Alô, alô, marcianos. Aqui quem fala é da terra! Pra variar, estamos em guerra, VOCÊ NEM IMAGINA A LOUCURA!!!
Pois é, pessoal, loucura é pouco pra descrever o que aconteceu com a gente - eu, De e Lu, o namorado dela, que ficará aqui na Europa conosco até o meio de janeiro - na nossa viagem de Natal e Ano Novo. Que agora, é só de Ano Novo. E essa frase meio que pseudo-diz que, não, não vamos passar o Natal fora da Dinamarca anymore…
Bom, tudo começou quando eu e a De chegamos em Copenhagen dia 4 de agosto. Sim, isso é um flashback dos primeiros dias na cidade das bicicletas, e um flashback justamente de um dos momentos que eu alegremente descrevi pra vocês em um dos primeiros (literalmente!) posts do blog…
Pois é… O que acontece é o seguinte: antes de vir pra cá, precisamos tirar o visto na Embaixada da Noruega (ok) no Rio. Alguns dias depois, recebi uma cartinha com o documento dizendo que eu agora tinha um visto de estudante, com permissão de moradia e trabalho, e que era só levar aquele documento na "Ryesgade, 53", onde fica o Immigration Office, e ser feliz.
Porém, eu a De recebemos um folder na faculdade com os passos a serem seguidos quando chegadas na Dinamarca, e o primeiro deles era tirar o CPR-Number, que é o cartão/número de identificação de todos os cidadãos residentes da Dinamarca, estrangeiros ou não. E disso imagino que vocês lembrar, já que eu descrevi nossa saga incluindo entrar na Casa Funerária achando que era o lugar certo.
Bom, vale também dizer que a maioria dos alunos estrangeiros da KU são europeus, grande parte fazendo o programa Erasmus Mundus de Intercâmbio, que é cheio de regrinhas especiais e coisas diferentes pra fazer… Uma das coisas diferentes é o visto, como seria de se esperar.
Então, juntando o fato de que a GRANDÍSSIMA maioria das pessoas que a gente conhecia precisavam fazer coisas diferentes do que nós duas precisávamos, mais uma falta de atenção básica e uma má comunicação com a moça que tirou nosso CPR e que disse que não precisávamos fazer mais nada depois daquilo, não fizemos uma coisa importantíssima…
Não pedimos o adesivo colado no passaporte que prova nosso visto!!! Temos o visto, estamos legais, sempre estivemos, mas sem o sticker no passaporte, não conseguíamos provar pra ninguém que isso era verdade. E foi o que aconteceu quando a gente chegou em Berlin, dia 22, felizes e saltitantes… O alemão fiadaputa nos abordou, pediu o passaporte e disse que a gente não podia entrar na Alemanha porque nosso visto de turista (3 meses) já tinha expirado.
A gente quase morreu, lógico, mas começamos a explicar numa boa que nosso visto não era de turismo, e sim de estudante… Aí ele pediu pra ver o visto, e a gente só mostrou nosso CPR-Number (que, pra gente, era prova que a gente residia na Dinamarca) e achou que tava tudo bem. Depois de uma pequena deliberação, os guardas deixaram a gente entrar (eu e a De, porque o Lu tem visto normal de turista e estava ok), mas recomendou que a gente procurasse a Imigração na Dinas o mais rápido possível.
Ok. Até aí, estávamos achando que tinha rolado uma falha na comunicação e o guardinha não tinha reconhecido nosso CPR-Number… Mas pra ter certeza - e graças a Deus - resolvemos gastar a primeira tarde em Berlin indo até a Embaixada da Dinamarca na Alemanha, onde poderíamos perguntar sobre isso.
E foi aí que começou o inferno!!! Gente, não desejo pra ninguém as 24h que se seguiram a esse momento.
Primeiro, a mulher na Embaixada da Dinamarca disse que não podia fazer nada por nós, e começou a dar um pseudo-chilique amedrontando a gente e dizendo que a gente precisava voltar pra Dinamarca NA HORA, de bus ou de trem, pra que ninguém checasse nosso passaporte, e ir a Imigração URGENTE, antes que algo acontecesse. Na hora, quase infartamos achando que a qualquer segundo, alguém poderia pedir nosso passaporte na rua ou no aeroporto e deportar a gente.
Daí, quase chorando e infartando, resolvemos ir na Embaixada Brasileira na Alemanha, cujo endereço conseguimos com a secretária da Embaixada do México na Alemanha, uma fofa… Hahaha… Dica: na hora de pedir informação na Alemanha, procure os latinos. HAHAHA…
O ideia era que, por mais que a gente não fosse conseguir nada oficial lá, eles soubessem nos indicar o melhor caminho a seguir e tudo mais. Quando a gente chegou na Embaixada, a gente latiu a história pro guardinha da entrada e ele disse que ia tentar falar com o pessoal do Consulado, embora eles tivessem fechado 12h (eram umas 15h30). A gente esperou e, provavelmente por causa da nossa cara de desolação, ele disse que era pra subir que a vice-cônsul ia falar com a gente.
Chegando lá em cima, a Regina, uma fofíssima, recebeu a gente e escutou todos os nossos choros e lamentos. No final, veio a conclusão desesperadora: realmente eles não podiam fazer nada, e a gente precisava MESMO voltar pra Dinamarca. Nisso, ela deixou a gente ligar pra casa, falou com as nossas mães (que a uma hora dessas estavam desesperadas também), nos deu chocolate, mostrou os pontos turísticos que a gente podia conhecer antes de ir embora (na manhã seguinte), sugeriu o lugar pra nossa janta e um bar brasileiro, permitiu que a gente fizesse a reserva e imprimisse os cartões de embarque do novo voo e tudo mais. Foi uma ilhazinha de paz no meio do recém-formado furacão, mas ainda tinha MUITOOOO mais.
Saímos da Embaixada directo pro hostel, pra conversar mais com a família e decidir o que fazer. O fato era que a Imigração, no dia 23, funcionaria só até meio-dia e depois entraria de recesso, até dia 4 de janeiro. Ou seja, se quiséssemos ter uma mínima chance de recuperar o fim da viagem, precisávamos chegar na Imigração (Ryesgade, 53, agora não tão obviamente o mesmo lugar do CPR, na nossa cabeça de recém-chegadas) até meio-dia, sendo que nosso voo estava marcado para chegar 8h05 aqui, a neve estava na pegada da loucura, a gente precisava passar em casa pra pegar todos os documentos e até a Imigração tinha que pegar um metro e um busão.
Aí surge uma pequena anja singaporiana na nossa vida. Johanna, e vocês já devem ter ouvido falar dela. Para introduzir o assunto sem parecer muito bizarro, a Jo vai passar o Ano Novo com a gente em Veneza e Roma, mas ia passar o Natal aqui em casa com o americano do prédio (Cody) e o Yu-Jin, outro cara de Singapura. Digo aqui em casa porque como o Intercâmbio dela já acabou (ela faz Biologia, e todos os cursos fora os da LIFE, nossa Faculdade, terminam as aulas em dezembro), ela precisou entregar a casa dela pro dono e ficou sem ter onde morar até a viagem de Ano Novo e no último dia que ela vai passar aqui antes de voltar pra Singapura, logo que voltarmos de viagem juntas.
Na noite do dia 22, no hostel, pensando o que fazer pra salvar a viagem, meus pais sugeriram que ela me esperasse na Imigração com a minha pasta de documentos (que estava em casa, e ela podia procurar), assim eu ia pro escritório direto do aeroporto e avisava que a Denise estaria chegando mais tarde - já que ela precisava ir até em casa, que estava trancada, pegar os documentos dela.
Aí conversei com a Jo durante a noite, combinei isso com ela, e fomos passar as últimas horas de Berlim na rua, tentando aproveitar o máximo. Primeiro, comemos a melhor salsicha de Berlim, segundo nossa nova amiga do consulado, que era do LADO do nosso hostel…
Depois, pegamos um metro até o Check-point Charlie, onde dá pra ver a casinha do Exercito Americano e uns pedaços do muro de Berlim. Entramos no museuzinho que tinha ali perto e adoramos! Cheio de histórias malucas de como as pessoas pulavam o muro, como fugiam, como se ferravam (constantemente), e todo esse tipo de coisa que faz você pensar qual é o sentido em colocar um muro dentro de um país e impedir a todo o custo que pessoas do "lado do mal" passassem pro "lado do bem". Parece coisa de filme de ficção apocalíptico, pessoas fazendo coisas bizarras pra sair do Inferno, mas foi tudo verdade… Achei o museu bem apelativo (positivamente) e muito interessante. Na realidade, gostaria de ter passado mais tempo lá e de ter curtido mais, mas eu estava inchada de tanto chorar, preocupada (porque depois da nega da embaixada da Dinamarca ter recomendado ir de bus, a gente já tava com medo de ser deportada, ou coisa pior), puta da vida, com sono, cansada e com MUITO, muito frio. Nem precisa dizer que o Lu e a De também o estavam, então resolvemos ir embora e descansar.
No fim, eu e a De deitamos na cama com a mesma roupa do dia inteiro, prontas pro dia seguinte, e colocamos o despertador pra tocar duas da manhã. Não dava pra correr o risco de perder o vôo, e a moça do hostel nos disse que tinha um busão direto pro aeroporto as 3h03. O Lu, com medo de que a gente não acordasse com o despertador por causa do cansaço, resolveu ficar acordado no saguão do hostel, só pra garantir.
As 3 horas de sono que deveriam ter passado como num passe de mágica demoraram MUITO, mas MUITO pra passar. Eu e a De acordamos 20 vezes achando que já era hora de ir, e nunca chegava 2h da manhã. Finalmente acordamos, pegamos as coisas e fomos pro aeroporto. Esperamos até não poder mais (melhor que perder o voo, repito) e chegamos no portão de embarque, depois de todas as burocracias.
Qual não foi nossa surpresa quando o carinha da mala da Easyjet, que nunca enche o saco com bagagem, mandou a De enfiar a mala dela no quadradinho com dimensões e, ao ver que não cabia, mandou despachar a mala dela? MAIS um stress! Meu Deus, como era possível? Porque agora não só ela precisaria pagar uma taxa (a gente achava) como também ia demorar muito mais no aeroporto, esperando a mala na esteirinha e tals.
Como Murphy não poderia ser mais filho da puta (desculpa, falta de expressão melhor), nosso voo atrasou por causa da neve que caía em Copenhagen, e quando a gente saiu do avião, tava ventando tanto que a pasta da Denise com os documentos que supostamente garantiriam nossa entrada na Dinas caso alguém implicasse com o nosso Passaporte… VOARAM! SIm, eu sei que parece zoeira. Mas todos os documentos saíram voando pista de pouso afora, e por questões de segurança a De não pode correr atras… Hahaha… Rir pra não chorar.
Bom, entrando no saguão, combinamos que ela e o Lu ficariam no aeroporto pra ver isso da mala e eu correria de encontro a Jo, e esperaria na Imigração até a hora que a De aparecesse. No aeroporto, corri que nem uma louca, peguei o metrô - que estava com velocidade reduzida nas áreas abertas por causa da nevasca - depois peguei um busão aleatório, cheguei perto do tal lugar, e um outro anjinho apareceu: um tiozão no busão me viu cheia de mala, com documentos na mão e me perguntou se "por acaso eu queria ir na Imigração". Hahahahaha, mano, COMO EU AMO OS DINAMARQUESES!!! Povo alemão sucks, dinamarqueses são fofíssimos!!! Gente, que amor.
Bom, cheguei na Imigração que nem uma maluca, peguei duas senhas (135 e 136, estávamos na 25! UHUL!) e entrei na fila de informação pra ver se era aquilo mesmo que eu precisava fazer. Mano, o lugar tava LOTADO de estrangeiro, gente espalhada pra todos os lados comendo, lendo jornal, preenchendo formulários, falando em mil línguas, cercados de filhos e algumas malas, tava um CAOS. Enquanto eu pensava nisso, chegou a Jo com os meus documentos, ficou na fila pra mim e eu, não sei porque, resolvi passar na fila "Stickers" pra ver se eu precisava de senha lá. Descobri que não precisava e que, mais, só tinha uma pessoa na minha frente. Esperei e logo fui atendida por um cara. Quando expliquei a história pra ele, ele me disse: "Ué, então me dá o passaporte e o visto aí e vamos colar essa bagaça. Demora dez minutos". Apesar dele começar a me zoar porque eu estava desesperada - "Oh, não, não chora e para de falar desse jeito, só me dá isso aí!", ele foi super simpático e, ao perceber que eu não tinha nenhuma foto 3X4, disse que ele precisava de uma pra resolver meu problema. Daí sim, foi a hora da corrida.
Peguei 100 coroas emprestadas com a Jo (tava com Euros na bolsa), deixei minhas malas com a coitada no saguão, e saí correndo na nevasca, sem touca, sem cachecol, sem luva, sem nada. QUASE morri. Mesmo.
Só pra constar: ontem nevou TANTO, mas TANTO, que era impossível ver onde começava a rua/ciclovia/calçada, tinham muitos acidentes de carro na rua, a polícia, o bombeiro e ambulância estavam por todas as partes (não tô exagerando), os transportes morreram por algum tempo, a gente viu um farol todo destroçado, nossa, doideira demais, deu até medo.
Bom, corri umas 4 quadras e achei a lojinha "no fim da rua, depois do Seven Eleven, virando a direita" onde eu podia pagar 90dkk pra tirar 4 fotos. Deus, dinamarqueses, por que tão caro? Ok, não pensei duas vezes, e corri de volta pra Imigração. A foto ficou um espectáculo, como foi registrado pra sempre no meu Passaport. Hehehehe…
Aí era hora de esperar a De e informar ela dessa lindíssima notícia: ainda podíamos salvar o Ano Novo. Ah, preciso dizer que depois da louca frenética da Embaixada Dinamarquesa na Alemanha, a gente esperava o pior: ser deportada ou demorar tanto tempo pra tirar o tal sticker que a gente podia ter problemas na viagem de fevereiro. Bom, pra quem tava esperando isso, pegar o sticker em dez minutos foi até meio surreal.
Ah, detalhe: a De precisava chegar logo, porque depois de meio-dia não era mais possível entrar na Imigração - eles trancam as portas MESMO! - e ela ainda precisava tirar as fotos. Vi ela correndo pela rua desesperada tentando achar o endereço, corri lá fora e grite: MANO, CORRE ATÉ O FIM DA RUA PRA TIRAR FOTO… Dae ela me agarrou e disse: VAMO COMIGOOO!
HAHAHAHAHAHA só deu duas frenéticas - eu com uma blusa fininha só… HAHAHA… - correndo pela rua, a De tomou um capotão na neve, foi um desastre, neve na cara… Mas finalmente ela tirou a foto, correu rua afora de novo - o cara da foto até zoou ela - e chegou a tempo… Cheguei alguns minutos depois, podre.
TIRAMOS O STICKERRR!!!
Mas como nada é perfeito e Murphy nos ama (ou odeia), eu terminei a saga meio triste… Perdi meu casaco bonito, que eu tinha comprado no Brasil pra trazer… Fiquei tão puta!!! Ainda saltei do busão onde estava indo embora com a Jo, a De e o Lu, precisei pedir pelo amor de Deus pra moça da Imigração abrir a porta (mas ela foi fofa demais quando eu disse que tinha deixado meu casaco), mas não estava mais lá… Ainda cheguei perto do que pode ser chamado de "morrer de frio" esperando o segundo busão pra casa, que demorou mais de 30 minutos (nevasca louca), mas finalmente cheguei em casa… Falei com a mamãe, comi pão e leite, e dormi até 6h… Acordei achando que era o dia seguinte, véspera de Natal (hoje), até que eu realizei que ainda era dia 23… Hahahaha… Depois comemos todos juntos um macarrão delícia que Jo fez, e compramos uma passagem exorbitantemente cara pra Berlim, a tempo de salvar todas as outras passagens, pelo menos.
Meu, como eu disse, não desejo esse caos infernal pra ninguém. Eu e a De choramos MUITO, achando que estava tudo arruinado, pensando o que a gente ia precisar falar pra meninas da França, que vão encontrar com a gente em Veneza; pensando como fazer pra salvar a viagem da Johanna se a gente não pudesse ir, já que ela não conhecia mais ninguém fora a gente; pensando como reservar outro hostel pra Jo em Veneza caso ela fosse, já que nosso quarto é pra 4 pessoas e não dá pra cancelar menos que o quarto todo, etc, etc, etc… Meu, foi terrível. Mesmo depois de arrumado o sticker, quando ainda não sabíamos o que fazer, ficamos parecendo duas retardadas choronas… Ainda estamos meio abaladas e com medo de várias coisas, entre elas da viagem de volta pra casa, dia 17 de fevereiro, já que nosso visto vence dia 15. Precisamos saber se tem alguma tolerância, se podemos esperar esses dois dias, se tem como arrumar o visto de turista por 3 meses (teoricamente saindo da União Européia e voltando, tipo pra Londres) e etc..
Mas como diz meu querido paizão, constantemente citado pela mamis: "Precisamos matar um leão por dia".
Ontem matamos o medo de ser deportada ou de ferrar com a viagem de fevereiro… Perdi o meu casaco, é verdade, mas não tem o que fazer… Depois, a noite, matamos o leão do Ano Novo reservando os voos pra Berlim… Agora, precisamos pensar o que fazer na Ceia de Natal aqui em casa. Hahahaha bizarro, hoje é véspera de Natal. =P
Bom, gente, vou indo aqui… Tomar banho e ver o que fazer da vida… =)
Escrevo mais pra deixar todo mundo que ficou sabendo da história por cima relaxados, e também pra registrar mais um episódio maluco da minha saga durante esse semestre Escandinavo.
Espero que estejam todos bem, matando os seus leões, e desejo um Feliz Natal pra todo mundo cheio de paz, saúde, alegria, amor e… PAZ, é tudo o que eu quero depois disso tudo, mesmo! Hehehe…
Acho que não escrevo antes do Ano Novo também, então tenham uma virada bem legal, se divirtam muitíssimo e aproveitem… 2010 foi massa e está indo embora, tomara que 2011 seja ainda melhor!!!
Um beijãozão viking!
Jana
Den smukke, hvide og kuld sne! =)
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
No Telecurso Escandinávia de hoje, faremos a análise de mais uma frase em dinamarquês para o nosso vasto vocabulário. Abra sua apostila 457 na página 83 e vamos começar!
Den - artigo indefinido (ou seria esse o definido?) para as palavras do grupo "en". Para as palavras do grupo"et", usamos o det. Ou seja: esqueça.
Smukke - linda
Hvide - branca, como em hvidlog (branca cebola = alho)
Kuld - essa é fácil!!! Cold!
Sne - essa é mais fácil ainda!!! Snow! Mas nem precisava... Linda, branca e gelada, o que mais poderia ser? =)
Bom, se liga então, que é hora da revisão!!!! Hoje A neve é uma coisa branca, linda e muito gelada!
=)
Hahahaha... =PPPP
Vim escrever só pra ser feliz! ;)
Saudades de vocêsssss! =)
Den - artigo indefinido (ou seria esse o definido?) para as palavras do grupo "en". Para as palavras do grupo"et", usamos o det. Ou seja: esqueça.
Smukke - linda
Hvide - branca, como em hvidlog (branca cebola = alho)
Kuld - essa é fácil!!! Cold!
Sne - essa é mais fácil ainda!!! Snow! Mas nem precisava... Linda, branca e gelada, o que mais poderia ser? =)
Bom, se liga então, que é hora da revisão!!!! Hoje A neve é uma coisa branca, linda e muito gelada!
=)
Hahahaha... =PPPP
Vim escrever só pra ser feliz! ;)
Saudades de vocêsssss! =)
Volta as Aulas... E SNE!
sábado, 20 de novembro de 2010
Bom, como eu disse, o post é rápido:
As aulas voltaram. Siiiiiim, voltamos a vida real depois da nossa pequena temporada em Paris e Milão, e com elas, voltaram as leituras, aulas cedo e tudo mais... Mas o mais assustador é que já se passou uma semana das novas aulas, e nós temos apenas cinco semanas até o Natal... Depois do Natal/Ano Novo, mais duas semanas de aula, uma de prova... E fim do Intercâmbio!!! A Di chega aqui, nós viajamos mais 17 dias... E é hora de voltar pro Brasil!!!!
Um sentimento contraditório vêm, nessas horas: deixar Copenhagen vs. voltar pros amigos e família no Brasil... Mas eu estou feliz! =)
Esse bloco estou cursando Sensory and Consumer Science, uma disciplina interessantinha sobre análise sensorial e preferência dos consumidores e tudo mais, e Seed Science and Technology, uma disciplina da área de agronomia que eu peguei de curiosa, e estou curtindo bastante!!! Acho que vou ter que me esforçar mais pra conseguir entender os esquemas mais específicos sobre fisiologia vegetal, etc, essas coisas na qual não tenho nenhum background, mas o professor é muito simpático, meus colegas são muito bonzinhos também, e a turma é super pequenininha, e os labs, divertidos... Tenho essas aulas num campus distante, também, em Taastrup, então três vezes por semana pego o fretado da Universidade e adentro a zona rural dinamarquesa... Hehehehe tá sendo interessante e bonito ver os campos verdes (ou brancos, como direi a seguir) e os cavalinhos de roupinhas na nevoazinha da manhã... Hehehehe...
Sne
Bom, acho que todo mundo já sabe, depois do meu chilique de alegria e publicação em todos os lugares, mas a neve chegou em Copenhagen!!! Ontem nevou a manhã toda - pelo menos em Taastrup - e foi uma sensação mutio diferente acordar de manhã cedo, olhar pela janela e ver os flocões de neve caindo... Aaaaahhhh! Muitos me disseram que eu ainda vou enjoar e odiar a neve, mas por enquanto me sinto uma criancinha que viu aqueles cenários de filme se materializarem diantes dos olhos... Hehehehehehe... Muito legal!
Harry Potter og Dødsregalierne
Falando em coisas legais, preciso contar sobre a minha curiosa experiência de debutar no cinema dinamarquês, com legendinhas cheias de ø, œ e tudo mais. Hehehe...
Aqui, o Harry Potter e as Relíquias da Morte (sim, é o que significa o subtítulo em negrito! Hehehe), Parte 1, estreiou um dia antes da estréia no Brasil, isto é, quinta-feira 00h01. Então, na quarta a noite, rumei em direção a uma sala de cinema meio alternativa aqui de Copenhagen com o Lawrence (o americano), Johanna e Yu Jin (os amigos de Singapura) e alguns amigos do Lawrence pra ver o filme quase 30 horas antes de qualquer outro brasileiro! Ráááááá! HEhehe... Foi muito engraçado... Amei o filme, que tá mesmo do malzão e assustador, muitas vezes, e apesar do frio e esforço pra voltar pra casa 3 e pouco da manhã - já que Muprhy resolveu consertar nosso metrô 24h justo naquela madrugada - fiquei muito feliz por ter passado mais um momento especial em Copenhagen, a cidade onde nada é o que parece, e tudo pode acontecer. =)
Pode parecer exagero falar que ver o Harry é um momento especial, mas considerando que há mais de dez anos eu pegava o primeiro livro do Harry antes mesmo de saber direito o que era, é justo considerar esse evento uma coisa importante... Metade da minha vida teve algum tipo de Harry Potter! ;)
Bom, como prometido, o post foi rápido e termina por aqui! =)
Por incrível que pareça, já tenho coisas da facul pra ler... E visto que temos mais 4 semanas de aula até o Natal, só, é melhor não deixar as coisas acumulares, né?
Espero que tenham gostado do combo de fotos/posts...
Hej hej, venner!
As aulas voltaram. Siiiiiim, voltamos a vida real depois da nossa pequena temporada em Paris e Milão, e com elas, voltaram as leituras, aulas cedo e tudo mais... Mas o mais assustador é que já se passou uma semana das novas aulas, e nós temos apenas cinco semanas até o Natal... Depois do Natal/Ano Novo, mais duas semanas de aula, uma de prova... E fim do Intercâmbio!!! A Di chega aqui, nós viajamos mais 17 dias... E é hora de voltar pro Brasil!!!!
Um sentimento contraditório vêm, nessas horas: deixar Copenhagen vs. voltar pros amigos e família no Brasil... Mas eu estou feliz! =)
Esse bloco estou cursando Sensory and Consumer Science, uma disciplina interessantinha sobre análise sensorial e preferência dos consumidores e tudo mais, e Seed Science and Technology, uma disciplina da área de agronomia que eu peguei de curiosa, e estou curtindo bastante!!! Acho que vou ter que me esforçar mais pra conseguir entender os esquemas mais específicos sobre fisiologia vegetal, etc, essas coisas na qual não tenho nenhum background, mas o professor é muito simpático, meus colegas são muito bonzinhos também, e a turma é super pequenininha, e os labs, divertidos... Tenho essas aulas num campus distante, também, em Taastrup, então três vezes por semana pego o fretado da Universidade e adentro a zona rural dinamarquesa... Hehehehe tá sendo interessante e bonito ver os campos verdes (ou brancos, como direi a seguir) e os cavalinhos de roupinhas na nevoazinha da manhã... Hehehehe...
Sne
Bom, acho que todo mundo já sabe, depois do meu chilique de alegria e publicação em todos os lugares, mas a neve chegou em Copenhagen!!! Ontem nevou a manhã toda - pelo menos em Taastrup - e foi uma sensação mutio diferente acordar de manhã cedo, olhar pela janela e ver os flocões de neve caindo... Aaaaahhhh! Muitos me disseram que eu ainda vou enjoar e odiar a neve, mas por enquanto me sinto uma criancinha que viu aqueles cenários de filme se materializarem diantes dos olhos... Hehehehehehe... Muito legal!
Harry Potter og Dødsregalierne
Falando em coisas legais, preciso contar sobre a minha curiosa experiência de debutar no cinema dinamarquês, com legendinhas cheias de ø, œ e tudo mais. Hehehe...
Aqui, o Harry Potter e as Relíquias da Morte (sim, é o que significa o subtítulo em negrito! Hehehe), Parte 1, estreiou um dia antes da estréia no Brasil, isto é, quinta-feira 00h01. Então, na quarta a noite, rumei em direção a uma sala de cinema meio alternativa aqui de Copenhagen com o Lawrence (o americano), Johanna e Yu Jin (os amigos de Singapura) e alguns amigos do Lawrence pra ver o filme quase 30 horas antes de qualquer outro brasileiro! Ráááááá! HEhehe... Foi muito engraçado... Amei o filme, que tá mesmo do malzão e assustador, muitas vezes, e apesar do frio e esforço pra voltar pra casa 3 e pouco da manhã - já que Muprhy resolveu consertar nosso metrô 24h justo naquela madrugada - fiquei muito feliz por ter passado mais um momento especial em Copenhagen, a cidade onde nada é o que parece, e tudo pode acontecer. =)
Pode parecer exagero falar que ver o Harry é um momento especial, mas considerando que há mais de dez anos eu pegava o primeiro livro do Harry antes mesmo de saber direito o que era, é justo considerar esse evento uma coisa importante... Metade da minha vida teve algum tipo de Harry Potter! ;)
Bom, como prometido, o post foi rápido e termina por aqui! =)
Por incrível que pareça, já tenho coisas da facul pra ler... E visto que temos mais 4 semanas de aula até o Natal, só, é melhor não deixar as coisas acumulares, né?
Espero que tenham gostado do combo de fotos/posts...
Hej hej, venner!
Milaaaaaaaaanooooooooo!
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Buon giooooornoooooooooooooo! *mão de coxinha*Seguindo a linha dos ois temáticos, nada melhor que um oi bem italiano, isto é, enfático e escandalosoooooo! Hehehe... E, é bem engraçado, mas eles falam bem assim mesmo, "como os atores de novela da Globo" segundo a perfeite definição da Dê... Hehehe... E mais! SIM, eles fazem a famosa mão de coxinha enquanto falam! =)
Bom, antes que eu me empolgue falando dos italianos, em si, vamos começar do começo: "arrivando" em Milão!!! É importante começar por aí já que, pra início de conversa, chegamos no aeroporto super tarde, passado da meia noite... Adivinha porque? A PORCARIA do voo da Esayjet, depois de todo o parto pra embarcar com a mala lotada a tempo (conseguimos, enfim), atrasou quase meia hora. Muito bem. E, como bem prediria nosso fiel companheiro Murphy, o aeroporto não fica exatamente em Milano, e sim em Bergamo. Tooooca pegar um traslado caríssimo (comparado com o preço da pasagem) e um taxi até o hostel (já que era uma e meia da manhã e nenhum transporte funcionava)... Éééé, ossos do ofício. =)
Pois bem. Chegadas no luxuosíssimo (hehehehe) Hostel Califórnia, nossa feliz estadia na Terra da Pizza começou. Ooooooh, beleza!!!! O Hostel é bem simples, meio caindão aos pedaços, naquele clima de eterna reforma... Por si só, seria bem zoado, na verdade, mas o staff nos conquistou, e apesar do frio que fazia no quarto (que tinha uns buracos na janela e o chão de piso frio), adoramos nossas três noites lá. Nossas companhias de quarto foram mais variadas do que eu poderia imaginar, fizemos amizade com o Pug (sim, o cachorrinho do MIB) do zeladorzinho e contamos com a mais pura hospitalidade italiana, incluindo um uso clandestino do computador da recepção, já que eles só tinham uma rede wireless disponível e, nós, nenhum computador.
Vale citar a configuração do nosso quarto - que consistia em uma camona de casal pra mim e pra Dê e mais dois beliches - para cada noite, só pra dar uma idéia das coisas que se escuta e conversa quando se fica num quarto compartilhado em um hostel:
Primeira noite:
- Um empolgado brasileiro de Minas, estudando em Portugal;
- Um polonês, colega do brasileiro, que sabia falar um pouquinho de Português de Portugal (tipo "Oi" e "Muito louco!" e "Fodaaaxiiiiii");
- E um checo, amigo (MUITO!) mais do que colorido do polonês, conhecido em um festival de música na Polônia. "Tivemos bons momentos lá e resolvemos marcar um encontro aqui em Milão". Ah, tá. Pelo menos não corríamos ABSOLUTAMENTE nenhum perigo. Hehehehe...
Segunda noite:
- Um nerdinho da Latvia (DA LATVIA!!!), que ria por qualquer coisa e está mochilando pela Itália;
- Um egípcio que tinha dirigido da Alemanha até a Itália pra trabalhar em Milão;
- Um anônimo barbudo que tinha um edredom próprio, vermelho, com coraçãozinhos.
Terceira noite:
- O mesmo anônimo barbudo (justamente anônimo por chegar sempre tarde e, portanto, estar dormindo profundamente pela manhã);
E um trio (vale citá-los juntos) de imigrantes residentes na Suécia, composto por:
- Um aramaico nascido no Líbano mas, segundo ele, não-libanês ("mas sim, aramaico");
- Um cara da Eritréia;
- Um bósnio estudante de recursos humanos, com um beiço estranho (como bem observou a De).
Vale citar que tal trio tinha viajado da Suécia até Milão SÓ pra assistir o derbi Milan e Inter de Milano... Vai entender os homens! Hehehehe... Eles estavam tão felizes com suas faixinhas e suas discussões (o bósnio era o único que torcia pro Milan) que a gente até participou da discussão sobre quem era o melhor jogador da seleção: Júlio Cesar (do Inter) ou Kaká (que jogou no Milan)? Hehehe...
Bom, descritas nossas noites, nada mais justo do que descrever nossos dias!!!
Pra começar, é verdade: só tem duas coisas pra fazer em Milão. Conhecer o Duomo e a Piazza Duomo (obviamente anexos) e conhecer o castelo. Maaaaaas, nem por isso, é pouco, ou insuficiente pra se divertir!!! AMAMOS!!!
Bom, na primeira manhã, acordamos não tão cedo, compramos um pacote de biscoitos italianos de mel (bem daqueles da Bauducco, mesmo) na merceariazinha do velhinho ao lado do hostel e saímos rumo a estação central, onde nosso busão de Bergamo tinha chegado e onde sabíamos ter o passe diário de 3 euros. Depois, pegamos a linha vermelha do metrô e rumamos em direção ao "DUOMO!!! FERMAAAATAAA DUOOOOOMOO!!!", ou a Estação Duomo. Incrível como ATÉ a vozinha obscura que narra todas as paradas do tem fala com mãozinha de coxinha e entonação de ator da Globo!!! Muito engraçado, mas irritou depois de um tempinho (muito mais que a atenciónalamarche em Paris!)...
Finalmente, chegamos ao Duomo. A Igreja é maravilhoooooosa! Tanto por fora (cheia duns espetinhos em cima) quando por dentro... É engraçado que dentro do Duomo tem um monte de quadros expostos, tipo um museu! Hehehe... E tem também um monte de vitrais muito lindos, e umas estátuas bisonhas... Hehehe... Depois de andar pelo Duomo, passeamos pela Piazza que tem ao lado da igreja. É o lugar que dá a fama a Milão de cidade da moda e não sei o que mais: tem Gucci, Armani, Victor Hugo, Swaroviski... O mais legal é que tem uma galeria enorme, toda fechada, onde parte dessas lojas ficam... Tá que o mais ínfimo dos itens dentro desse lugar custava NO MÍNIMO um olho da cara, mas como a gente não tem dinheiro mesmo, foi muito bom passear por lá e rir um pouco da suposta "moda" que de vez em quando aparecia nas vitrines.
Daí resolvemos ir ao Castelo Sforzesco. Pra começar, é no meio da cidade. Hehehehe... Você pega o metrô, desce numa das maiores estações eeee... Tcharam! Gente, que surpresa!!! O castelo é LINDO, tem um museusinho muito legal dentro, umas passagens obscuras, umas pontes... Não que eu já tenha conhecido muitos castelos na minha vida, mas o Sforzesco foi o primeiro a superar TODAS as minhas expectativas a respeito de um castelo. Eu estava esperando a hora que uma cavalaria com armaduras de pluma na cabeça ia irromper pela ponte suspensa da entrada, sobre o fosso. Tinha até uma fonte com cabeça de dragão: se eu fosse rodar um filme medieval, rodaria no castelinho de Milão com toda a certeza!!!
Além disso, em volta do castelo tem um parque super gostosinho - meio parecido com o Bosque dos Jequitibás... Só que sem os leões! Hehehe... - e que, por ser outono, acrescentava uma paisagem muito interessante aos entornos do castelo. Lá também achamos os famosos patos-de-pescoço-verde, aqueles patinhos mais clássicos de desenho animado... Óun, tão lindinhos! ;)
Ainda no primeiro dia, jantamos uma pizza deliciosa numa panaderia perto do Castelo. Na hora do almoço o lugar tava BOMBANDO, resolvemos entrar e nos surpreendemos pelo preço (baixo) e pelas coisas lindas... Ai ai! ;)
Depois da temporada no castelo, resolvemos que queríamos visitar o Estádio do Milan, o Giuseppe Meazza, ou o San Siro. Que, perdoem nossa ignorância, descobrimos ser o Estádio do Inter de Milano também! HAHAHAHA... Bom, o que interessa é que nós pegamos um metrô até a última estação que aparecia no mapa, seguindo as indicações de um cara pra quem perguntamos, e depois andamos MUITO, mas MUITO... Mas muito MESMO, até finalmente avista o estádio, não sem antes nos perder e receber a estranha ajuda de um peruano/boliviano/etc. que falou: "Ah, se quiserem tô indo pra lá, vocês podem me seguir.", e daí do nada saiu CORRENDO na nossa frente. Hahaha... Porém, depois de avistar o estádio, ainda andamos MUITO até chgear perto dele... E mais MUITO pra ir embora, já que começou a escurecer... Para chegar até a estação de metro, contamos com a ajuda de um casal de gregos (?), que por algum motivo sabia o caminho da estação de uma tal maneira, que passamos uma boa parte do tempo acreditando que eles eram mialneses.
Na janta, uma pizza numa rede de fast food (hehehe) eeeee... GELATOOOOOOO! A oitava maravilha do mundo, o gelato italiano. Meu Deus do céu, que delícia... Compramos logo o de três bolas, e fomos tomar na frente do Duomo, e depois passeando pela Piazza... Até entramos na loja da Disney... Me senti uma criança! ;)
No dia seguinte, já que já tinhamos coberto todos os pontos turísticos de Milano, resolvemos ir pra Como, uma cidadezinha próxima da cidade, atingível por trem, e que contém um lago (seria um rio?) muito legal... Foi uma delícia conhecer a cidadezinha, mais do que imaginamos, porque além de ter um climazinho de interior, com direito a carabineiris e tudo na rua, o lago é lindo e nós conseguimos cumprir nossa primeira missão na europa: comer um milanesa em Milano. SIM, minha gente! Milanesa! Ela existe em Milano, não é tipo o pão francês, que num tem na frança... Hahahaha...
Antes de conseguir comer o milanesa, porém, precisamos passar por um desafio: achar o restaurante ao qual as mesinhas e as placas que achamos pertenciam. Muito bizarro, tinha um monte de mesa na frente da igreja, mas nenhum restaurante, garçom, ou nada. Quando estávamos imaginando que somente os amigos mágicos do Harry Potter eram capazes de chegar no restaurante depois de bater com o guarda-chuva no terceiro tijolinho da parede, resolvemos procurar pelo endereço contido na plaquinha e descobrimos que era alguns metros pra dentro de uma ruazinha lateral onde era possível encontrar o restaurante. Lá, pedimos o menu de 10 euros (nossa refeição mais cara da viagem!!!), que nos deu direito a uma lasanha de entrada (sim, a massa na Itália é apenas uma entrada!!), uma água mineral de Como e um milanesa com salada de prato principal. DE-LÍ-CIA! =)
Depois voltamos pra Milano, passeamos na piazza de novo, compramos presentinho, tomamos gelato numa sorveteria que chamava qualquer coisa como "dois veados", "dois bambis" ou coisa assim, e voltamos pra casa, pra brincar um pouco com o pug do zeladozinho do hostel e conhecer os suecos malucos. Hehehe...
Assim findou-se nossa alegre estadia na terra não-tão-fria de Milano... Comemos pizza, lasanha e milanês, tomamos gelato e capuccino, vimos o Duomo, o castelo, o Lago Como e a piazza da moda... Adoramos! =)
Depois de mais um traslado, sob chuva (GRAÇAS a Deus começou a chover só na manhã seguinte, quando fomos embora), e um vôo não tão estressante pra casa, nossa poeirinha aterrissou em Copenhagen, prestes a começar um novo bloco, do qual já tivemos uma de cinco semanas de aula antes do Natal. Uh! Medo, mas alegria! =)))
Com isso também o post termina, e o próximo (curto, sobre as aulas e a "sne") começa em breve...
Espero que gostem dos posts da viagem e das fotos, no meu picasa: http://picasaweb.google.com/janayna.pin
Como as fotos são muitas, e eu não posso escolher as melhores, postei só uma de mim em cada cidade (uma na La Tour Eiffel, e outra no jardim do castelinho de Milão)... As outras podem ser vistas integralmente no link acima! Hehehehe...
GRAZZIEEEEEEEEEEEEEE por terem lido tudo! ;)
Saudades de todo mundo! =)
Paris, La Ville-Lumière
Bonjour! Comment allez-vous?Hehehe... O oi temático é, obviamente, em homenagem a la ville-lumière, também chamada de Paris, a cidade-luz. Hehehe...
Buon, Paris é uma cidade mega blaster gigante e agitada, muito mais parecido com São Paulo do que Copenhagen, onde tudo é organizado, limpo e as pessoas são calmas e saudáveis. Em Paris é uma correria sem fim, as pessoas são mais heterogeneas (e feias, naquele sentido de gente estranha se espremendo no metrô e tals), e a arquitetura da cidade em si é mais misturada entre a tradicional (mais no centro e perto dos monumentos, onde um certo padrão de prédio é exigido) e a moderna, a la São Paulo mesmo.
Até levamos um sustinho quando a gente chegou: pegamos um metrô lotado e logo já tivemos que aprender a como se virar com as 349 mil linhas de RER (trem)/metrô/train (trem! hehehe) deles, uma bagunça em comparação com as nossas duas humildes linhas (decoradas, já) aqui de Cops. Mas foi legal, aprendi a me virar bem com um mapa e um transporte público eficiente: a gente ia baldeando loucamente entre as linhazinhas coloridas e, mesmo que demorasse, a gente chegava no lugar! Hehehe...
Bom, sobre nossa estadia, devo começar com infinitos e eternos mercis para a Érika, a melhor anfitriã que alguém pode ter; para a Bá, a melhor ajudante de anfitriã que alguém pode ter; e pro Colms, o melhor companheiro de aventuras com as anfitriãs que alguém pode ter. Hehehehe. Praqueles que não sabem, eles estão morando na França há quatro meses, e nos receberam de braços, quartos e chuveiros abertos. Cabe aqui um super obrigada também pra Laís, que emprestou um super providencial colchão inflável com direito a edredom e travesseirinhos durante nossa hospedagem na casa da Érika, que cuidou muito bem da gente.
Como as meninas trabalham, acabamos ficando com elas (e com o Col) só a noite, no fim de semana (quando chegamos) e na quinta-feira, que foi feriado e nosso último dia lá. Mas foi bom porque logo de cara elas ensinaram a gente mais ou menos o esquema do transporte e também fizeram um tour rápido pela cidade, passando na frente dos principais monumentos pra gente poder planejar onde e quando entrar em cada um durante a semana, sem elas. A gente também tomou o melhor sorvete de Paris, comeu um brunch de 3 euros muito maravilhoso, tomou um café no café do filme da Amelie Polain e bandejou ao melhor estilo francês no restaurante da Cité Internacionale Universitaire de Paris (é assim que escreve?), que é onde as meninas e o Col moram, e se trata de um lugar enorme (tipo Unicamp) e espetacular cheio de predinhos (maisons! =P) onde estudantes internacionais e franceses moram. Também comemos o melhor crepe de Paris, incluindo o de bananá e nuttelá (hehehe), que ganhou nosso coração. Ulalááááááá!


Outra coisa deliciosa de estar em Paris foi poder curtir um pouco uma brasileiridade efusiva: como as nossas faculdades têm convênios com as francesas, o grupo de amigos da Bá e da Érika é LOTADO de brasileiros (tipo, uns 20) de diferentes faculs e estados, que se encontram sempe pra fazer bagunça... Hahahaha... Então fizemos bastante coisa juntos e conhecemos esse pessoal muito gente boa... Entre essas coisas, fizemos um picnic indoor (frio e chuuuva) regado a muito vinho bom de dois euros e queijos camembert, blue, queijo de cabra... DELÍCIA!!! Também fizemos uma janta dinamarquesa (HAHAHAHA, mentira, fizemos macarrão como eu faço na dinas: cogumelo, cenoura e creme de leite) e depois assistimos Amelie Polain pra relembrar os cenários do dia anterior... Também conhecemos a balada mais chic de Paris, a Duplex, onde comemoramos o aniversário de um dos brasileiros... O lugar é num underground do lado do Arco do Triunfo (ah, falou, então), então rolou todo um glamour de estar ali... O que não foi nada glamouroso foi a volta no frio e na chuva torrencial, que demorou quase duas horas por causa do sistema de busões noturnos... =//
O fim de semana acabou, a semana começou e, com ela, veio a sessão turistada. Apesar da chuva e do frio infinitos (MUITO mesmo), curtimos todos os passeios padrão de uma pessoa em Paris (La Tour Eiffel, Arc de Triomphe, Notre Dame, Panthéon, Sacré Cœur, Champs-Élysées, Musée du Louvre, Château du Versailles, etc, etc, etc.), onde tiramos muitas fotos e compramos presentinhos para todo o pessoal!
Eu poderia descrever todas nossas visitas, mas levaria anos. Instead, posso dizer que passei o maior frio da minha vida esperando pra subir na Tour (mesmo comparando com o vento sueco nas ruinas de Åles Stenar); que o Arc de Triomphe pré-feriado-cívico e no único dia de sol é ESPETACULAR (incluindo a vista maravilhosa da Champs); que Notre Dame teria sido mais divertido se a chuva não estivesse castigando nossas pobres carcaças; que o pêndulo de Focault no Panthéon dá uma sensação muito engraçada ao pensar que na verdade ele tá parado no Universo e é a Terra que está rodando embaixo dele e que a calçada na frente do monumento é um ótimo lugar pra se almoçar lanche de supermercado; que as ruinhas perto da Sacré Cœur te fazem sentir numa França de muitos anos atrás; que a Champs tem a maio concentração se sebos que eu já vi; que o Musée du Louvre fecha, inesperadamente, ás TERÇAS-feiras e te faz mudar os planos de última hora; que Versailles é inimaginavelmente lindo mesmo no outono (dou um braço pra ver os jardins na primavera)... E que infelizmente nenhuma dessas descrições (e mesmo outras) e capaz de descrever nossa semaninha na terra da baguete.
Devo admitir que nem tudo é chiquetosidade: também fizemos alguns programas que só um par de mochileiras pobres e cansadas é capaz de fazer sem morrer de vergonha, ao estilo almoçar baguete com meio camembert, partidos com a mão, sentadas na cadeirinha da estação de metrô (pra fugir da chuva e do frio) e dormir no banquinho do Louvre. Esse último, especialmente, porque...
...Nós viramos só o PÓ. Só isso, o pó do pó do pó do pó. Depois de passar uma semana saindo de casa 9h da manhã (quando muito, pós noitadas!) e chegando 6h da tarde, andando na chuva absurda e correndo de um canto pro outro da cidade, intercalando eventuais noites pseudo-madrugadas (picnic) e outras bem madrugadas (Duplex), a gente chegou a um ponto lamentável no qual torcíamos pra estação de metrô requerida ser distante o suficiente pra dar tempo de cochilar no trem... HAHAHAHA... OLHA O NAIPE!
Pra terminar nossa semana francesa, resolvemos ir ao Musée de las Armes, um museu surpreendentemente legal (muitíssimo legal, aliás, amei de paixão) que fala de armas e guerra (jura?), contém uniformes e artefatos muito interessantes e encerra o túmulo megalomaníaco do nanico Napoleón. Apesar de meio corrido, já que precisávamos chegar no desgraçado Aeroport Beauvais Tille (o "desgraçado" se justifica em breve), pudemos curtir bastante os últimos momentos em Paris. Pra fechar com chave de ouro, combinei de encontrar com a Chris, amiga e companheira do Judô, que mora perto de Paris e foi pra lá pra me falar um ooooi! Pena que a gente só teve tempo de tomar um café solúvel numa caneca de plástico na casa da Érika, entre bagagens e desespero, mas mesmo assim foi muito gostoso vê-la e sentir mais um pouco do Brasil na Europa! Aliás, pra constar, a Chris mandou benzaço e, mesmo sem conhecer a Érika, descobriu o número do celular NOVO dela na base da cara de pau (perguntou pros amigos dela de Paris até achar quem conhecesse a Érika) e agenciou nosso encontro... Hahaha.. =)
Falando em "entre bagagens", esse mesmo café solúvel marca o início do momento do stress mais louco da viagem!!! Hahaha... Explicooo: aqui, nos voos low cost (os que a gente paga tipo 30 reais, ou menos), você paga mais que a própria passagem pra despachar uma mala de porão, então tem (nós, pobres, temos) que viajar só com a mala de mão. A companhia aérea low cost que sai daqui de Copenhagen é a Easyjet, que é meio "coxa" em relação a bagagem: não tem limite de peso e os limites de dimensão (pra caber na cabininha lá), nem são checados... Tipo, a menos que você chegue com uma mala gigantesca, eles só dão uma olhadinha e beleza.
Em compensação, pra ir de Paris pra Milão a gente comprou uma passagem da outra companhia área low costa famosa aqui, a Ryanair. PRIMEIRA E ÚNICA VEZ!!! Primeiro: a gente pagou 15 euros no tícket do avião (legaaal), mas pagamos mais 15 só em UM PÉ de traslado do centro de Paris ao maldito aeroporto, sendo que chegamos num beeem mais perto e barato de atingir, o Charles de Gaulle, que além de tudo é muito melhor. Segundo: essa companhia é SUPER chata com bagagem: além de só poder levar 10kg, tem que enfiar a mala numa estrutura metálica que eles tem que delimita as dimensões máximas da mala... Se você não conseguir enfiar sua mala lá, ou se ela tiver mais de dez quilos, tem que pagar 35 euros e despachar. Terceiro: tem que fazer o check-in online E o check-in no lugar... O que é um saco, comparando com a Easyjet. Na Easyjet você só imprime sua passagem e vai direto pra esteirinha onde passa a bagagem de mão, e a unica conferência das dimensões é visual.
Ok, pois bem. Pra começar o inferno, o mini-aeroporto estava lotadissimo, com uma fila única onde se espremiam todas as pessoas que partiam de Beauvais, independente se elas iam pra Bruxelas, Roma, China ou Nárnia. Pra continuar a merda, na fila do idiota do check-in in loco que não sei pra que existe, tinha uma senhora com uma dificuldade imensa de entender que a mala dela era mais pesada/maior que o permitido e que ou ela tomava uma providência, ou despachava a mala. Enquanto ela não concluia isso por si própria, ela começou a empacar a fila, e o horário pra entrar na sala de embarque do nosso vôo chegava. Chegou ao cúmulo da véia abrir a mala e arrancar uma garrafa de um litro e meio de água E COMEÇAR A TOMAR NA FILA, pra diminuir o peso!!! Detalhe que na bagagem de mão só pode levar liquidos com menos de 100ml.... Até hoje fico pensando se a mulher, de tão perdida, não fez alguma proeza do tipo embarcar rumo a Berlim e chegar, sei lá, em Belarus.
Aí, finalmente, o caso da mala. Como nós já fomos pra Paris com a mala lotada e ainda compramos vários presentes (que mesmo pequenos, numa mala de 30 litros faz uma enorme diferença), é ÓBVIO que as coisas não cabiam NEM nas dimensões do baguio (eu tinha tênis amarrado do lado de fora, câmera enfiada no topo, etc.) e NEM nos dez quilos estipulados. Solução: nos vestimos de um par de patetas, para isto enfiando todas as roupas possíveis (e por isso quero dizer 3 calças, 4 blusas - a jaqueta impermeável e o mantô sobrepostos, que beleza - toucas, luvas e cachecóis). Não obstante, ainda preenchemos todos os bolsos disponíveis com os mais variados itens, como por exemplo toalha (pelo menos daquelas super absorventes, fininhas), estojo de pasta e escova de dente e, no meu glamouroso caso, pijaminha do Mickey amarradinho na cintura. HAHAHAHAHAHA A QUE PONTO CHEGAMOS, MEU DEUS? Pra rolar uma tensãozinha, ainda, a bagagem da Dê - numa pesagem preeliminar, que nós, espertamente, fizemos - deu tipo 11kg: toca arrancar coisas e tentar enfiar MAIS trecos nos bolsos... E pra finalizar, ela entrou na estrutura metálica com as dimensões ENFIADA no maior estilo "ou vai ou racha", com direito a torcida italiana pra arrancar ela de lá (porque, logicamente, ela entalou depois da força pra caber). Bom. Esse foi o triste fim de Policarpo Quaresma. Ou, como diriam os franceses, de Policarpé Quarresmé.
A chegada em Milaaaaaanooooooooo, o cáááááááspitaaaaaa, descreverei no próximo pooooooooossssssttt (já estou falando que nem italiano pra entrar no clima).
Pra terminar esse post aqui, entretanto, lhes deixo um útil e muito importante glossário com tudo aquilo que você, amigo e amiga, precisa falar de francês para sobreviver entre pessoas que carregam baguetes sob o braço e odeiam/não sabem falar inglês.
GLOSSAIRE
1. Bonjour, monsier! Désolé, je ne parle pas le français! Je veux arriver au __________ (preencha com o seu objetivo do momento, tipo Musée du Louvre). Si'l vous plaît? = [Bonjú, monsiô! Desolê, jê ne pár le pá farrancê! Je vú arrivê au _________. Sivuplê?] = Bom dia, meu senhor (independe se é um muleque de quinze anos ou um vovô, o "monsier" basta). Estou desolada, eu não sei falar o francês. Eu quero chegar no __________. Se te der prazer? (Também chamado de "Por favor?")
2. Attention à la marche en descendant du train = [atención a la marche au decendã du tarrã] = Atenção ao espaço gigantesco que fica entre o trem e a estação ao descer do trem
3. Pardon!!! = [Parradôn!!!] = COM LICENÇA!!! *e soca a pessoa que tá no caminho, antes E depois de pedir o pardon*
4. Merci! = [Mercí] = Valeu!
5. Excusez-moi! = [Excusemoá!] = Desculpa!
Para todas as outras coisas que você porventura precise falar (mas não vai, provavelmente) basta criar sua própria mistura de espanhol, português e palavras latinas subitamente transformadas em oxítonas. Naqueles lugares mais óbvios, tipo guiché de venda de ticket do metrô, sempre tem algum perdido que fala algum inglesinho ordinário, mas é engraçado liberar geral e deixar todo o seu francês fluir... Hahahahahaha... =)
Fim de Semana Cultural
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Hej heeeej!












Como é sabido universalmente, quando aparece alguma coisa pra fazer num fim de semana - especialmente depois de um em que você PRECISAVA fazer alguma coisa e nada apareceu - aparecem QUINZE coisas. E esse fim de semana (Emoção!!! Estou tirando 100% do atraso do bloooog!!!) isso aconteceu!!! Mas não posso reclamar, apesar de ser segunda-feira e eu estar cansada do fim de semana, ainda, me diverti DEMAIS e me sinto uma pessoa mais culta, hoje! Hehehehe...
Sábado - Ruínas Vikings no Sudeste da Suécia
Quem sobreviveu aos posts passados sabe que eu estou cursando Mitologia Nórdica na Faculdade de Humanidades. O que vocês saberão hoje é que FIZEMOS UMA EXCURSÃO NO SÁBADOOOO!
Gente, há muito tempo não me sentia tão felizinha indo pra uma excursão. Me senti uma criança fazendo meu lanchinho, indo pegar o ônibus, ouvindo piada da professora no caminho... Foi muito divertido!!! A diferença é que não teve mamãe pra arrumar a lancheira cheia de "guloseimas de excursão"(uma categoria específica de comidas, óbvio).
Viajamos cerca de duas horas - sim, Europa é uma maravilha - e logo estávamos em Åles, uma cidadezica sueca que, pelo que eu entendi, só tem as pedras que dão nome ao sítio de Åles Stenar ("Pedras de Åles", AH VÁ!!!), uma sequência de monolitos em forma de navio no alto de um penhasco LINDO, de frente pro Mar do Norte. Subimos depois de uma caminhadinha sussa de 1km e... MEU DEUS, QUE FRIO! HAHAHAHA...
Nunca senti tanto frio na vida... Sério... Não sentia minha mão nem minhas orelhas, isso porque eu tava com um super-casaco-impermeável e cachecol... Nossa, postei uma foto pra vocês verem o estado... Nunca desejei TANTO ter um par de luvas! Hahaha... Mas a beleza da paisagem e também do monumento (que os arqueólogos estimam ser da época viking e ter sido feito em homenagem a pessoas importantes - guerreiros, provavelmente - que morreram no mar) valeu muito a pena!!!
De lá, seguimos pra segunda parada, o almoço. EEEEEEBAAA! Hehehe... Andamos mais uma hora e pouco de ônibus e paramos numa cidadezinha minúscula só pra almoçar mesmo. Apesar de ter levado um lanche, INFELIZMENTE encontramos uma padariazinha artesanal ESPETACULAR, cheia de doces maravilhosos. Pelo menos estreiei meu cartão dinamarquês e comi um super cookie maravilhoso!!!!
Saindo do mini povoadinho, fomos pra segunda parada arqueológica. Aí sim, paramos no MEIO DA ESTRADA pra ver um cemitério ordinário, onde pessoas "normais", e não guerreiros, recebiam suas homenagens. Acho que foi uma das paisagens mais bonitas, bem escandinava mesmo, cheia de um mato meio "tundrístico", uma casa de madeira vermelha, ovelhas e galhos secos!!! Parecia uma cena do filme "A Vila". É nesse momento que você entende porque os Vikings acreditavam que além das bordas da floresta, o mundo terminava em "escuridão e monstros"... Mano, imaginar aquele lugar no inverno tenebroso, cheio de ursos e alces, é muito assustador! Hehehehe...

De lá, paramos na terceira e última sessão arqueológica do dia: pedras rúnicas. MANO, MUITO LEGAL!!!! Além de ser super bonito e parecer saído diretamente de um filme dos Senhor dos Anéis (que, de fato, se refere aos vikings constantemente e cujas runas anãs SÃO inspiradas nas vikings), tinha um significado bonito!
Diferentesmente dos outros sítios visitados, onde provavelmente existiam pessoas enterradas (apesar de não terem escavado as duas áreas), as pedras rúnicas servem como homenagem a pessoas que não puderam ser enterradas por terem morrido longe, provavelmente em alguma aventura no Mar. Além disso, minha professora - que é maior boazona e MUITO engraçada a doida - sabe ler runas, então ela abaixou lá e começou: "Essa runa diz: Pai, blábláblá..."... Espetacular!
Mais algumas horinhas e voltamos a København, atravessando o mar pela linda maravilha da engenharia, a Ponte de Øresund (a segunda maior ponte suspensa do mundo)... Saímos às 10 da manhã da Dinamarca e voltamos às cinco da tarde, depois de passear por todo o sudeste da Suécia... Pode? =P
Domingo - Helsingør
Depois de chegar em casa com frio e cansadona, finalmente resolvi que eu ia me presentear com o fim de semana (e com a segunda-feira, já que hoje não fiz NADA de útil pra Faculdade) e ia pra Helsingør, litoral distante da ilha de København, onde fica Kronborg Slot, o Castelo de Kronborg.
Ele é, nada mais nada menos, do que o castelo no qual Shakespeare se inspirou para escrever Hamlet, o Príncipe da Dinamarca... O famoso cara que perguntou pra caveira "Ser ou não ser: eis a questão!!!"...
No fim, AINDA BEM que eu fui. Me diverti muito com o pessoal, vi coisas muito legais e aprendi bastante!!!
Primeiro, saímos daqui bem cedão pra pegar o trem e andar um pouco pela cidade (distrito, na verdade) de Helsingør, onde comemos doces numa outra padaria maravilhosa - o que a comida em geral tem de horrível, as coisas de padaria aqui são MUITO boas - vimos uma corrida de crianças, encontramos uma igrejinha linda, sentimos cheiro do mar bravo, passamos um puta frio, e etc...
Kronborg Slot
Depois, entramos no castelo. Eu, a De, a Johanna e o Eugene, nossos dois amigos de Singapura, resolvemos comprar o passe completo, que dá direito a entrar no castelo em si, na capela, nos porões e no museu marítimo.
A primeira parada foi o castelo. Apesar de ter umas coisas meio inovadoras que me surpreenderam um pouco - tipo um monte de painéis interativos, coisas projetadas nas paredes, e tals - o mais legal mesmo era ver os salões com a mobília, as tapeçarias, os objetos de gerações e gerações da família real dinamarquesa. Tudo com o adicional de um mar maravilhoso (e MUITO bravo) visível de todas as janelas possíveis... Apesar de temos feito a visita não guiada, deu pra aprender um pouco pelas plaquinhas, e imaginar como seria viver naquele lugar TENEBROSO no passado... Ainda mais porque pegamos um pedaço de uma visita guiada na surdina, e mulher tava falando da Princesa Sofie, que casou com 15 anos e foi morar SÓ ELA E O MARIDO E OS SERVOS naquele castelão... Mano, BIZARRO!
Capela
Depois visitamos a Capela do castelo. Maior bonitinha, apesar de ser meio bizonha... Umas estátuas de madeira meio estranhas, tals... Bem pequeniniiiinhaaaa, e com um órgão MUITO legal!!! Quando entramos, tinha uma música de órgão tocando, e achamos que podia ser alguem tocando ao vivo... Andamos mais um pouco pela capela, descobrimos que até hoje casais civis se casam lá... E fomos pro próximo ponto! Um dos mais legais do dia!!!
Subterrâneo

Meu, pensa em um lugar escuro. E úmido. E assustador. E ESCUUUUROOO! Era aquele porãoooo! Vários corredores, muitos dos quais levando nada a lugar nenhum... Sem NENHUMA iluminação!
O barato dos túneis são umas frases escritas com uma tinta especial na parede, que aparece quando você ilumina com uma lanterna. Por sorte, a Johanna tinha comprado uma lanterninha (que a gente não sabia PORQUE era vendida na entrada até então), e fomos lendo as frases pela parede e se divertindo com as piadinhas... Porque a pergunta principal na entrada dos túneis era algo como: "Quais vozes do passado te chamarão nos subterrâneos de Kronborg?"... Aí encontramos "Frogo Baggins", "007"... Hahaha... Fora algumas figuras como espadas, algumas frases falando sobre heróis nacionais...
O mais legal deles, aliás, é o Holger Danske, ou "Holger, o Dinamarquês". Ele foi um príncipe da Dinamarca que, segundo a lenda, lutou pela defesa da Dinas quando Carlos Magno tentou invadir, e que depois disso caiu em um sono profundo e foi colocado no subterrâneo do castelo. Tem uma estátua dele na entrada dos subterrâneos e uma lenda que diz que quando a Dinamarca estiver novamente em perigo mortal, Holger se levantará e salvará seu povo de novo!!! Até 1950 as crianças dinamarquesas aprendiam isso na escola, e o Andersen escreveu uma lenda sobre ele depois. Até comprei uma miniatura de lembrança, adorei! ;))))
Museu Marítimo
Depois dos subterrâneos, o Lawrence e dois amigos dele foram embora, já que não iam no Museu Marítimo pra ir a um Museu de Arte em Lousiania, um lugar lá perto de Helsingør. Logo, ficamos eu, De, Johanna e Eugene sozinhos... Almoçamos e fomos pra nossa última parada, o Museu Marítimo.
O Museu era bem curiosinho, cheio de coisas de piratas, de vikings, e de mares em geral da época viking até hoje. Tinham até umas estátuas muito loucas e váááárias daquelas carrancas que os viajantes colocavam na frente dos navios... Gostei bastante! Mas o mais legal foi o "anexo" do Museu Marítimo.
Pagando o ticket completo, podíamos subir na "torre do telégrafo". Aí fomos nós... Primeiro, passamos por uma passarela por cima da capela, e nos surpreendemos ao ver que REALMENTE tinha um cara tocando o órgão ao vivo e a cores lá em cima! Muito massa!!! Depois, subimos VÁRIAS escadas e chegamos num terracinho... Não tinha nada demais lá, fora uma visão MARAVILHOSA do Mar do Norte e de Helsingør!!!!

Descendo de lá, paramos pra que os meninos comessem (eles ainda não tinham almoçado) e resolvemos ir pra casa... Muito frio! Hehehe...
Fogo no Telhado
Como aqui nós amamos fortes emoções, a noite terminou com uma constatação MUITO LOUCA!!! No dia anterior, eu tava em casa a noite quando vi um monte de faíscas - que a Denise achou serem meteoros... HAHAHAHA... Precisava falar, Dezoca!!! - caindo do céu. Aí saí na sacada e vi um clarão de fogo vindo do nosso terraço no telhado, e uma mini gritaria.
Mas como o terraço é usado pra churrascos e eventos sociais em geral, achei que era alguém que tinha acendido a churrasqueira com papel, alguma coisa assim. Fiquei super assustada, falei com a De, mas acabamos concordando que não era nada demais, devia ser algum povo bêbado perdido e tals. Ok ok. Aí comecei a ouvir sirenes, mas como tem um hospital aqui do lado e sempre tem sirene, achei que era minha mente, que eu tava fantasiando sobre o fogo e tals...
Só que quando chegamos de Helsingør, encontramos uma vizinha que veio contar que, no dia anterior, tinha pegado fogo no nosso telhado, com direito a dois caminhões de bombeiros e tudo. Rimos, achamos uma doidera, e resolvemos subir no terraço pra ver o estrago...
MEEEEU! NÃO FALO NADA!!!! VEJAM A FOTO! Hahahahahahahahahahaha...
Depois eu falo que acontecem coisas estranhas aqui... =PPPP
Bom, agora terminei, gente!
Estou devidamente em dia com o blog e devo dizer que ficarei um tempo sem postar nada, visto que no fim do mês tenho provas e vários trabalhos pra entregar, e eu preciso começar a estudar. Exceto alguma coisa muito espetacular que por ventura aconteça nesse meio tempo, devo postar beeem pouquinho.
Então aproveitem pra tirar o atraso da leitura (hahahahaha)...
E nos vemos na próxima!!!
MUITAS saudades de tudo e de todos!!!
Beijos enormes e escandinavos...
Jana
Tivoli"S"
Vou tentar ser rápida, tá? Juro que eu sofro pra escrever tanto quanto vocês pra lerem os posts enormes... Hehehehe...
O Aquecimento e uma Visitinha às Lendas de Andersen
Bom, pra quem não sabe - como eu, algumas semanas atrás - København abriga o segundo Parque de Diversões mais antigo do mundo, o Tivoli Gardens, que abriu em 1843. Sim, MIL OITOCENTOS E QUARENTA E TRÊS!!!!
Ele é bem diferente do que estamos acostumados para parques de diversão: não tem nada a ver com o Playcenter ou o Hopi Hari, por exemplo. Aqui, o esquema é mais que nem a gente vê nos filmes: as famílias vão aos parques para atirar nos patinhos e ganhar ursinhos de pelúcia, ou pra marretar aquelas colunas e ver até onde chega a bolinha, etc., etc. Fora isso, o Tivoli tem mais de cem restaurantes (alguns ótimos, várias estrelas, inclusive um com temática pirata que fica dentro de uma caravela no laguinho do Tivoli), aquário, coretos onde bandas de jazz tocam, e mais umas coisas meio bizonhas para o nosso conceito de parque de diversão.
Talvez por isso, os brinquedos mais radicais - que também existem, óbvio - não são a principal atração do Tivoli, e portanto você paga uma taxa só para entrar no parque e poder aproveitar os restaurantes, os shows, os brinquedinhos de ganhar ursinho de pelúcia, e paga uma outra taxa (cara) para andar nos brinquedos... Você pode comprar entrada pra um brinquedo só, por exemplo, ou pagar o bilhete multi-ride, que é meio que um "ande a vontade".
O fato é que no começo do mês passado, recebemos um email falando que no mês de setembro os alunos da Københavns Universitet teriam entrada gratuita no Tivoli, quantas vezes a gente quisesse. Como aquele conceito Hopi Harístico estava na nossa mente, resolvemos ir ao Tivoli numa noite pra aproveitar a regalia.
Qual não foi nossa surpresa ao descobrir que só tínhamos a ENTRADA gratuita? A gente podia andar lá dentro, ir aos restaurantes, tomar sorvete, tals... Mas pra andar nos brinquedos, tinha que pagar o bilhete avulso (mais de vinte reais para os brinquedos mais radicais!!! oO) ou o multi-ride (sessenta reis e passeios a vontade). Como era de noite já, resolvemos só ir ao "aquário", tomar um sorvete (numa sorveteria tradicional, com mais de cem anos só dentro do Tivoli) e aproveitar as paisagens noturnas do parque, que é realmente muito lindo! Os passeios radicais teriam que esperar.
Um pouquinho antes de ir embora, passamos na frente de uma atração estranha, que parecia não ter que pagar. Descemos as escadinhas pra descobrir e o tiozinho que pegava os ticketes, um senhorzinho super fofo, falou pra gente que ele deixava a gente andar no brinquedo sem pagar, contanto que a gente fosse rápido ("não quero perder o emprego!!!") e depois contasse pra ele se a gente tinha curtido.
Entramos num caminhãozinho lá... E mergulhamos no mundo mágico de H. C. Andersen! Hehehe... O brinquedo era mais ou menos estilo a Tumba do Penadinho, do Parque da Mônica, mas só com bonequinhos das lendas do Andersen e um caminho muito psicodélico pelos trilhos... No final, presentamos o senhorzinho com uma bandeirinha do Brasil que eu tinha na carteira... Ele ficou tão feliz! E nós também! =))))
Perdidas na Noite
Saindo do parque, resolvemos pegar um busão de dois andares - pra dizer que a gente experimentou - que tinha o nome de uma estação de metrô conhecida, perto de onde fazíamos aula de dinamarquês. Assim, a gente dava um rolêzinho, chegava num lugar que a gente conhecia, pegava o metrô e estava em casa...
Mal sabíamos nós que o ponto final do busão era realmente no bairro que dá nome à estação de metrô, mas era SUPER longe dela e NO MEIO DO NADA! DO MATO! Quando percebemos isso, resolvemos esperar o busão fazer o caminho de volta... MAS AQUELE BUSÃO IA PRA GARAGEM!!
Tivemos que descer no meio da escuridão, andar um pouco e descobrir que a estação ficava bem longe e que ninguém sabia exatamente como explicar o caminho. Por sorte, paramos pra perguntar um dos únicos caras que não estavam de bike, e ele se propôs a nos levar até perto da estação, que era pra onde ele tava indo. Quase meia hora depois, FINALMENTE chegamos no metrô e fomos pra casa... Olha o Murphy de novo aí, genteeeee!
Tivoli - o Regresso
Com muita dor no bolso, mas com muita alegria no coração, decidimos que precisávamos ir ao Tivoli logo e pagar o ticket multi-ride, já que ele fecharia pro Inverno no fim do mês e ficaria cada vez pior pra andar nos brinquedos (imagina um baguio rodando a 100km/h com neve e frio intenso, né). Desembolsamos 200 coroas, aproveitamos a entrada (em si) grátis e... Fomos que fomos!!! Chamamos um amigo brasileiro e dois americanos, e um deles levou mais dois amigos, mas não andou nos brinquedos, só passeou com a gente.

Nos divertimos MUITO! Tiramos fotos - das quais só tenho uma, postada aqui - andamos mil vezes nos brinquedos, incluindo vários passeios no brinquedo-mais-louco-de-todos-que-voa-a-100km/h-de-ponta-cabeça-e-atinge-5G e tals... Pena que no fim eu fiquei enjoada do almoço e não consegui continuar... Mas mesmo assim, foi muito legal!
Pra fechar, jantamos no MacDonalds, que estava vendendo dois Bic Macs por 35 coroas... Tomei um sundayzinho pra arrematar e... Vou poder contar pros meus netos que sim, eu fui ao segundo parque de diversões mais antigo do mundo! ;)))))
Hej hej, pessoal, até a próxima!!!
Deixo algumas fotos do Tivoli pra vocês... =))))))
E se preparem, que o próximo post contém um super-combo-fim-de-semanístico!!!
Jana
Há Algo de Podre no Reino da Dinamarca
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Hej heeeej, venner!
Bom, quando Hamlet disse a frase que dá nome a esse post, APOSTO que ele não se referia só às inúmeras traições, assassinatos e passadas de perna aos quais a família real dinamarquesa eram bem adeptos lá pelo século XVII... ELE DEVIA QUERER DIZER QUE MURPHY MORA AQUI!
Sendo assim, hoje meu post é sobre uma maré de azar que (GRAÇAS A ODIN!!!) acabou! Hehehe... É fácil rir agora que já passou (faz tempo, graças ao meu atraso aqui no blog), mas vou tentar explicar todo o drama que se abateu sobre minha vidinha dinamarquesa há mais ou menos duas semanas.
Barrados no Baile
Alguns souberam, outros não, mas duas sextas-feiras atrás aconteceu uma tradicional festa aqui em København. Nessa festa, os universitários são convidados a entrar gratuitamente na Black Diamond, o prédio modernoso (preto e em forma de diamante! Hehehe...) que abriga a Det Kongelig Bibliotek, ou The Royal Library. Como nós somos universitárias e queríamos muito ver como exatamente seria uma balada na biblioteca (???), decidimos comparecer.
Antes de ir, porém, a gente tinha feito um jantarzinho diferente pra dar aquela forrada no estômago, e eu acabei deixando a cozinha uma bagunça antes de sair. Ok, normal. Guardem essa informação, ela será importante.
Ah, um adendo deve ser feito: qualquer brasileiro que se preze passa por uma crise climática quando chega aqui, não é possível. Não só por causa do frio e tudo mais, isso já é esperado... O problema é que, aqui, o clima nunca está como ele aparenta ao olhar pela janela!!! Agora, eu e a Denise já aprendemos que por mais lindo e ensolarado que esteja o dia lá fora, e por mais quentinha e confortável que esteja a sua casa (mesmo com o aquecedor desligado), LÁ FORA ESTARÁ FRIO! MUITO FRIO! Como há duas semanas atrás ainda éramos duas pequenas brasileiras indefesas contra o outono escandinavo, olhamos lá fora, colocamos uma roupa "normal"e saímos... Okkkk.
Finalmente chegamos no Black Diamond, apenas meia hora depois do horário estimado para o começo da festa. Ao chegar na frente do prédio, encontramos uma fila enorme e um monte de gente esperando pra entrar e fazendo bagunça. Até aí, normal, qualquer festa no Campinas Hall é assim, certo?
O que não sabíamos é que estava aquela confusão porque as portas estavam fechadas! E fechadas, a princípio, até que um grupo de pessoas saísse de lá de dentro, já que tinham enfiado MIL pessoas dentro da balada e agora não sabia nem mais uma mosca!!! Como a gente não tinha mais nada pra fazer mesmo, resolvemos esperar.
Aí, Murphy resolveu se juntar à festa, duas vezes!
1. Não sei se por causa da bagunça, não sei se porque realmente ninguém queria sair de lá de dentro, do nada a guardinha da porta na qual tínhamos conseguido GRUDAR começou a gritar falando que a festa tinha terminado, que ninguém ia entrar nunca mais, que era pra todo mundo ir embora e tals... Isso porque a gente deve ter ficado quase uma hora lá esperando, com ela falando que dali uma hora, mais ou menos, ia abrir e tals...
2. Como não seria o bastante, a hora que resolveram expulsar todo mundo de perto das portas - isto é, do único pedacinho coberto do lugar - começou a chover e a ventar MUITO!!!
No fim, chegamos em casa umas dez da noite, arrasadas, molhadas, cansadas e p***** com os retardados que resolveram fazer a balada num lugar onde o povo não ia caber! Hahahaha...
Mas isso não foi nada comparado ao que aconteceu depois que a anta aqui, na melhor das intenções, colocou um pouco de desengordurante no fogão (que é daqueles elétricos, onde a boca é uma chapa de aço que aquece) pra limpar a sujeira do dia seguinte, lembram? Então...
O Caso do Fogão
Dia seguinte cedo, sabadão de estudos, e tals, Jana foi fazer um café e... POOOOW! Um estalo PUTA alto e meu fogão simplesmente parou de funcionar.
Calma Jana. Sem desespero. Abri a geladeira pra terminar de tomar o café da manhã antes de resolver o que fazer quanto ao fogão e... DESLIGADA. Imagina o que passou pela minha cabeça? "AI MEU DEEEEUS! Pifei o fogão, a geladeira, as tomadas... Tô f****, vou ter que remobiliar (?) a cozinha inteira!!!"
Daí, numa demonstração do um cérebro agindo em situações de extrema pressão, tive a genial idéia de ligar minha geladeira em outra tomada, pra ver se a merda tinha acontecido na tomada do lado do fogão (o que fazia sentido) ou se a geladeira tinha morrido também. GRAÇAS A ODIN de novo (hehehe), a geladeira acendeu imediatamente, assim que eu a liguei na tomada da parede oposta, tendo que pra isso deixar a geladeira de atravessado no espaço minúsculo da cozinha, na frente da porta de entrada E do banheiro e tudo mais... Hahaha...
Daí eu me toquei que, não bastando ter acontecido, o pequeno acidente tinha acontecido SÁBADO DE MANHÃ, o que implicava num problema sem solução até segunda de manhã, quando eu teria que ligar para o meu "zelador" e pedir pra ele dar uma passada em casa...
Nisso, minha cabeça começou a fervilhar. Provavelmente, meu fogão tinha tido chilique por causa do produto de limpeza que eu tinha passado, em combinação com o fato do fogão ser elétrico. Logo, provavelmente eu teria que pagar o fogão e o circuito elétrico da cozinha, que DEVIA ter pifado já que todas as tomadas daquela parede não funcionavam... Ainda ia ter que comprar um cartão de 100 coroas pra celular, pra ligar pro zelador, e...
Nesse momento, minha vizinha americana-norueguesa nascida em São Paulo e "vivida" em Portugal e nos EUA me deu uma genial idéia: tentar ver se os fuzíveis da cozinha não tinham caído devido à pane do fogão!!! Não é que quando eu liguei os fuzíveis de novo, a cozinha ficou reenergizada, e meu fogão começou a funcionar?
Antes que você comemore e ria da minha cara, entretanto, preciso te decepcionar dizendo que depois de cinco minutos, o fogão começou a soltar numa fumaça estranha e com cheiro de queimado, e o metal da chapa começou a mudar de cor... Desliguei o fuzível de novo, deixei a geladeira atravessada no meio do caminho e me contentei com um sábado cozinhando na Denise até que o cara fosse me salvar na segunda-feira. Pelo menos comecei a considerar que eu só ia precisar pagar o fogão, já que as tomadas pareciam estar bem...
O Jeitinho Viking de Resolver os Problemas
Depois de um fim de semana horrível e amedrontador - TPM+estudos+falta de um fogão+medo de ter que pagar um novo - resolvi que eu ia tentar passar no departamento de Housing da faculdade e pedir pra ligar pro meu zelador de lá, já que o contrato da minha casa é com a Faculdade, e não direto com o proprietário, então qualquer suporte, eu posso procurá-los...
Pelo menos isso deu certo: depois de algumas ligações, consegui que o Martin - o Viking - passasse em casa depois do almoço.
Chegando aqui, aquele homem gigante, loiro e com cara de "Søren, O Encanador" arrancou as minhas gavetas, derrubou todas as fotos da geladeira, ligou o fuzível de novo, ligou o fogão e, em cinco segundos, disse: "Ok, vou chamar o eletricista. Mas fica sussa, ele vai provavelmente trazer outro pra você e tudo vai ficar bem".
Obviamente, eu fiquei extremamente aliviada, e num ímpulso, pedi pra ele aproveitar e dar uma olhada na minha fechadura, que estava com problemas e, de vez em quando, emperrava pra abrir do lado de dentro.
Qual não foi a minha surpresa quando ele começou a desmontar tudo e arrancar uns pedaços da fechadura, na maior estupidez jutilândica? Hahaha... No fim, ele QUEBROU a fechadura de um jeito que eu só conseguia fechar a porta por fora, por dentro nada!!! OK! Agora eu não tinha uma fechadura que dava problema de vez em quando, eu tinha uma fechadura detonada pra SEMPRE! Hahahaha... NICE! Martin foi embora com a promessa de me trazer uma fechadura nova o mais rápido possível, enquanto isso eu deveria ficar com a porta aberta quando dentro de casa! oO
Depois que a anta se foi, chegou o eletricista. No fim ele fuçou no fogão de novo, disse que eu podia continuar usando mesmo com a fumaça (!!!) e que era pra ficar sussa que na próxima semana ele iria me trazer um fogão novo...
Adivinha se ele já trouxe? Hunft... Ainda estou esperando, usando a boca "saudável" do fogão com medo de botar fogo em tudo, aqui... Mas pelo menos descobri que não ia ter que pagar nada - o que depois, me fez extremo sentido, mas na hora não parecia uma alternativa viável...
Bom, concluindo, ainda estou com a porta destrancada por dentro - estou postando uma foto do meu genial método de me deixar mais tranquila durante a noite, pelo menos - e um fogão manco - só posso usar uma boca, o que aumenta o tempo que eu demoro pra cozinhar consideravelmente... Pelo menos estou explorando mais meu forninho elétrico!!!

Pra variar, ainda tenho dois posts grandes sobre aventuras dos últimos dias, então se prepareeeeem.... Se minha Internet ajudar - outra coisa podríssima no Reino da Dinamarca - consigo tirar o atraso hoje, ainda!!! Deveria estar estudando? Magina! ;P
Hej hej, amigos!
Vejo vocês no próximo post!!!!
Comidas
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Heeeej!
Bom, espero que tenham sobrevivido ao post passado e consigam encarar esse e o próximo... Hahahaha... Não desanimeeeem!!! Resistaaaaam! Hehehe...
Pelo menos esse post é sobre um assunto SEMPRE interessante: COMIDA!!! E aqui, na Dinamarca (Danmark COM "A", para constar a versão viking do nome do país, que é sempre escrito com "E", a versão inglesa), o esquema é ainda mais delicado e cheio de aspectos bizarros. Para variar, vou separar em tópicos e tentar ser breve! =P
Preço
Hahahaha você deve pensar que eu só penso nisso, né? E se eu disse que SIM, a maoria dos meus pensamentos aqui giram em torno de preços? ESPECIALMENTE preços de comidas! Também, nunca vi lugar pra comida (friso novamente, ESPECIALMENTE a comida, porque TUDO é assim) custar TÃO caro!
Ok, algumas coisas são baratas, às vezes mais baratas que no Brasil. Isso acontece especialmente com os lácteos, mas não é pra menos... TODAS as vacas aqui na europa devem ser leiteiras... Ainda assim, não é nada espetacular de barato, mas considerando a qualidade, vale bem a pena.
Peguemos o leite! Pra começar, aqui o leite não é UHT, é pasteurizado e vem naquelas caixinhas de filme, altinhas, que tem que ficar refrigeradas sempre. E ele é vendido por teor de gordura - estilo Integral, Semi e Desnatado, mas muito mais "justo", já que eles colocam na caixa certinho qual o mínimo de creme do leite (3,5% o mais fodão, 1,5% o médio, 0,5% e até 0,1%, que eles chamam de Minimœlk... Hehehe...). Seguindo isso, como deveria ser em todo lugar, os leites com maior teor de gordura são mais caros.
Ae foi a linda aqui, primeiro dia na Dinamarca, comprar um leitão 3,5%... MEEEU! Muito gordo! Muito bom, mas muito forte... Tipo, quase um creme de leite. Hehehehe... Conclusão: unindo o útil ao agradável, compro só do 1,5%, que é mais barato e MUITO, MUITO bom... Tomo quase um litro por dia, já que ele custa menos de dois reais. =P
Bom, falando em vaca, deixa eu conectar com a carne... MEU DEUS!!! Sério, não é possível, todas as vacas daqui são leiteiras mesmo, certeza. A CARNE É MUITO CARA!!! E por muito cara, quero dizer que o quilo da carne moída, na MEGA promoção, custa DEZ REAIS... Carne moída. A mais zoada. Pra quem duvida, aqui está a foto. Eu sei que tá em dinamarquês, mas creiam... 30 coroas o quilo da carne moída! Na promoção, repito, jamais vi ela tão mais barata! Hahaha...
Enfim, se a comida do mercado é cara assim, conseguem imaginar a comida de fora? E seu eu disse que o cachorro-quente tradicional (que é aquele estilo alemão, um pãozinho em forma de canudo com uma salsicha dentro, e só) custa 30 coroas (dez reais); um desses cardápios de almoço executivo, no minimo 50 ou 60 coroas (18, 20 reais); um McDonalds, 20 coroas (6 reais) só o lanche na promoção do McBacon...
Comidas Típicas
Além do preço, as comidas típicas aqui são meio zoadas. Tá. Bem zoadas. A coisa mais típica é a PORCARIA do Smørrebrød... Não podia prestar uma palavra que tem dois fis, né?
Meu Deus. Bom, o Smørrebrød consiste em um sanduíche aberto feito com um pão (oh, Jesus, enjôo) de centeio: ele é preto, fermentadíssimo (tem cheiro de cerveja), beeeeem pesadão e cheio de sementinhas... Quando eu vi, deu maior vontade de comer... LEDO ENGANO! ;P
Em cima dessa CACA de pãozinho, eles fazem umas artes meio modernas com vegetais, camarão, peixe ou carne de porco, e comem com garfo e faca. Lindo, mas horrível. HAHAHAHA... Na realidade, pra ser bem justa, o pão que é tosco, as coisas em cima geralmente são gostosas, mas como eu comi o pão durante duas semanas seguidas, eu jamais consegui apreciar um legítimo Smørrebrød (caro e pequeno, sempre).
Para mais informações: http://en.wikipedia.org/wiki/Danish_cuisine
Ah, só um adendo: na Wiki eles falam do café, blá, blá, blá. Sim, é verdade, os dinamarqueses tomam MUITO café, especialmente com leite. MAS É MUITO RUIM!!! Tipo, transparente, estilo chá-fé, e caro - ah, vá - tipo 8, 10 reais o copo. GRAÇAS A DEUS eu trouxe dois quilos e meio de café de casa, dá pra manter uma boa média de dois cafés por dia!!! E no Natal, quem sabe, mais alguns pacotes venham! ;)
Conclusão da junção dos dois tópicos acima: JANA VIROU UMA MESTRE CUCA! =P
Peripécias Culinárias
Gente, se eu tivesse dinheiro aqui, eu sairia do meu intercâmbio em København direto pro Le Cordon Bleu!!! Estou aprimorando muito meus (ex-nulos) dotes culinários, isso tendo em mão apenas arroz, feijão enlatado, atum, bacon em fatias (promoção!), batatas, ovos (comprei UMA VEZ, mas deu pra criar coisas novas), frutas, sorvete, sucrilhos e vários tipos de queijos bem baratos...
Colocaria algumas fotos das minhas "criações" aqui... - Fiz batatas com curry, ovos mexidos/cozidos/blá... Ontem fiz uma sopa da hora com feijão em lata e batata... - mas a MERDA da minha Internet não permitiu! =(((
Mas devo dizer que vocês não viram minha torta de maçã, meu brigadeiro-com-cacau-fortão-em-pó e nem minhas nectarinas açucaradas para comer com o... TCHARAM!
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SORVETE DE BAUNILHA DE 14 COROAS O LITROOOOOOO! Gente do céu, gente do céu. Se tem uma comida boa nesse país, é esse sorvete. Detalhe que ele é o mais barato e furreba de todos os sorvetes do mercado (custa menos de 5 reais o litro), mas ele é MUITO bom!!! É uma lajotona quadrada que você corta... Hahaha... E é MUITO saboroso! Feito de leite bem gordo, sabe? Nossa, amo. Tava comendo agora de pouco, aliás, mesmo estando resfriada. =P
Para quase terminar o tópico, penúltimo comentário das comidas...
Os Dinas Comem o Dia Todo!!!
Pessoal, que engraçado! Era de se esperar que com a comida tão cara e... Bom, pobrezinha - não vou xingar a comida aqui porque não tive cacife pra provar a REAL comida dinamarquesa, de restaurantes bons e tals (mas daí, nem no Brasil, né) - os dinas comecem pouco. Ou o suficiente. Mas NÃO!
ELES COMEM O DIA INTEIRO!!! Tipo, eles carregam na bolsa um saquinho CHEIO de comida, geralmente lanches... E cenouras, pimentões, castanhas... Ae eles vão andando pela rua e comendo uma cenoura (crua, na raça)... Andando pela rua e comendo um pimentão (um pimentão vermelho, mesmo, mas é de uma variedade lá que é mais docinha... Ainda não experimentei, mas parece bom).... Andando pela rua e comendo um lanche...
Não satisfeitos, comem durante a aula toda também. E é normal, eles arrancam o saquinho cheio de vegetais - quando eu digo cheio, é meia dúzia de cenouras e dois pimentões no mínimo - e vão comendo durante toda a aula, acompanhado por um copão de café zoado com leite bom. TANTO é normal eles comerem sem parar, que na biblioteca é permitido comer! HAHAHAHA... É muito engraçado! Todo mundo lendo e comendo cenoura... Parece uma visão surreal de uma terra saudável e estudiosa... OPA! Dinamarca! Hahaha...
Antes de ir-me, uma informação, talvez meio contraditória...
O MELHOR RESTAURANTE DO MUNDO, SEGUNDO A REVISTA RESTAURANT, É AQUI EM COPENHAGEN!!!! Chama Noma, e fica perto do Nyhavn, a famosa ruazinha dos barcos que ilustra o cabeçalho desse blog. =)
Bom, depois dessa, fico-me por aqui... =PPPPPPPPP
MUITAS SAUDADES DE TODOS!!!
Ainda tem mais um tópico a ser escrito, sobre nossas aventuras no Tivoli, o segundo parque de diversão mais antigo do mundo (fundado em 1843, SÓ!), mas tô podreeee... Fiquei resfriada com essa zica de tempo... TAMBÉM!!! Ontem de manhã fez DOIS graus! DOOOOISSS GRAAAAUSSS! Hahahaha... Tá bom, a média é de singelos onze ou doze graus, mas ontem... =PPP
Beijos, criaturas do meu coração! ;)))
Se cuidem!
Jana
P.S.: Ia colocar também a foto do dia que eu fiz arroz e feijão pros meus amigos gringos... Cody e Lawrence, os americanos, Johanna, a singaporeana (será que é assim que escreve?), eu e Denise em casa, tomando chá gelado, vendo vídeos brasileiros no Youtube e comendo arroz com feijão... Demais! ;)
P.S.2 (só para os fortes): Já compramos as passagens do Natal e Ano Novo! ;))))
Natal em Berlin, intervalinho em Veneza e Ano Novo em Roma... Por menos de 300 reais! ;)))))))))))))))))))
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