeio, de alegria infinita e de tristezinha e saudades antecipadas. Duas semanas de fim! oO

Quando nem parece que já se passaram 24 semanas desde o começo...

Ai ai... Mas as divagações e agradecimentos sobre meu tempo aqui vem em breve, ainda não. Ainda não é hora de se despedir da Wonderful COPENhagen...

Enquanto isso, espero que se divirtam com esse post e com as fotos da viagem de ano novo. Vou sumir por essas duas semanas, como já se subtentende pelo tanto de coisa pra fazer, mas ainda volto com um post final. JURO que volto, por mais que demore... =)

Pra não perder o costume, fotos em: http://picasaweb.google.com/janayna.pin
E como agora eu sou muito chique, os vídeozinhos estão nos links acima! Alguns outros no meu youtube, mas esses são os mais... mais... engraçados, pra não dizer ridículos. HAHAHA...

Um beijão saudoso,
Jana

P.S.1: Copiei a Bá e assisti Anjos e Demônios de novo, agora que já conheci Roma. MUITO LEGAL! Incrível ver as coisas acontecendo em cenários onde você já esteve. Tá que tem umas coisas impossíveis no filme, talvez mais impossíveis do que uma conspiração do Carmelengo para matar o Papa e salvar o Vaticano de uma explosão de uma arma de anti-matéria. Coisas REALEMNTE impossíveis de acontecer, tais quais: andar pelas ruas sem uma horda de turistas - especialmente chineses, créditos pro Parceiro - ao seu redor; sair da Capela Sistina e dar DIRETO dentro da Basílica de São Pedro; conhecer os arquivos do Vaticano. Hahahaha esse tipo de coisinha singela.

P.S.2: Juro que eu queria saber quantos cigarros uma pessoa precisa fumar pra criar um desenho animado onde quatro tartarugas-adolescentes-mutantes-e-ninjas são entregadoras de pizza mas, ao mesmo tempo, heróis ensinados por um rato de esgoto gigante. Todos batizados com nomes de artistas renascentistas, e moradoras dos subterraneos de Nova York. "Enquanto isso, à decadência digo nada."

O Salsichão Mais Caro da História

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Alô, alô, marcianos. Aqui quem fala é da terra! Pra variar, estamos em guerra, VOCÊ NEM IMAGINA A LOUCURA!!!

Pois é, pessoal, loucura é pouco pra descrever o que aconteceu com a gente - eu, De e Lu, o namorado dela, que ficará aqui na Europa conosco até o meio de janeiro - na nossa viagem de Natal e Ano Novo. Que agora, é só de Ano Novo. E essa frase meio que pseudo-diz que, não, não vamos passar o Natal fora da Dinamarca anymore…

Bom, tudo começou quando eu e a De chegamos em Copenhagen dia 4 de agosto. Sim, isso é um flashback dos primeiros dias na cidade das bicicletas, e um flashback justamente de um dos momentos que eu alegremente descrevi pra vocês em um dos primeiros (literalmente!) posts do blog…

Pois é… O que acontece é o seguinte: antes de vir pra cá, precisamos tirar o visto na Embaixada da Noruega (ok) no Rio. Alguns dias depois, recebi uma cartinha com o documento dizendo que eu agora tinha um visto de estudante, com permissão de moradia e trabalho, e que era só levar aquele documento na "Ryesgade, 53", onde fica o Immigration Office, e ser feliz.

Porém, eu a De recebemos um folder na faculdade com os passos a serem seguidos quando chegadas na Dinamarca, e o primeiro deles era tirar o CPR-Number, que é o cartão/número de identificação de todos os cidadãos residentes da Dinamarca, estrangeiros ou não. E disso imagino que vocês lembrar, já que eu descrevi nossa saga incluindo entrar na Casa Funerária achando que era o lugar certo.

Bom, vale também dizer que a maioria dos alunos estrangeiros da KU são europeus, grande parte fazendo o programa Erasmus Mundus de Intercâmbio, que é cheio de regrinhas especiais e coisas diferentes pra fazer… Uma das coisas diferentes é o visto, como seria de se esperar.

Então, juntando o fato de que a GRANDÍSSIMA maioria das pessoas que a gente conhecia precisavam fazer coisas diferentes do que nós duas precisávamos, mais uma falta de atenção básica e uma má comunicação com a moça que tirou nosso CPR e que disse que não precisávamos fazer mais nada depois daquilo, não fizemos uma coisa importantíssima…

Não pedimos o adesivo colado no passaporte que prova nosso visto!!! Temos o visto, estamos legais, sempre estivemos, mas sem o sticker no passaporte, não conseguíamos provar pra ninguém que isso era verdade. E foi o que aconteceu quando a gente chegou em Berlin, dia 22, felizes e saltitantes… O alemão fiadaputa nos abordou, pediu o passaporte e disse que a gente não podia entrar na Alemanha porque nosso visto de turista (3 meses) já tinha expirado.

A gente quase morreu, lógico, mas começamos a explicar numa boa que nosso visto não era de turismo, e sim de estudante… Aí ele pediu pra ver o visto, e a gente só mostrou nosso CPR-Number (que, pra gente, era prova que a gente residia na Dinamarca) e achou que tava tudo bem. Depois de uma pequena deliberação, os guardas deixaram a gente entrar (eu e a De, porque o Lu tem visto normal de turista e estava ok), mas recomendou que a gente procurasse a Imigração na Dinas o mais rápido possível.

Ok. Até aí, estávamos achando que tinha rolado uma falha na comunicação e o guardinha não tinha reconhecido nosso CPR-Number… Mas pra ter certeza - e graças a Deus - resolvemos gastar a primeira tarde em Berlin indo até a Embaixada da Dinamarca na Alemanha, onde poderíamos perguntar sobre isso.

E foi aí que começou o inferno!!! Gente, não desejo pra ninguém as 24h que se seguiram a esse momento.

Primeiro, a mulher na Embaixada da Dinamarca disse que não podia fazer nada por nós, e começou a dar um pseudo-chilique amedrontando a gente e dizendo que a gente precisava voltar pra Dinamarca NA HORA, de bus ou de trem, pra que ninguém checasse nosso passaporte, e ir a Imigração URGENTE, antes que algo acontecesse. Na hora, quase infartamos achando que a qualquer segundo, alguém poderia pedir nosso passaporte na rua ou no aeroporto e deportar a gente.

Daí, quase chorando e infartando, resolvemos ir na Embaixada Brasileira na Alemanha, cujo endereço conseguimos com a secretária da Embaixada do México na Alemanha, uma fofa… Hahaha… Dica: na hora de pedir informação na Alemanha, procure os latinos. HAHAHA…

O ideia era que, por mais que a gente não fosse conseguir nada oficial lá, eles soubessem nos indicar o melhor caminho a seguir e tudo mais. Quando a gente chegou na Embaixada, a gente latiu a história pro guardinha da entrada e ele disse que ia tentar falar com o pessoal do Consulado, embora eles tivessem fechado 12h (eram umas 15h30). A gente esperou e, provavelmente por causa da nossa cara de desolação, ele disse que era pra subir que a vice-cônsul ia falar com a gente.

Chegando lá em cima, a Regina, uma fofíssima, recebeu a gente e escutou todos os nossos choros e lamentos. No final, veio a conclusão desesperadora: realmente eles não podiam fazer nada, e a gente precisava MESMO voltar pra Dinamarca. Nisso, ela deixou a gente ligar pra casa, falou com as nossas mães (que a uma hora dessas estavam desesperadas também), nos deu chocolate, mostrou os pontos turísticos que a gente podia conhecer antes de ir embora (na manhã seguinte), sugeriu o lugar pra nossa janta e um bar brasileiro, permitiu que a gente fizesse a reserva e imprimisse os cartões de embarque do novo voo e tudo mais. Foi uma ilhazinha de paz no meio do recém-formado furacão, mas ainda tinha MUITOOOO mais.

Saímos da Embaixada directo pro hostel, pra conversar mais com a família e decidir o que fazer. O fato era que a Imigração, no dia 23, funcionaria só até meio-dia e depois entraria de recesso, até dia 4 de janeiro. Ou seja, se quiséssemos ter uma mínima chance de recuperar o fim da viagem, precisávamos chegar na Imigração (Ryesgade, 53, agora não tão obviamente o mesmo lugar do CPR, na nossa cabeça de recém-chegadas) até meio-dia, sendo que nosso voo estava marcado para chegar 8h05 aqui, a neve estava na pegada da loucura, a gente precisava passar em casa pra pegar todos os documentos e até a Imigração tinha que pegar um metro e um busão.

Aí surge uma pequena anja singaporiana na nossa vida. Johanna, e vocês já devem ter ouvido falar dela. Para introduzir o assunto sem parecer muito bizarro, a Jo vai passar o Ano Novo com a gente em Veneza e Roma, mas ia passar o Natal aqui em casa com o americano do prédio (Cody) e o Yu-Jin, outro cara de Singapura. Digo aqui em casa porque como o Intercâmbio dela já acabou (ela faz Biologia, e todos os cursos fora os da LIFE, nossa Faculdade, terminam as aulas em dezembro), ela precisou entregar a casa dela pro dono e ficou sem ter onde morar até a viagem de Ano Novo e no último dia que ela vai passar aqui antes de voltar pra Singapura, logo que voltarmos de viagem juntas.

Na noite do dia 22, no hostel, pensando o que fazer pra salvar a viagem, meus pais sugeriram que ela me esperasse na Imigração com a minha pasta de documentos (que estava em casa, e ela podia procurar), assim eu ia pro escritório direto do aeroporto e avisava que a Denise estaria chegando mais tarde - já que ela precisava ir até em casa, que estava trancada, pegar os documentos dela.

Aí conversei com a Jo durante a noite, combinei isso com ela, e fomos passar as últimas horas de Berlim na rua, tentando aproveitar o máximo. Primeiro, comemos a melhor salsicha de Berlim, segundo nossa nova amiga do consulado, que era do LADO do nosso hostel…

Depois, pegamos um metro até o Check-point Charlie, onde dá pra ver a casinha do Exercito Americano e uns pedaços do muro de Berlim. Entramos no museuzinho que tinha ali perto e adoramos! Cheio de histórias malucas de como as pessoas pulavam o muro, como fugiam, como se ferravam (constantemente), e todo esse tipo de coisa que faz você pensar qual é o sentido em colocar um muro dentro de um país e impedir a todo o custo que pessoas do "lado do mal" passassem pro "lado do bem". Parece coisa de filme de ficção apocalíptico, pessoas fazendo coisas bizarras pra sair do Inferno, mas foi tudo verdade… Achei o museu bem apelativo (positivamente) e muito interessante. Na realidade, gostaria de ter passado mais tempo lá e de ter curtido mais, mas eu estava inchada de tanto chorar, preocupada (porque depois da nega da embaixada da Dinamarca ter recomendado ir de bus, a gente já tava com medo de ser deportada, ou coisa pior), puta da vida, com sono, cansada e com MUITO, muito frio. Nem precisa dizer que o Lu e a De também o estavam, então resolvemos ir embora e descansar.

No fim, eu e a De deitamos na cama com a mesma roupa do dia inteiro, prontas pro dia seguinte, e colocamos o despertador pra tocar duas da manhã. Não dava pra correr o risco de perder o vôo, e a moça do hostel nos disse que tinha um busão direto pro aeroporto as 3h03. O Lu, com medo de que a gente não acordasse com o despertador por causa do cansaço, resolveu ficar acordado no saguão do hostel, só pra garantir.

As 3 horas de sono que deveriam ter passado como num passe de mágica demoraram MUITO, mas MUITO pra passar. Eu e a De acordamos 20 vezes achando que já era hora de ir, e nunca chegava 2h da manhã. Finalmente acordamos, pegamos as coisas e fomos pro aeroporto. Esperamos até não poder mais (melhor que perder o voo, repito) e chegamos no portão de embarque, depois de todas as burocracias.

Qual não foi nossa surpresa quando o carinha da mala da Easyjet, que nunca enche o saco com bagagem, mandou a De enfiar a mala dela no quadradinho com dimensões e, ao ver que não cabia, mandou despachar a mala dela? MAIS um stress! Meu Deus, como era possível? Porque agora não só ela precisaria pagar uma taxa (a gente achava) como também ia demorar muito mais no aeroporto, esperando a mala na esteirinha e tals.

Como Murphy não poderia ser mais filho da puta (desculpa, falta de expressão melhor), nosso voo atrasou por causa da neve que caía em Copenhagen, e quando a gente saiu do avião, tava ventando tanto que a pasta da Denise com os documentos que supostamente garantiriam nossa entrada na Dinas caso alguém implicasse com o nosso Passaporte… VOARAM! SIm, eu sei que parece zoeira. Mas todos os documentos saíram voando pista de pouso afora, e por questões de segurança a De não pode correr atras… Hahaha… Rir pra não chorar.

Bom, entrando no saguão, combinamos que ela e o Lu ficariam no aeroporto pra ver isso da mala e eu correria de encontro a Jo, e esperaria na Imigração até a hora que a De aparecesse. No aeroporto, corri que nem uma louca, peguei o metrô - que estava com velocidade reduzida nas áreas abertas por causa da nevasca - depois peguei um busão aleatório, cheguei perto do tal lugar, e um outro anjinho apareceu: um tiozão no busão me viu cheia de mala, com documentos na mão e me perguntou se "por acaso eu queria ir na Imigração". Hahahahaha, mano, COMO EU AMO OS DINAMARQUESES!!! Povo alemão sucks, dinamarqueses são fofíssimos!!! Gente, que amor.

Bom, cheguei na Imigração que nem uma maluca, peguei duas senhas (135 e 136, estávamos na 25! UHUL!) e entrei na fila de informação pra ver se era aquilo mesmo que eu precisava fazer. Mano, o lugar tava LOTADO de estrangeiro, gente espalhada pra todos os lados comendo, lendo jornal, preenchendo formulários, falando em mil línguas, cercados de filhos e algumas malas, tava um CAOS. Enquanto eu pensava nisso, chegou a Jo com os meus documentos, ficou na fila pra mim e eu, não sei porque, resolvi passar na fila "Stickers" pra ver se eu precisava de senha lá. Descobri que não precisava e que, mais, só tinha uma pessoa na minha frente. Esperei e logo fui atendida por um cara. Quando expliquei a história pra ele, ele me disse: "Ué, então me dá o passaporte e o visto aí e vamos colar essa bagaça. Demora dez minutos". Apesar dele começar a me zoar porque eu estava desesperada - "Oh, não, não chora e para de falar desse jeito, só me dá isso aí!", ele foi super simpático e, ao perceber que eu não tinha nenhuma foto 3X4, disse que ele precisava de uma pra resolver meu problema. Daí sim, foi a hora da corrida.

Peguei 100 coroas emprestadas com a Jo (tava com Euros na bolsa), deixei minhas malas com a coitada no saguão, e saí correndo na nevasca, sem touca, sem cachecol, sem luva, sem nada. QUASE morri. Mesmo.

Só pra constar: ontem nevou TANTO, mas TANTO, que era impossível ver onde começava a rua/ciclovia/calçada, tinham muitos acidentes de carro na rua, a polícia, o bombeiro e ambulância estavam por todas as partes (não tô exagerando), os transportes morreram por algum tempo, a gente viu um farol todo destroçado, nossa, doideira demais, deu até medo.

Bom, corri umas 4 quadras e achei a lojinha "no fim da rua, depois do Seven Eleven, virando a direita" onde eu podia pagar 90dkk pra tirar 4 fotos. Deus, dinamarqueses, por que tão caro? Ok, não pensei duas vezes, e corri de volta pra Imigração. A foto ficou um espectáculo, como foi registrado pra sempre no meu Passaport. Hehehehe…

Aí era hora de esperar a De e informar ela dessa lindíssima notícia: ainda podíamos salvar o Ano Novo. Ah, preciso dizer que depois da louca frenética da Embaixada Dinamarquesa na Alemanha, a gente esperava o pior: ser deportada ou demorar tanto tempo pra tirar o tal sticker que a gente podia ter problemas na viagem de fevereiro. Bom, pra quem tava esperando isso, pegar o sticker em dez minutos foi até meio surreal.

Ah, detalhe: a De precisava chegar logo, porque depois de meio-dia não era mais possível entrar na Imigração - eles trancam as portas MESMO! - e ela ainda precisava tirar as fotos. Vi ela correndo pela rua desesperada tentando achar o endereço, corri lá fora e grite: MANO, CORRE ATÉ O FIM DA RUA PRA TIRAR FOTO… Dae ela me agarrou e disse: VAMO COMIGOOO!

HAHAHAHAHAHA só deu duas frenéticas - eu com uma blusa fininha só… HAHAHA… - correndo pela rua, a De tomou um capotão na neve, foi um desastre, neve na cara… Mas finalmente ela tirou a foto, correu rua afora de novo - o cara da foto até zoou ela - e chegou a tempo… Cheguei alguns minutos depois, podre.

TIRAMOS O STICKERRR!!!

Mas como nada é perfeito e Murphy nos ama (ou odeia), eu terminei a saga meio triste… Perdi meu casaco bonito, que eu tinha comprado no Brasil pra trazer… Fiquei tão puta!!! Ainda saltei do busão onde estava indo embora com a Jo, a De e o Lu, precisei pedir pelo amor de Deus pra moça da Imigração abrir a porta (mas ela foi fofa demais quando eu disse que tinha deixado meu casaco), mas não estava mais lá… Ainda cheguei perto do que pode ser chamado de "morrer de frio" esperando o segundo busão pra casa, que demorou mais de 30 minutos (nevasca louca), mas finalmente cheguei em casa… Falei com a mamãe, comi pão e leite, e dormi até 6h… Acordei achando que era o dia seguinte, véspera de Natal (hoje), até que eu realizei que ainda era dia 23… Hahahaha… Depois comemos todos juntos um macarrão delícia que Jo fez, e compramos uma passagem exorbitantemente cara pra Berlim, a tempo de salvar todas as outras passagens, pelo menos.

Meu, como eu disse, não desejo esse caos infernal pra ninguém. Eu e a De choramos MUITO, achando que estava tudo arruinado, pensando o que a gente ia precisar falar pra meninas da França, que vão encontrar com a gente em Veneza; pensando como fazer pra salvar a viagem da Johanna se a gente não pudesse ir, já que ela não conhecia mais ninguém fora a gente; pensando como reservar outro hostel pra Jo em Veneza caso ela fosse, já que nosso quarto é pra 4 pessoas e não dá pra cancelar menos que o quarto todo, etc, etc, etc… Meu, foi terrível. Mesmo depois de arrumado o sticker, quando ainda não sabíamos o que fazer, ficamos parecendo duas retardadas choronas… Ainda estamos meio abaladas e com medo de várias coisas, entre elas da viagem de volta pra casa, dia 17 de fevereiro, já que nosso visto vence dia 15. Precisamos saber se tem alguma tolerância, se podemos esperar esses dois dias, se tem como arrumar o visto de turista por 3 meses (teoricamente saindo da União Européia e voltando, tipo pra Londres) e etc..

Mas como diz meu querido paizão, constantemente citado pela mamis: "Precisamos matar um leão por dia".

Ontem matamos o medo de ser deportada ou de ferrar com a viagem de fevereiro… Perdi o meu casaco, é verdade, mas não tem o que fazer… Depois, a noite, matamos o leão do Ano Novo reservando os voos pra Berlim… Agora, precisamos pensar o que fazer na Ceia de Natal aqui em casa. Hahahaha bizarro, hoje é véspera de Natal. =P

Bom, gente, vou indo aqui… Tomar banho e ver o que fazer da vida… =)

Escrevo mais pra deixar todo mundo que ficou sabendo da história por cima relaxados, e também pra registrar mais um episódio maluco da minha saga durante esse semestre Escandinavo.

Espero que estejam todos bem, matando os seus leões, e desejo um Feliz Natal pra todo mundo cheio de paz, saúde, alegria, amor e… PAZ, é tudo o que eu quero depois disso tudo, mesmo! Hehehe…

Acho que não escrevo antes do Ano Novo também, então tenham uma virada bem legal, se divirtam muitíssimo e aproveitem… 2010 foi massa e está indo embora, tomara que 2011 seja ainda melhor!!!

Um beijãozão viking!
Jana

Den smukke, hvide og kuld sne! =)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

No Telecurso Escandinávia de hoje, faremos a análise de mais uma frase em dinamarquês para o nosso vasto vocabulário. Abra sua apostila 457 na página 83 e vamos começar!

Den - artigo indefinido (ou seria esse o definido?) para as palavras do grupo "en". Para as palavras do grupo"et", usamos o det. Ou seja: esqueça.
Smukke - linda
Hvide - branca, como em hvidlog (branca cebola = alho)
Kuld - essa é fácil!!! Cold!
Sne - essa é mais fácil ainda!!! Snow! Mas nem precisava... Linda, branca e gelada, o que mais poderia ser? =)

Bom, se liga então, que é hora da revisão!!!! Hoje A neve é uma coisa branca, linda e muito gelada!
=)

Hahahaha... =PPPP
Vim escrever só pra ser feliz! ;)

Saudades de vocêsssss! =)

Volta as Aulas... E SNE!

sábado, 20 de novembro de 2010

Bom, como eu disse, o post é rápido:

As aulas voltaram. Siiiiiim, voltamos a vida real depois da nossa pequena temporada em Paris e Milão, e com elas, voltaram as leituras, aulas cedo e tudo mais... Mas o mais assustador é que já se passou uma semana das novas aulas, e nós temos apenas cinco semanas até o Natal... Depois do Natal/Ano Novo, mais duas semanas de aula, uma de prova... E fim do Intercâmbio!!! A Di chega aqui, nós viajamos mais 17 dias... E é hora de voltar pro Brasil!!!!

Um sentimento contraditório vêm, nessas horas: deixar Copenhagen vs. voltar pros amigos e família no Brasil... Mas eu estou feliz! =)

Esse bloco estou cursando Sensory and Consumer Science, uma disciplina interessantinha sobre análise sensorial e preferência dos consumidores e tudo mais, e Seed Science and Technology, uma disciplina da área de agronomia que eu peguei de curiosa, e estou curtindo bastante!!! Acho que vou ter que me esforçar mais pra conseguir entender os esquemas mais específicos sobre fisiologia vegetal, etc, essas coisas na qual não tenho nenhum background, mas o professor é muito simpático, meus colegas são muito bonzinhos também, e a turma é super pequenininha, e os labs, divertidos... Tenho essas aulas num campus distante, também, em Taastrup, então três vezes por semana pego o fretado da Universidade e adentro a zona rural dinamarquesa... Hehehehe tá sendo interessante e bonito ver os campos verdes (ou brancos, como direi a seguir) e os cavalinhos de roupinhas na nevoazinha da manhã... Hehehehe...

Sne
Bom, acho que todo mundo já sabe, depois do meu chilique de alegria e publicação em todos os lugares, mas a neve chegou em Copenhagen!!! Ontem nevou a manhã toda - pelo menos em Taastrup - e foi uma sensação mutio diferente acordar de manhã cedo, olhar pela janela e ver os flocões de neve caindo... Aaaaahhhh! Muitos me disseram que eu ainda vou enjoar e odiar a neve, mas por enquanto me sinto uma criancinha que viu aqueles cenários de filme se materializarem diantes dos olhos... Hehehehehehe... Muito legal!

Harry Potter og Dødsregalierne

Falando em coisas legais, preciso contar sobre a minha curiosa experiência de debutar no cinema dinamarquês, com legendinhas cheias de ø, œ e tudo mais. Hehehe...

Aqui, o Harry Potter e as Relíquias da Morte (sim, é o que significa o subtítulo em negrito! Hehehe), Parte 1, estreiou um dia antes da estréia no Brasil, isto é, quinta-feira 00h01. Então, na quarta a noite, rumei em direção a uma sala de cinema meio alternativa aqui de Copenhagen com o Lawrence (o americano), Johanna e Yu Jin (os amigos de Singapura) e alguns amigos do Lawrence pra ver o filme quase 30 horas antes de qualquer outro brasileiro! Ráááááá! HEhehe... Foi muito engraçado... Amei o filme, que tá mesmo do malzão e assustador, muitas vezes, e apesar do frio e esforço pra voltar pra casa 3 e pouco da manhã - já que Muprhy resolveu consertar nosso metrô 24h justo naquela madrugada - fiquei muito feliz por ter passado mais um momento especial em Copenhagen, a cidade onde nada é o que parece, e tudo pode acontecer. =)

Pode parecer exagero falar que ver o Harry é um momento especial, mas considerando que há mais de dez anos eu pegava o primeiro livro do Harry antes mesmo de saber direito o que era, é justo considerar esse evento uma coisa importante... Metade da minha vida teve algum tipo de Harry Potter! ;)

Bom, como prometido, o post foi rápido e termina por aqui! =)
Por incrível que pareça, já tenho coisas da facul pra ler... E visto que temos mais 4 semanas de aula até o Natal, só, é melhor não deixar as coisas acumulares, né?

Espero que tenham gostado do combo de fotos/posts...
Hej hej, venner!

Milaaaaaaaaanooooooooo!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Buon giooooornoooooooooooooo! *mão de coxinha*

Seguindo a linha dos ois temáticos, nada melhor que um oi bem italiano, isto é, enfático e escandalosoooooo! Hehehe... E, é bem engraçado, mas eles falam bem assim mesmo, "como os atores de novela da Globo" segundo a perfeite definição da Dê... Hehehe... E mais! SIM, eles fazem a famosa mão de coxinha enquanto falam! =)

Bom, antes que eu me empolgue falando dos italianos, em si, vamos começar do começo: "arrivando" em Milão!!! É importante começar por aí já que, pra início de conversa, chegamos no aeroporto super tarde, passado da meia noite... Adivinha porque? A PORCARIA do voo da Esayjet, depois de todo o parto pra embarcar com a mala lotada a tempo (conseguimos, enfim), atrasou quase meia hora. Muito bem. E, como bem prediria nosso fiel companheiro Murphy, o aeroporto não fica exatamente em Milano, e sim em Bergamo. Tooooca pegar um traslado caríssimo (comparado com o preço da pasagem) e um taxi até o hostel (já que era uma e meia da manhã e nenhum transporte funcionava)... Éééé, ossos do ofício. =)

Pois bem. Chegadas no luxuosíssimo (hehehehe) Hostel Califórnia, nossa feliz estadia na Terra da Pizza começou. Ooooooh, beleza!!!! O Hostel é bem simples, meio caindão aos pedaços, naquele clima de eterna reforma... Por si só, seria bem zoado, na verdade, mas o staff nos conquistou, e apesar do frio que fazia no quarto (que tinha uns buracos na janela e o chão de piso frio), adoramos nossas três noites lá. Nossas companhias de quarto foram mais variadas do que eu poderia imaginar, fizemos amizade com o Pug (sim, o cachorrinho do MIB) do zeladorzinho e contamos com a mais pura hospitalidade italiana, incluindo um uso clandestino do computador da recepção, já que eles só tinham uma rede wireless disponível e, nós, nenhum computador.

Vale citar a configuração do nosso quarto - que consistia em uma camona de casal pra mim e pra Dê e mais dois beliches - para cada noite, só pra dar uma idéia das coisas que se escuta e conversa quando se fica num quarto compartilhado em um hostel:

Primeira noite:
- Um empolgado brasileiro de Minas, estudando em Portugal;
- Um polonês, colega do brasileiro, que sabia falar um pouquinho de Português de Portugal (tipo "Oi" e "Muito louco!" e "Fodaaaxiiiiii");
- E um checo, amigo (MUITO!) mais do que colorido do polonês, conhecido em um festival de música na Polônia. "Tivemos bons momentos lá e resolvemos marcar um encontro aqui em Milão". Ah, tá. Pelo menos não corríamos ABSOLUTAMENTE nenhum perigo. Hehehehe...

Segunda noite:
- Um nerdinho da Latvia (DA LATVIA!!!), que ria por qualquer coisa e está mochilando pela Itália;
- Um egípcio que tinha dirigido da Alemanha até a Itália pra trabalhar em Milão;
- Um anônimo barbudo que tinha um edredom próprio, vermelho, com coraçãozinhos.

Terceira noite:
- O mesmo anônimo barbudo (justamente anônimo por chegar sempre tarde e, portanto, estar dormindo profundamente pela manhã);
E um trio (vale citá-los juntos) de imigrantes residentes na Suécia, composto por:
- Um aramaico nascido no Líbano mas, segundo ele, não-libanês ("mas sim, aramaico");
- Um cara da Eritréia;
- Um bósnio estudante de recursos humanos, com um beiço estranho (como bem observou a De).

Vale citar que tal trio tinha viajado da Suécia até Milão SÓ pra assistir o derbi Milan e Inter de Milano... Vai entender os homens! Hehehehe... Eles estavam tão felizes com suas faixinhas e suas discussões (o bósnio era o único que torcia pro Milan) que a gente até participou da discussão sobre quem era o melhor jogador da seleção: Júlio Cesar (do Inter) ou Kaká (que jogou no Milan)? Hehehe...

Bom, descritas nossas noites, nada mais justo do que descrever nossos dias!!!

Pra começar, é verdade: só tem duas coisas pra fazer em Milão. Conhecer o Duomo e a Piazza Duomo (obviamente anexos) e conhecer o castelo. Maaaaaas, nem por isso, é pouco, ou insuficiente pra se divertir!!! AMAMOS!!!

Bom, na primeira manhã, acordamos não tão cedo, compramos um pacote de biscoitos italianos de mel (bem daqueles da Bauducco, mesmo) na merceariazinha do velhinho ao lado do hostel e saímos rumo a estação central, onde nosso busão de Bergamo tinha chegado e onde sabíamos ter o passe diário de 3 euros. Depois, pegamos a linha vermelha do metrô e rumamos em direção ao "DUOMO!!! FERMAAAATAAA DUOOOOOMOO!!!", ou a Estação Duomo. Incrível como ATÉ a vozinha obscura que narra todas as paradas do tem fala com mãozinha de coxinha e entonação de ator da Globo!!! Muito engraçado, mas irritou depois de um tempinho (muito mais que a atenciónalamarche em Paris!)...

Finalmente, chegamos ao Duomo. A Igreja é maravilhoooooosa! Tanto por fora (cheia duns espetinhos em cima) quando por dentro... É engraçado que dentro do Duomo tem um monte de quadros expostos, tipo um museu! Hehehe... E tem também um monte de vitrais muito lindos, e umas estátuas bisonhas... Hehehe... Depois de andar pelo Duomo, passeamos pela Piazza que tem ao lado da igreja. É o lugar que dá a fama a Milão de cidade da moda e não sei o que mais: tem Gucci, Armani, Victor Hugo, Swaroviski... O mais legal é que tem uma galeria enorme, toda fechada, onde parte dessas lojas ficam... Tá que o mais ínfimo dos itens dentro desse lugar custava NO MÍNIMO um olho da cara, mas como a gente não tem dinheiro mesmo, foi muito bom passear por lá e rir um pouco da suposta "moda" que de vez em quando aparecia nas vitrines.

Daí resolvemos ir ao Castelo Sforzesco. Pra começar, é no meio da cidade. Hehehehe... Você pega o metrô, desce numa das maiores estações eeee... Tcharam! Gente, que surpresa!!! O castelo é LINDO, tem um museusinho muito legal dentro, umas passagens obscuras, umas pontes... Não que eu já tenha conhecido muitos castelos na minha vida, mas o Sforzesco foi o primeiro a superar TODAS as minhas expectativas a respeito de um castelo. Eu estava esperando a hora que uma cavalaria com armaduras de pluma na cabeça ia irromper pela ponte suspensa da entrada, sobre o fosso. Tinha até uma fonte com cabeça de dragão: se eu fosse rodar um filme medieval, rodaria no castelinho de Milão com toda a certeza!!!

Além disso, em volta do castelo tem um parque super gostosinho - meio parecido com o Bosque dos Jequitibás... Só que sem os leões! Hehehe... - e que, por ser outono, acrescentava uma paisagem muito interessante aos entornos do castelo. Lá também achamos os famosos patos-de-pescoço-verde, aqueles patinhos mais clássicos de desenho animado... Óun, tão lindinhos! ;)

Ainda no primeiro dia, jantamos uma pizza deliciosa numa panaderia perto do Castelo. Na hora do almoço o lugar tava BOMBANDO, resolvemos entrar e nos surpreendemos pelo preço (baixo) e pelas coisas lindas... Ai ai! ;)

Depois da temporada no castelo, resolvemos que queríamos visitar o Estádio do Milan, o Giuseppe Meazza, ou o San Siro. Que, perdoem nossa ignorância, descobrimos ser o Estádio do Inter de Milano também! HAHAHAHA... Bom, o que interessa é que nós pegamos um metrô até a última estação que aparecia no mapa, seguindo as indicações de um cara pra quem perguntamos, e depois andamos MUITO, mas MUITO... Mas muito MESMO, até finalmente avista o estádio, não sem antes nos perder e receber a estranha ajuda de um peruano/boliviano/etc. que falou: "Ah, se quiserem tô indo pra lá, vocês podem me seguir.", e daí do nada saiu CORRENDO na nossa frente. Hahaha... Porém, depois de avistar o estádio, ainda andamos MUITO até chgear perto dele... E mais MUITO pra ir embora, já que começou a escurecer... Para chegar até a estação de metro, contamos com a ajuda de um casal de gregos (?), que por algum motivo sabia o caminho da estação de uma tal maneira, que passamos uma boa parte do tempo acreditando que eles eram mialneses.

Na janta, uma pizza numa rede de fast food (hehehe) eeeee... GELATOOOOOOO! A oitava maravilha do mundo, o gelato italiano. Meu Deus do céu, que delícia... Compramos logo o de três bolas, e fomos tomar na frente do Duomo, e depois passeando pela Piazza... Até entramos na loja da Disney... Me senti uma criança! ;)

No dia seguinte, já que já tinhamos coberto todos os pontos turísticos de Milano, resolvemos ir pra Como, uma cidadezinha próxima da cidade, atingível por trem, e que contém um lago (seria um rio?) muito legal... Foi uma delícia conhecer a cidadezinha, mais do que imaginamos, porque além de ter um climazinho de interior, com direito a carabineiris e tudo na rua, o lago é lindo e nós conseguimos cumprir nossa primeira missão na europa: comer um milanesa em Milano. SIM, minha gente! Milanesa! Ela existe em Milano, não é tipo o pão francês, que num tem na frança... Hahahaha...

Antes de conseguir comer o milanesa, porém, precisamos passar por um desafio: achar o restaurante ao qual as mesinhas e as placas que achamos pertenciam. Muito bizarro, tinha um monte de mesa na frente da igreja, mas nenhum restaurante, garçom, ou nada. Quando estávamos imaginando que somente os amigos mágicos do Harry Potter eram capazes de chegar no restaurante depois de bater com o guarda-chuva no terceiro tijolinho da parede, resolvemos procurar pelo endereço contido na plaquinha e descobrimos que era alguns metros pra dentro de uma ruazinha lateral onde era possível encontrar o restaurante. Lá, pedimos o menu de 10 euros (nossa refeição mais cara da viagem!!!), que nos deu direito a uma lasanha de entrada (sim, a massa na Itália é apenas uma entrada!!), uma água mineral de Como e um milanesa com salada de prato principal. DE-LÍ-CIA! =)

Depois voltamos pra Milano, passeamos na piazza de novo, compramos presentinho, tomamos gelato numa sorveteria que chamava qualquer coisa como "dois veados", "dois bambis" ou coisa assim, e voltamos pra casa, pra brincar um pouco com o pug do zeladozinho do hostel e conhecer os suecos malucos. Hehehe...

Assim findou-se nossa alegre estadia na terra não-tão-fria de Milano... Comemos pizza, lasanha e milanês, tomamos gelato e capuccino, vimos o Duomo, o castelo, o Lago Como e a piazza da moda... Adoramos! =)

Depois de mais um traslado, sob chuva (GRAÇAS a Deus começou a chover só na manhã seguinte, quando fomos embora), e um vôo não tão estressante pra casa, nossa poeirinha aterrissou em Copenhagen, prestes a começar um novo bloco, do qual já tivemos uma de cinco semanas de aula antes do Natal. Uh! Medo, mas alegria! =)))

Com isso também o post termina, e o próximo (curto, sobre as aulas e a "sne") começa em breve...

Espero que gostem dos posts da viagem e das fotos, no meu picasa: http://picasaweb.google.com/janayna.pin

Como as fotos são muitas, e eu não posso escolher as melhores, postei só uma de mim em cada cidade (uma na La Tour Eiffel, e outra no jardim do castelinho de Milão)... As outras podem ser vistas integralmente no link acima! Hehehehe...

GRAZZIEEEEEEEEEEEEEE por terem lido tudo! ;)
Saudades de todo mundo! =)

Paris, La Ville-Lumière

Bonjour! Comment allez-vous?

Hehehe... O oi temático é, obviamente, em homenagem a la ville-lumière, também chamada de Paris, a cidade-luz. Hehehe...

Buon, Paris é uma cidade mega blaster gigante e agitada, muito mais parecido com São Paulo do que Copenhagen, onde tudo é organizado, limpo e as pessoas são calmas e saudáveis. Em Paris é uma correria sem fim, as pessoas são mais heterogeneas (e feias, naquele sentido de gente estranha se espremendo no metrô e tals), e a arquitetura da cidade em si é mais misturada entre a tradicional (mais no centro e perto dos monumentos, onde um certo padrão de prédio é exigido) e a moderna, a la São Paulo mesmo.

Até levamos um sustinho quando a gente chegou: pegamos um metrô lotado e logo já tivemos que aprender a como se virar com as 349 mil linhas de RER (trem)/metrô/train (trem! hehehe) deles, uma bagunça em comparação com as nossas duas humildes linhas (decoradas, já) aqui de Cops. Mas foi legal, aprendi a me virar bem com um mapa e um transporte público eficiente: a gente ia baldeando loucamente entre as linhazinhas coloridas e, mesmo que demorasse, a gente chegava no lugar! Hehehe...

Bom, sobre nossa estadia, devo começar com infinitos e eternos mercis para a Érika, a melhor anfitriã que alguém pode ter; para a Bá, a melhor ajudante de anfitriã que alguém pode ter; e pro Colms, o melhor companheiro de aventuras com as anfitriãs que alguém pode ter. Hehehehe. Praqueles que não sabem, eles estão morando na França há quatro meses, e nos receberam de braços, quartos e chuveiros abertos. Cabe aqui um super obrigada também pra Laís, que emprestou um super providencial colchão inflável com direito a edredom e travesseirinhos durante nossa hospedagem na casa da Érika, que cuidou muito bem da gente.

Como as meninas trabalham, acabamos ficando com elas (e com o Col) só a noite, no fim de semana (quando chegamos) e na quinta-feira, que foi feriado e nosso último dia lá. Mas foi bom porque logo de cara elas ensinaram a gente mais ou menos o esquema do transporte e também fizeram um tour rápido pela cidade, passando na frente dos principais monumentos pra gente poder planejar onde e quando entrar em cada um durante a semana, sem elas. A gente também tomou o melhor sorvete de Paris, comeu um brunch de 3 euros muito maravilhoso, tomou um café no café do filme da Amelie Polain e bandejou ao melhor estilo francês no restaurante da Cité Internacionale Universitaire de Paris (é assim que escreve?), que é onde as meninas e o Col moram, e se trata de um lugar enorme (tipo Unicamp) e espetacular cheio de predinhos (maisons! =P) onde estudantes internacionais e franceses moram. Também comemos o melhor crepe de Paris, incluindo o de bananá e nuttelá (hehehe), que ganhou nosso coração. Ulalááááááá!



Outra coisa deliciosa de estar em Paris foi poder curtir um pouco uma brasileiridade efusiva: como as nossas faculdades têm convênios com as francesas, o grupo de amigos da Bá e da Érika é LOTADO de brasileiros (tipo, uns 20) de diferentes faculs e estados, que se encontram sempe pra fazer bagunça... Hahahaha... Então fizemos bastante coisa juntos e conhecemos esse pessoal muito gente boa... Entre essas coisas, fizemos um picnic indoor (frio e chuuuva) regado a muito vinho bom de dois euros e queijos camembert, blue, queijo de cabra... DELÍCIA!!! Também fizemos uma janta dinamarquesa (HAHAHAHA, mentira, fizemos macarrão como eu faço na dinas: cogumelo, cenoura e creme de leite) e depois assistimos Amelie Polain pra relembrar os cenários do dia anterior... Também conhecemos a balada mais chic de Paris, a Duplex, onde comemoramos o aniversário de um dos brasileiros... O lugar é num underground do lado do Arco do Triunfo (ah, falou, então), então rolou todo um glamour de estar ali... O que não foi nada glamouroso foi a volta no frio e na chuva torrencial, que demorou quase duas horas por causa do sistema de busões noturnos... =//

O fim de semana acabou, a semana começou e, com ela, veio a sessão turistada. Apesar da chuva e do frio infinitos (MUITO mesmo), curtimos todos os passeios padrão de uma pessoa em Paris (La Tour Eiffel, Arc de Triomphe, Notre Dame, Panthéon, Sacré Cœur, Champs-Élysées, Musée du Louvre, Château du Versailles, etc, etc, etc.), onde tiramos muitas fotos e compramos presentinhos para todo o pessoal!

Eu poderia descrever todas nossas visitas, mas levaria anos. Instead, posso dizer que passei o maior frio da minha vida esperando pra subir na Tour (mesmo comparando com o vento sueco nas ruinas de Åles Stenar); que o Arc de Triomphe pré-feriado-cívico e no único dia de sol é ESPETACULAR (incluindo a vista maravilhosa da Champs); que Notre Dame teria sido mais divertido se a chuva não estivesse castigando nossas pobres carcaças; que o pêndulo de Focault no Panthéon dá uma sensação muito engraçada ao pensar que na verdade ele tá parado no Universo e é a Terra que está rodando embaixo dele e que a calçada na frente do monumento é um ótimo lugar pra se almoçar lanche de supermercado; que as ruinhas perto da Sacré Cœur te fazem sentir numa França de muitos anos atrás; que a Champs tem a maio concentração se sebos que eu já vi; que o Musée du Louvre fecha, inesperadamente, ás TERÇAS-feiras e te faz mudar os planos de última hora; que Versailles é inimaginavelmente lindo mesmo no outono (dou um braço pra ver os jardins na primavera)... E que infelizmente nenhuma dessas descrições (e mesmo outras) e capaz de descrever nossa semaninha na terra da baguete.

Devo admitir que nem tudo é chiquetosidade: também fizemos alguns programas que só um par de mochileiras pobres e cansadas é capaz de fazer sem morrer de vergonha, ao estilo almoçar baguete com meio camembert, partidos com a mão, sentadas na cadeirinha da estação de metrô (pra fugir da chuva e do frio) e dormir no banquinho do Louvre. Esse último, especialmente, porque...

...Nós viramos só o PÓ. Só isso, o pó do pó do pó do pó. Depois de passar uma semana saindo de casa 9h da manhã (quando muito, pós noitadas!) e chegando 6h da tarde, andando na chuva absurda e correndo de um canto pro outro da cidade, intercalando eventuais noites pseudo-madrugadas (picnic) e outras bem madrugadas (Duplex), a gente chegou a um ponto lamentável no qual torcíamos pra estação de metrô requerida ser distante o suficiente pra dar tempo de cochilar no trem... HAHAHAHA... OLHA O NAIPE!

Pra terminar nossa semana francesa, resolvemos ir ao Musée de las Armes, um museu surpreendentemente legal (muitíssimo legal, aliás, amei de paixão) que fala de armas e guerra (jura?), contém uniformes e artefatos muito interessantes e encerra o túmulo megalomaníaco do nanico Napoleón. Apesar de meio corrido, já que precisávamos chegar no desgraçado Aeroport Beauvais Tille (o "desgraçado" se justifica em breve), pudemos curtir bastante os últimos momentos em Paris. Pra fechar com chave de ouro, combinei de encontrar com a Chris, amiga e companheira do Judô, que mora perto de Paris e foi pra lá pra me falar um ooooi! Pena que a gente só teve tempo de tomar um café solúvel numa caneca de plástico na casa da Érika, entre bagagens e desespero, mas mesmo assim foi muito gostoso vê-la e sentir mais um pouco do Brasil na Europa! Aliás, pra constar, a Chris mandou benzaço e, mesmo sem conhecer a Érika, descobriu o número do celular NOVO dela na base da cara de pau (perguntou pros amigos dela de Paris até achar quem conhecesse a Érika) e agenciou nosso encontro... Hahaha.. =)

Falando em "entre bagagens", esse mesmo café solúvel marca o início do momento do stress mais louco da viagem!!! Hahaha... Explicooo: aqui, nos voos low cost (os que a gente paga tipo 30 reais, ou menos), você paga mais que a própria passagem pra despachar uma mala de porão, então tem (nós, pobres, temos) que viajar só com a mala de mão. A companhia aérea low cost que sai daqui de Copenhagen é a Easyjet, que é meio "coxa" em relação a bagagem: não tem limite de peso e os limites de dimensão (pra caber na cabininha lá), nem são checados... Tipo, a menos que você chegue com uma mala gigantesca, eles só dão uma olhadinha e beleza.

Em compensação, pra ir de Paris pra Milão a gente comprou uma passagem da outra companhia área low costa famosa aqui, a Ryanair. PRIMEIRA E ÚNICA VEZ!!! Primeiro: a gente pagou 15 euros no tícket do avião (legaaal), mas pagamos mais 15 só em UM PÉ de traslado do centro de Paris ao maldito aeroporto, sendo que chegamos num beeem mais perto e barato de atingir, o Charles de Gaulle, que além de tudo é muito melhor. Segundo: essa companhia é SUPER chata com bagagem: além de só poder levar 10kg, tem que enfiar a mala numa estrutura metálica que eles tem que delimita as dimensões máximas da mala... Se você não conseguir enfiar sua mala lá, ou se ela tiver mais de dez quilos, tem que pagar 35 euros e despachar. Terceiro: tem que fazer o check-in online E o check-in no lugar... O que é um saco, comparando com a Easyjet. Na Easyjet você só imprime sua passagem e vai direto pra esteirinha onde passa a bagagem de mão, e a unica conferência das dimensões é visual.

Ok, pois bem. Pra começar o inferno, o mini-aeroporto estava lotadissimo, com uma fila única onde se espremiam todas as pessoas que partiam de Beauvais, independente se elas iam pra Bruxelas, Roma, China ou Nárnia. Pra continuar a merda, na fila do idiota do check-in in loco que não sei pra que existe, tinha uma senhora com uma dificuldade imensa de entender que a mala dela era mais pesada/maior que o permitido e que ou ela tomava uma providência, ou despachava a mala. Enquanto ela não concluia isso por si própria, ela começou a empacar a fila, e o horário pra entrar na sala de embarque do nosso vôo chegava. Chegou ao cúmulo da véia abrir a mala e arrancar uma garrafa de um litro e meio de água E COMEÇAR A TOMAR NA FILA, pra diminuir o peso!!! Detalhe que na bagagem de mão só pode levar liquidos com menos de 100ml.... Até hoje fico pensando se a mulher, de tão perdida, não fez alguma proeza do tipo embarcar rumo a Berlim e chegar, sei lá, em Belarus.

Aí, finalmente, o caso da mala. Como nós já fomos pra Paris com a mala lotada e ainda compramos vários presentes (que mesmo pequenos, numa mala de 30 litros faz uma enorme diferença), é ÓBVIO que as coisas não cabiam NEM nas dimensões do baguio (eu tinha tênis amarrado do lado de fora, câmera enfiada no topo, etc.) e NEM nos dez quilos estipulados. Solução: nos vestimos de um par de patetas, para isto enfiando todas as roupas possíveis (e por isso quero dizer 3 calças, 4 blusas - a jaqueta impermeável e o mantô sobrepostos, que beleza - toucas, luvas e cachecóis). Não obstante, ainda preenchemos todos os bolsos disponíveis com os mais variados itens, como por exemplo toalha (pelo menos daquelas super absorventes, fininhas), estojo de pasta e escova de dente e, no meu glamouroso caso, pijaminha do Mickey amarradinho na cintura. HAHAHAHAHAHA A QUE PONTO CHEGAMOS, MEU DEUS? Pra rolar uma tensãozinha, ainda, a bagagem da Dê - numa pesagem preeliminar, que nós, espertamente, fizemos - deu tipo 11kg: toca arrancar coisas e tentar enfiar MAIS trecos nos bolsos... E pra finalizar, ela entrou na estrutura metálica com as dimensões ENFIADA no maior estilo "ou vai ou racha", com direito a torcida italiana pra arrancar ela de lá (porque, logicamente, ela entalou depois da força pra caber). Bom. Esse foi o triste fim de Policarpo Quaresma. Ou, como diriam os franceses, de Policarpé Quarresmé.

A chegada em Milaaaaaanooooooooo, o cáááááááspitaaaaaa, descreverei no próximo pooooooooossssssttt (já estou falando que nem italiano pra entrar no clima).

Pra terminar esse post aqui, entretanto, lhes deixo um útil e muito importante glossário com tudo aquilo que você, amigo e amiga, precisa falar de francês para sobreviver entre pessoas que carregam baguetes sob o braço e odeiam/não sabem falar inglês.

GLOSSAIRE

1. Bonjour, monsier! Désolé, je ne parle pas le français! Je veux arriver au __________ (preencha com o seu objetivo do momento, tipo Musée du Louvre). Si'l vous plaît?
= [Bonjú, monsiô! Desolê, jê ne pár le pá farrancê! Je vú arrivê au _________. Sivuplê?] = Bom dia, meu senhor (independe se é um muleque de quinze anos ou um vovô, o "monsier" basta). Estou desolada, eu não sei falar o francês. Eu quero chegar no __________. Se te der prazer? (Também chamado de "Por favor?")

2. Attention à la marche en descendant du train = [atención a la marche au decendã du tarrã] = Atenção ao espaço gigantesco que fica entre o trem e a estação ao descer do trem

3. Pardon!!! = [Parradôn!!!] = COM LICENÇA!!! *e soca a pessoa que tá no caminho, antes E depois de pedir o pardon*

4. Merci! = [Mercí] = Valeu!

5. Excusez-moi! = [Excusemoá!] = Desculpa!

Para todas as outras coisas que você porventura precise falar (mas não vai, provavelmente) basta criar sua própria mistura de espanhol, português e palavras latinas subitamente transformadas em oxítonas. Naqueles lugares mais óbvios, tipo guiché de venda de ticket do metrô, sempre tem algum perdido que fala algum inglesinho ordinário, mas é engraçado liberar geral e deixar todo o seu francês fluir... Hahahahahaha... =)