Gay Parade, praia... e um monte de pelados

sábado, 21 de agosto de 2010


Hej heeeeeej!

Bom, pra não acumular assuntos, vou escrever outro post hoje mesmo contando as aventuras do dia que, aliás, foram muitas para um sábado só!!!

Primeiro, quero expressar aqui minha surpresa com a frequência com a qual os dinamarqueses ficam pelados e, mais do que isso, com a total liberdade e falta de vergonha que eles tem em relação a isso!!! Digo isso porque hoje, SÓ HOJE, vi umas cinco ou seis pessoas completamente peladas, em contextos variados. Portanto, vamos aos poucos.

Antes de falar sobre hoje, preciso contar um causo de ontem!!! Quase tinha esquecido. Ontem passei meu primeiro aperto como "dona de casa que mora sozinha". Quase morri de desespero!!! Tudo começou quando fui lavar uns panos na pia do banheiro e tive a genial idéia de tampar o ralo com aquelas tampinhas de filme, sabe? Tá. Descobri, da pior maneira possível, que aquele ralo, no caso, NÃO pertencia a minha pia, e como bem prediria nosso amigo Murphy, ele era UM MILÉSIMO DE MILÍMETRO menor que o buraco, mais especificamente do tamanho ideal para entalar tão justo que eu não consegui enfiar uma AGULHA pra calçar!!! BELEZA! A porção pão-dura da minha mente - que está cada vez maior, fagocitando o resto, quase - já pensou: "Ok, Jana, bolão: cinco mil coroas pra consertar essa merda e sem pia até segunda-feira!!!". É aí que você percebe o que o desespero faz com as pessoas!!! Deitei no chão, desrosqueei os canos do sifão, torcendo pra que minha pia não despencasse ou começasse a jorrar água pelo apartamento, enfiei um rodo pela parte de baixo... E a tampinha saiu!!! OOOHHH! Quase chorei de emoção!!! Pra garantir, amarrei o tampãozinho na pia com um fiozinho... Quero ver zoar de novo, agora! Hahahaha...

Bom, contada minha super história, posso falar sobre a programação de hoje!!! Københavns Gay Parade e uma visitinha à praia!!! Mas antes que vocês misturem as histórias e tentem imaginar exatamente onde cada um dos cinco ou seis pelados que eu vi se encaixam, deixe-me falar sobre a minha vizinhança.

Não sei se é Murphy, não sei se isso é comum nessa cidade/região/país, só sei que a negada aqui AMA ficar pelada. Pelada nas suas variâncias, aliás: de biquini na praça, correndo só de shortinho e top, PELADOS mesmo. E é nessa categoria que se encaixou a vizinha do prédio na frente da minha sacada, hoje. Estava aqui numa boa, no computador, quando a Denise me manda um "pelada na sacada" pelo GTalk... Não é que a nega tava SEM ROUPA debruçada na sacada? Ela passeou, entrou, saiu, cozinhou, lavou a louça, voltou pra sacada... TOTALMENTE PELADONA! Hahahaha.. E eram dez da manhã! Como se não bastasse, logo um dos vizinhos dela resolveu entrar na onda... E consertar a persinana da cortina pelado, também. Imaginem a cena grotesca! oO

Gay Parade
Identificados os dois primeiros pelados do dia, podemos seguir para a Gay Parade. Combinamos de encontrar o Paulinho, amigo nosso da UNICAMP que veio pra Københavns Universitet com a gente, na praça onde ia terminar a parada, junto com um amigo americano e uma singaporiana do dinamarquês. Chegando lá, estava Paulinho todo brilhante e divertido como sempre, servindo cerveja. Ele tá trabalhando numa ONG contra AIDS aqui em København, então ficou no bar enquanto assitíamos a parada.
Primeira impressão: MUITO legal. Obviamente, a praça estava cheia de turista e de gente maluca e semi-nua, mas também estava CHEIA de famílias completas: crianças, velhinhos e cachorros, todo mundo curtindo o evento (tinham umas barraquinhas com comida, bebida, lojinhas) e a grande maioria usando bandeirinhas, camisetas e coisas coloridas para apoiar a causa.

Finalmente a parada chegou, e pudemos ver muita coisa legal. Como eu disse, várias crianças estavam no MEIO da parada (algumas de macacão colorido, no carrinho, com suas duas mães ou dois pais),e também vimos um carro com um casal gay recém-casado (cheio de latinhas coloridas amarradas atrás). Os participantes do desfile eram dos mais diversos, então foi bem divertido vê-los... As fotos dizem um pouco mais sobre o desfile, acredito!!! Só sei que adorei a organização - não rolou NENHUM probleminha enquanto estávamos lá, relembrando que tava cheio de criancinha pequena no meio - e o entrosamento do povo com a parada. O prefeito abriu o evento e o primeiro bloco vinha cantando algo como "Human rights are my pride" (ou "Direitos humanos são meu orgulho")... Exemplar! ;)


Praia
Terminado o evento, resolvemos dar uma passada na praia perto de Øresund, onde tem a ponte København-Malmö. O tempo estava bizarríssimoooooo, oscilando entre o solão e a quase-chuva, mas resolvemos arriscar, e de um jeito ou de outro nos demos bem. Ao chegar lá, já não estava mais o solzão da manhã, mas não estava frio - isso é, estávamos sobrevivendo de bermuda e camiseta.
Meu, a praia é MUITO bizarra!!! Muito! Primeiro, tem um gramadãooooooooooooooo até chegar num riozinho. Atravessando a pontinha... Tadã! Praia! Areia! Mar... pontezinhas dentro do mar... geradores de energia eólica... Um caos!!!
Obviamente, eu e a Denise e o Lawrence, um dos americanos, resolvemos ir por o pezinho no Mar do Norte, olhando pra Suécia. PUTA MERDA! Que friooooooooooooooooooo!!! Muito muito muito fria a água!!! E, reforçando nossa idéia de maluquice dinamarquesa, lá estavam nossos queridos descendentes de vikings com suas crianças branquelas se divertindo na água!!! A foto está aí para não me deixar mentir.
Bom, não me alongarei. Mas, como vocês devem ter notado, ainda faltam quatro dos seis pelados que eu vi hoje. Pois está certo quem apostou na praia e não na parada gay!!! Bom, primeiro preciso tentar explicar o bagulho que tem no meio do mar que até agora não entendi muito bem. É tipo um conjuntinho de pontes que vão alguns metros pra dentro do mar e são cheio de escadinhas que descem até a água. De lá, você pode descer até a água e se banhar. Pelo outro lado, você entra em alguns quartinhos de banho e... Bom, e nós não sabíamos o que acontecia até olhar pelo parapeito da pontinha e ver.., TCHARAMMMM... Um, dois, três, quatro pelados SALTANDO da pontinha no mar com a maior naturalidade! MEU DEUS!!! No fim, acabamos supondo que aquela parte da praia é separada para os peladões para evitar que as crianças vejam, por que era uma cara de pau sem tamanho! Hehehe...

Bom, acho que finalmente terminei as coisas pertinentes da semana que passou! Muita coisa eu esqueci de escrever, muitas outras não são tão importantes, mas foi uma semana muito boa!!! Tomara que todas sejam como essa!!!

Pra terminar o post, uma notícia exclusiva: terça que vem (não a próxima, a outra), vou-me embora pra London, London!!! Passaremos 4 dias na cidade do Big Ben, curtindo nossa semaninha de "férias" entre o dinamarquês e as aulas de verdade. Estamos na busca por um lugar para ficar, então se souberem de algo/alguém, por favor me informem!!!

Assim que algo legal acontecer por essas terras vikings, dou um alô por aqui!!!
Vou indo nessa porque, visto que as férias do dinamarquês se aproximam, é plausível concluir que as provas também estão aí... E eu só sei me apresentar e falar as horas até agora! HAHAHAHA...

Amanhã, dia de estudar!!!
Espero que tenham curtido os posts e as fotos. Obrigada pela paciência, aliás! ;)

Beijos, beijos, VI SES!
Jana

Uma semana como hospedeira!


Hej!!! Hvordan går det?
Como vão as coisas? =))))

Bom, primeiro, undskyld ("undshcûld") pela ausência!!! Além do curso de dinamarquês, que começou a zoar já que agora as frases que a gente precisa supostamente saber falar têm mais de cinco palavras, essa semana estava com um visitante em casa!

O Roberto, amigo meu daí do Brasil, estudou na Holanda semestre passado e depois saiu mochilando por aí... Aí resolveu passar uma semana aqui em København, então ocupamos todas as tardes explorando a cidade pra aproveitar o máximo os sete dias dele aqui!!!

Assim sendo, eu bem que gostaria de dizer que o post hoje vai ser pequeno, mas considerando toda a minha prolixidade o tanto de aventuras pelas quais eu, o Roberto, a Denise e Cody e Lawrence (dois novos personagens, americanos amigos nossos do dinamarquês) passamos, incluindo uma travessia relâmpago para Malmö, na Suécia...

Bom, sim, o post será gigantesco!!! E separado em tópicos, para ajudar! ;)
Espero que se divirtam com os relatos!

Aquecimento
Depois de um começo de semana atarefado no dinamarquês, o Roberto chegou na quinta e a noite. Como eu ainda tinha aula no dia seguinte cedo, e ele tinha chegado diretamente de uma temporada cheia de histórias no Marrocos, não tivemos pique pra fazer mais nada além de compras, comida e ver um filme.

Compras nas quais adquirimos os ingredientes que fizeram parte de todas as nossas refeições desde então: arroz, feijão enlatado, atum e milho. Perfeito! No dia seguinte, resolvemos visitar o Frederiksberg Have (o parque dos elefantes) com a Denise e os dois americanos, fizemos um piqueniquezinho de pão com queijo e ensinamos todos os palavrões e expressões possíveis para os americanos...
Programas suaves, agradáveis e comuns!!! Mas o Roberto é amigo da Porco, e como tal, tem um dom especial de atrair coisas estranhas, tal qual a que presenciamos no dia seguinte a tarde...

Navios em København
Como não poderia deixar de ser, nossa primeira parada turística foi o Nyhavn. Resolvemos passar na famosa ruazinha no final da tarde de sábado, só pra dar uma volta. Nossos planos tinham tudo para dar certo, nós só não sabíamos que:
a) Estaria chovendo horrores ao chegar lá;
b) Era aniversário da Marinha Dinamarquesa e, por conta disso, o porto estava abrigando uns trinta navios de guerra de diversas nacionalidades, alguns abertos para visitação.
Se você não nos conhece, você pode cogitar a hipótese do fato "a" ter prevalecido e acreditar que voltamos para casa um pouco encharcados. Se você sabe como nós somos, você acertou o que aconteceu ao imaginar que ficamos debaixo da tempestade mesmo e voltamos pra casa MUITO encharcados...
O evento era insano, juro. Os navios eram MUITO grandes e tinham soldadinhos andando por todos os lados!!! Só não conseguimos entrar nos navios porque chegamos muito tarde, e a maioria já tinha fechado. Mesmo assim, já que as nossas roupas já estavam pesadas de tão molhadas e a estação de metrô ficava longe do porto, propriamente dito, resolvemos seguir ao longo das poitas e observar os barcos... As fotos estão no Picasa, mas acho que elas não conseguem expressar o quão legal foi!!!
A única coisa não tão legal foi chegar em casa gotejando, com os documentos e câmeras fotográficas perigosamente molhados, e ainda ter uma desagradável surpresa ao abrir a secadora de roupa - onde deixamos nossa roupa lavada para secar durante o passeio - e encontrar todas as roupas naquele nível de umidade que deixa aquele cheirinho de cachorro molhado em pouco tempo... Conclusão: terminamos o dia com um varal armado no meio do quarto, com todas as roupas penduradas, e o aquecedor ligado na tentativa de acelerar o processo. Assistimos mais um filminho, pra não perder o costume, e fomos dormir já que, no dia seguinte, a gente ia viajar pra outro país... Pega essa!

Um pulinho ali na Suécia
Acordamos com alguém batendo na porta. Eita!!! A gente tinha colocado o despertador pra seis da manhã, pra ir pegar o ônibus pra Suécia, o que tava acontecendo!!! Era a Denise e o Cody, esperando os dois bonitões aqui acordarem... Hehehe... Hunft, tava tão podre que desliguei o despertador, voltei a dormir e perdi a hora pela primeira e única vez em solo dinamarquês!!! Bom, no fim, tivemos cinco minutos pra levantar, tomar café, escovar o dente e pegar as coisas pra ir pra Malmö.
Tudo deu certo, o tempo resolveu ajudar e abrir, e logo estávamos cruzando a ponte de Øresund, que liga København a Malmö. A ponte em si tem tipo uns 7km, e depois ainda precisa passar por um tunelzinho debaixo do mar... Muito sucesso!!! Quase mais sucesso do que nosso ônibus, o qual possuía wireless, bancos acolchoados e reclináveis e TOMADA para computadores... SIM!!! Isso porque pagamos a bagatela de 90 coroas (30 reais), ida e volta!

Chegamos em Malmö menos de uma hora de viagem depois, cedinho, e logo saímos para explorar o máximo possível nas poucas horas que ficaríamos lá. Visitamos um parque, o exterior de um museu com uma exposição sobre Mandela (exterior era free, interior pago... Hum, o exterior era muito mais legal), algumas praças, um cemitério e o postal máximo da cidade, the Turning Torso, ou "a torre muito louca que dá uma volta de 90 graus entre a base e o topo"... Hehehe... Por incrível que pareça, a torre é um prédio residencial, então não conseguimos subir no topo, mas deu pra tirar umas fotos bem legais! ;)
Almoçamos um famoso Kebab - um baguio praga que existe em todo lugar por aqui, feito com tipo aquele churrasquinho grego enfiado num burrito com um monte de vegetais - e, depois de morrer de andar em Malmö, visitar o hipermercado local, comprar um copo tulipa de cerveja por uma coroa sueca (uns 15 centavos de real) e descansar na beira do mar sueco (olha que belezura!) pegamos o ônibus de volta até København... Lar, doce lar! ;)


Sebo e arroz doce
Embora a combinação do sentido literal das três palavras acima não pareça muito agradável, tivemos um dia muito legal incluindo essas duas coisas!!! Depois da aula de dinamarquês, eu e o Roberto decidimos procurar um sebo barato pra comprar alguns pocket books em inglês. Encontramos um endereço na Internet e pegamos o metrô. Chegando no sebo, demos de cara com o Papai Noel, em pessoa, administrando uma espécie de porão grandão lotado de livros (des)organizados sem o menor tipo de padrão. Ao perguntar qual outro autor naquele estilo a gente podia encontrar, tomamos um "não sei, eu não leio esses livros. Só vendo eles"... NA CARA! Hahahaha...
Depois de fazer um excelente negócio e adquirir três livros de bons autores por 90 coroas (uns 30 reais), sentamos um pouco na pracinha perto do campus principal da Københavns Universitet - onde fica o busto do aluno mais ilustre da universidade, Niels Bohr - e rimos um pouco do povo estranho que parece povoar essa cidade. O melhor foi um carinha com cara de árabe almoçando: ele mordia um léião de pão com umas coisas dentro, depois pegava um talo de aipo (AIPO!) cru e enfiava na boca... HAHAHAHA... Povo maluco!
Pra fechar o dia, resolvemos fazer arroz doce e convidar os americanos para experimentarem nosso incrível prato festo-junínico! Foi um sucesso!!! Pra fechar o dia, nada melhor que um filminho... Ou, no meu caso, dez minutos do filme... Ainda não consegui terminar o filme até hoje... HAHAHA...

Um encontrinho com H. C. Andersen
Por essas e por outras, digo que København é uma terra de surpresas... Hehehe... Explico: resolvemos tirar a tarde para visitar alguns museus e exposições. Ok.

Primeira parada: estação de metrô de Kongens Nytorv, onde estava (está ainda, acho) rolando uma exposição MUITO legal chamada Urban Forest. Nada mais é do que um monte de imagens de dançarinos sendo projetadas nas paredes do metrô em meio a uma iluminação muito da hora e uma música perfeita... A exposição é super legal e já passou por cidades como New York, London e Paris...
Segunda parada: "terminal touchscreen muito louco" perto do Nyhavn... Como o nome já diz, é uma super tela gigante touchscreen, cheia de fotos, vídeos e informações sobre a cidade de København. Você pode fuçar no conteúdo, copiar para um pen drive, pra chips... E o mais legal: tem um camerazinha que tira uma foto sua com o fundo da estação e manda DIRETO pro seu email!!! Muito massa! ;)
Terceira parada: Museu "Blá" de Jóias Nórdicas. Gratuito. Ok. Massa. MEU, AÍ ZOOU. Primeiro, a gente não conseguia achar o lugar na rua. Mau sinal!!! Geralmente quando você chega na rua e vê aquele prédio gigante e velho, você já achou o museu... Ok. Depois, quando finalmente notamos que aquela lojinha com jóias caras na vitrine era o museu... Bom, vocês já entenderam. Aquela lojinha com jóias caras na vitrine ERA O MUSEU!!! QUE museu? Deu vontade de perguntar a mulher o que exatamente era um museu, mas enfim...
Aí, quando deveria ter vindo aquele momento no qual que você pensa "putz, que perda de tempo, não devia ter vindo", København te surpreende, jogando na sua frente alguma coisa incrível e muito divertida!!! No nosso caso, nesse dia, foi o Kongens Have.
Meu, pra começar, tava rolando uma exposição cheia de coisas malucas no parque. Uma sala inteira feita de grama, uns pares de botas com árvores dentro, umas coisas assim. Depois, o parque em si é muito psicodélico!!! Cheio dos labirintos, das estátuas bizarras (tipo um leão comendo um cavalo, coisas suaves assim), e de mini-praças com temas loucos... Uma delas era cheia de esculturas de dragões e de coisas com escamas, incluindo um ovo de dragão rachando... Hehehehe... Muito divertido! E, como diz o título do post, nos deparamos com uma mega estátua de Hans Christian Andersen, o filho ilustre da cidade! Lindo! ;)
Como se não fosse suficiente, ainda descobrimos que o tal lugar tem um castelo - dããã, chama "Kongens" Have, Parque dos Reis... - que hoje é de posse do exército... Não entramos porque já tinha fechado, mas ainda voltarei lá!

Espionagem de verdade
No dia seguinte, resolvemos escolher melhor os museus e aproveitamos que era quarta-feira, quando a maioria dos museus pagos passam a ter entrada gratuita (até esse dia só tinhamos ido nos free, obviamente), e fomos ao Museu da Comunicação, ou algo assim. O primeiro impacto foi ruim. Uma lojinha cheia de selos, posters... Uma torre feita com restos de telefone... E escadas, com os andares cheios de portas fechadas... Mas quando chegamos na sala das exposições temporárias... AÍ SIM, FOMOS SURPREENDIDOS NOVAMENTE!, como diria Zagallo! PUTA EXPOSIÇÃO LEGAL! Era uma exposição sobre como as pessoas - em especial, os dinamarqueses - vêm sendo observadas/espionadas ao longo da história. Durante as revoluções, durante a guerra, mais atualmente... Muito massa! Além de uns videozinhos sobre o assunto e um monte de objetos de espião de filme (tipo caneta com câmera, máquina de criptografar, etc...), ainda tinha uma maquininha de código morse e uma mesa de escuta legítima, aonde dava pra escutar áudios reais copiados...

Como nenhum passeio por København acaba quando se espera, ainda trombamos com uma igreja bonita cuja cripta subterrânea estava aberta. Tiramos umas fotos meio rápidas (porque, pra variar, começou a chover) e fomos pra casa... Tentamos assistir pela terceira vez o MESMO filme e não deu... Hehehehe... Acho que deu pra perceber como os passeios acabaram com a gente, hein? (Na verdade, comigo. Sejamos justos!)...

Despedida
Infelizmente, e obviamente, uma hora o Roberto tinha que partir!!! E foi exatamente na quinta-feira que vos descrevo! Mas ele partia só a noite, e como não podia deixar de ser, saímos passeando loucamente pra tentar ver o resto das coisas interessantes de København. Acabei não tendo aula de manhã, já que minha professora ficou doente, coitada, então conseguimos cobrir uma parte legal da cidade!!! A primeira visita, muito surpreendente, por sinal, foi ao Museu do Diesel. Lá, encontramos o ex-maior (há) motor a Diesel do mundo... E creiam... Ele é MUITO grande! Cada pistão tem tipo 90cm de diâmetro, e o motor inteiro ocupa um galpão duns 3 andares!!! Muito massa!!! Ficamos pouquinho tempo (na verdade, fomos meio enxotados, já que o museu estava fechando) e logo voltamos para a boa e velha estação de Kongens Nytorv. Lá, achamos um pufe gigante que fazia parte da exposição que estava rolando do lado de dentro da estação. Deitamos no pufe e acabamos sendo fagocitados pelo furinho do meio: ficamos pendurados de ponta cabeça uns cinco minutos, junto com as outras pessoas no pufe, sendo fotografados e zoados por todo mundo, até o Roberto me empurrar pela cabeça (hahaha) e conseguirmos escapar... Massa!!!
Como último suspiro em København, fomos até o Kastellet, o parque do castelinho lá, e ficamos tanto tempo passeando que tivemos que sair correndo pra voltar a tempo de comer uma pizza, arrumar as coisas e partir pra Estação Central, da onde o Roberto pegou o trem pra Aarhus, outra cidade dinamarquesa.

Conclusões da semana, para os vitoriosos que aguentaram o baque do post megalomaníaco: passamos uma semana muito divertida e cheia de maluquices. Semana essa que foi muito menor do que poderia ter sido, mas não dá pra brincar com o tal do tempo... Nem uma parte pequena do que aconteceu está devidamente documentado aqui, mas algumas coisas são inesquecíveis!!! Acho que deu pra ter uma noção da diversão, pelo menos!!!

As fotos de todos os dias - menos do último - estão no link do Picasa...
http://picasaweb.google.com/janayna.pin
Coloquei algumas só pra tentar ilustrar.... ;)

Espero que tenham se divertido tanto como nós!!!
Vi ses!
Jana


Os danskerne e o modo dansk de ser!

terça-feira, 10 de agosto de 2010




Hej hej, venner!

Bom, hoje, FINALMENTE, vou conseguir escrever um pouco sobre os danskerne ("danskêná", também vulgarmente chamados de
dinamarqueses, hehehehe...) e sobre o jeito que eles vivem, pelo menos aqui em København. Estava começando a ficar ansiosa, porque tem tanta coisa legal, que eu tinha medo de não dar tempo de escrever e esquecer algumas coisas que pra nós são completamente diferentes...


Pra não zoar, vou tentar escrever em tópicos! Depois de tanto falar sobre ele, não poderia deixar de começar pelo:


Københavns Transport
Pode parecer (e ser, talvez) clichê, mas o transporte dessa cidade é simplesmente fantástico. Além de ser completamente integrado e completo - você chega em qualquer canto da cidade conectando um transporte no outro - ele é extremamente pontual, rápido e bem estruturado. Ele é caro, é verdade, mas alguém precisa pagar os poços gigantes, as placas digitais, os elevadores e as escadas rolantes do metrô; o wireless grátis, as mesinhas pra computador, os espaços para bikes e carrinhos de bebê, os bancos almofadados, a placa digital e as mini TV's de plasma dos ônibus; os totens com o contador regressivo do tempo para o ônibus chegar no ponto... E, ah, as coisas triviais tipo os motoristas, a gasolina e os guardas... Hahaha...

Bom, mas mesmo assim, é mais barato do que poderia ser. Ainda na semana passada, eu e a Denise pagamos 96 reais cada uma em uma carteirinha que nos dá acesso ILIMITADO aos metrôs, ônibus, trens e barcos (os Havnebusser, que são usados como transporte de linha mesmo, através dos canais) dentro das Zonas 1 e 2 de København. Por acaso, são as zonas onde se encontram todos os pontos turísticos e os museus daqui e todos os 4 campus da faculdade (além da nossa casa, óbvio). Perfeito, já usamos o passe tanta vezes que no Brasil já teria ultrapassado os 100 reais há MUITO tempo! Hehehe...

Bikes
Antes de falar de outra coisa interessante sobre o transporte dessa cidade (a "portabilidade" do dinamarquês, que eu não canso de admirar e repetir), preciso falar da obsessão dos caras pelas bikes. Apesar de todo esse sistema de transporte maravilhoso, os Københavnere curtem muito usar a bike pra andar pela cidade, através dos quilômetros infinitos de ciclovias. Só pra vocês terem noção, tem uma outra calçadinha depois da ciclovia (como se a ciclovia pasasse ao longo da calçada, no meio dela). Eles são cheios dos protocolos pra não se atropelarem e serem atropelados, e dá um baita medo, porque eles vem na porrada e seguem o tráfico dos carros (isso é, abriu o farol pros carros, eles passam). Vai entrar na rotatória, levanta a mãozinha. Vai virar no sinaleiro, tem que parar para o pedestre. Quer ultrapassar, aperta a buzininha e o retardatário tem que cair pro lado.


Logo, deve dar pra imaginar que as bikes são tão evoluídas como carros, cheias dos acessórios. Além dos óbvios (cestinhas de monte), as bikes dos danskerne tem reboquinhos para bagagem, cadeirinhas para nenéns, carrocinhas para nenéns (essa tem duas rodas na frente, com um cestão coberto pra duas ou mais crianças) e até carrocinhas para cachorros ou ADULTOS (HAHAHAHA a gente viu um cara rebocando a namorada pelo parque). É muito bonitinho, as crianças vão curtindo a vista e, como vimos em um dia mais frio, dormindinho com a sua coberta. Muito divertido!!! Como é possível observar, não é a toa que com seus 4 ou 5 anos o caboclinho já pega sua bike SEM RODINHA, enfia um capacetinho e vai que vai pela ciclovia atrás do pai/mãe (mais constantemente o pai, que são MUITO corujas!) como um patinho. TIVE que por as fotos aqui pra provar que é verdade, porque eu quase chorei de emoção quando vi algumas dessas coisas pela primeira vez!

"Portabilidade"
E é aí que entra a tal portabilidade. Acho que todo mundo já presenciou ou pode imaginar o sufoco que uma mãe passa ao tentar entrar em um busão brasileiro (pelo menos, campineiro) com um carrinho de neném. Imagine então a confusão que seria tentar entrar no transporte com bikes normais, essas superbikes, superbikes e seus filhos, carrinhos de neném tradicionais, carrinhos de nenéns super evoluídos (com ou sem filhos), cães, ou, não muito raramente, mais de uma dessas coisas ao mesmo tempo. Ia dar m****.

AQUI NÃOOOO!!! Eles tem espaços específicos nos vagões do metrô, do trem e do busão: as cadeiras são de abaixar/levantar, tem umas espécies de borboletinhas de borracha pra bike não despencar... Muito easy! Talvez essa tal portabilidade esteja muito associada ao xodó que os danskerne têm com as crianças: elas são lindas, bem cuidadas, amadas, levadas ao parque todas as tarde (inclusive durante a corrida dos pais sarados e espetaculares), em seus barcos e etc... Tão lindinho! ;)

Praças
Falar de crianças me leva automaticamente a parques. Não vou ficar me estendendo aqui, só digo que os caras curtem um parque. Primeiro, são trilhões deles em uma cidade do tamanho de Campinas, todos floridos, verdejantes e bem cuidadinhos (alguns com elefantes, como eu disse). E a impressão é que os danskerne não trabalham, já que a qualquer hora do dia e da noite tem bandos deles esparramados nos parques com seus nenénzinhos nórdicos.

Talvez seja devido à licensa maternidade/paternidade de um ano (com direito a bolsa auxílio e visitas do pediatra em casa), talvez seja devido à carga horárias reduzida (os mercados, propriamente ditos, funcionam até no MÁXIMO dez horas, isso os chamados "24h"- embora eles fechem! Hahaha...), talvez também por que os caras só vêem o sol nesse período do ano (e, mesmo assim, num puta frio!!!)... Num sei, só sei que foi assim! Hehehehe...

Moeda
Outro coisa maluca aqui na Dinas é a grana. Quer dizer, seria muito legal se as coisas fossem baratas e se eu tivesse um monte de kroner (ou "kurrúna", na pronúncia viking deles), mas continua sendo legal mesmo assim!!! Pra quem não sabe, a grana na Dinas é a coroa dinamarquesa - danske krone), sendo que cada real custa cerca de 3.30 coroas (sim, é mais devalorizado que o real). Em compensação, as coisas aqui custam quase sempre mais de dez kroner (tipo 15kr. o quilo do tomate), e talvez por isso as moedas e notas valem muito (tem moedas de até 20 kr. e notas de 500) e os preços são quase sempre redondinhos (NUNCA vi alguma coisa com dígito diferente de zero na segunda casa decimal, é sempre 10.90; 150,00; assim por diantes). Acho que é porque o øre, ou o centavo, é muito irrisório, então na realidade eu só vi DUAS moedas de 50 øres até hoje. Aliás, as moedas são bem lindas. Algumas (tipo a de 2 e a de 5kr.) tem um furo no meio, e elas são muito parecidas com as coroas "originais" do reino da Dinamarca (que vimos no Museu Nacional!!! Rááááá!).

Outra coisa legal é o sistema que os mercados tem pra dar troco. É tipo uma maquininha onde você joga a moeda. Automaticamente, calibrado com o valor registrado no caixa, a maquininha "cospe" as moedinhas de troco!!! Muito engraçado, a caixa nem pega na grana. Aliás, a primeira vez que eu fui no mercado, a mulher apontou simpaticamente a maquininha pra eu tacar a moeda, mas eu fiquei meio com o pé atrás... Daí ela pegou da minha mão, deu um sorrisinho e mandou eu recolher o troco... HAHAHAHA... Isso me lembra...

Simpatia
Os dinas são extremamente simpáticos. Mesmo, não tô sendo irônica!!! Eles naturalmente são conhecidos como povo mais "sulista" dos nórdicos, ou seja, os mais calorosos e extrovertidos. É só começar o assunto com um dinas - lógico que não todos, mas quase - que eles engatam num bate-papo. Além disso, eles são MUITO solícitos: não só te ajudam quando você os interpela, como também SE OFERECEM para ajudar. Outro dia eu e a Dê paramos na esquina pra checar um endereço e veio um senhorzinho: "Onde vocês querem ir?". Não só ensinou o caminho com também anotou no nosso mapa o nome da estação por que não ficou seguro que a gente tinha entendido a pronúncia... HAHAHA... A mesma coisa aconteceu com uma guardinha no Metrô... E com o cara do serviço funerário, que até ligou no lugar certo pra mandarem a gente esperar... O guardinha do prédio do lugar da documentação também procurou o endereço da embaixada pra gente e anotou... Eles são MUITO simpáticos. E falando em guardinha do prédio, me lembrou....

Beleza
Juro que é o último tópico, e que eu vou ser breve nele porque ninguém vai acreditar em mim e vão ficar achando que eu tô deslumbrada. Mas os dinamarqueses são EXTREMAMENTE bonitos. Juro. Tem uns que você cruza na rua que parecem ter saltado diretamente de um comercial de óculos escuros... Hahahaha... Até os caras mais estragados tinham potencial de ser bonito (mas acho que alguém tinha que ser feio, né, afinal)!!! E não são só os universitários bonitinhos, já vimos caminhoneiros, jardineiros e assentadores de pedra que dão um baile em muito homem bonito... Hahahahaha... E todos muito, muito loiros e de olhos muito claros (alguns nem tão branquelos, mas sempre loiros e de olhos)!!! Engraçado pensar que eu e a Denise devemos parecer aqueles gringos que se destacam no meio da multidão... Pra começar a gente tem 1.60m!!! Hehehehe...

Bom, já escrevi muito mais do que a maioria de vocês vai ter pique de ler. Certamente esqueci muita coisa, mas algumas delas podem se encontradas nas fotos do Picasa!!! Conforme for lembrando ou me deparando com mais coisas, posto aqui. Mas agora me sinto melhor de não deixar essas coisas caírem na normalidade, é legal saber que uma realidade totalmente paralela existe! Hehehehe...

Vou indo nessa que já é meia noite e amanhã tem danks!!! Que aliás, é uma linguinha ingrata!!! Mas ainda não sei falar muita coisa (pra ser exata, DEVERIA saber me apresentar, falar as horas e os números... Hahahaha...), então não dá pra esbanjar muito... Só pra dar um gostinho:
"Klokken er otte i tolv! Jeg er trœt og olså søvnig!!!" - "Cléquennn é ôdá í tuof! Ái é trrrí ó oss sûûûvinái" - "São oito pras doze! Eu tô cansada e também com sono!"... HAHAHAHA... Falo muito (com ajuda do Google Translate, com não poderia deixar de ser)!!!! ;)

Beijos para todos... Godnat!
Jana



Jeg kan tale lidt Dansk!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010


Hehehe como podem ver no título do post, "eu sei falar um pouco de dinamarquês". Coloquei essa frase porque é uma das seis ou sete que eu aprendi "marromeno" e também porque não faço a menor idéia de como se fala "praticamente nada" em dinas, embora suponha que seja um bagulho cheio de consoantes desconexas e pronúncia nada a ver com o escrito, mas beleza!!!
Bom, pra deixar claro, hoje foi o primeiro dia da aula de Dansk, depois de termos passado o domingo no Museu Nacional (como alguns devem ter visto no Picasa, cheio de chapeuzinhos chifrudos de vikings).

Chegamos na faculdade com bastante antecedêcia e fomos pra palestrinha de apresentação do curso. Era uma Torre de Babel completa, com gente falando todas as línguas possíveis. No fim, fomos separados por turmas, mas todos os brasileiros (eu, Dê e PC, da UNICAMP, e mais dois caras e uma moça que só conhecemos meio por cima) ficaram na mesma sala... Pelo menos não sei de nenhum outro brazuca por aqui! Daí finalmente fomos pra sala com nossa professora, no caso, Sara (ou Sárra, hehehe...), e nos divertimos bastante: ela é super simpática e meia doida, e a língua é muito louca, dá muita vontade de rir! Hahahaha... Parece que você tá gemendo e fazendo bicos...

A primeira liçãozinha foi aprender a pronunciar todas as oito vogais dos dinamarqueses: a, œ, e, i, o, ø, u, y. A bosta é que TODAS são mega parecidas, só muda o tamanho do biquinho... Juro, esse é o critério, o tamanho da abertura da boca... No mínimo bizarro, viu... Hahaha...

Depois viemos pra casa almoçar e descansar um pouquinho, e voltamos para a palestra do International Office, que serviu principalmente pra orientar os totalmente perdidos e dar algumas informações importantes sobre os cursos e sobre as festinhas de abertura do Fall Semester, blá, blá, blá. Já exercitamos nosso longo dinamarquês com um italiano que perguntou nosso nome em dinas, e agora precisamos fazer uns três quilos de lição de casa (a famigerada HJEMMEARBEJDE, Hahahahahahahaha...), com direito a áudio dos biquinhos e uma "chamadinha" oral amanhã. Espero que não zoe muito a vida, a língua é muito aleatória mesmo, eu juro!!!

Pelo jeito, meu post sobre a família dinamarquesa e os costumes e transporte da cidade ficará pra outro dia (porque hoje já são 9h33 e eu nem sei soletrar meu nome com a pronúncia nórdica hauhauhaa), então até amanhã!!!

Hej hej, farvel! ;)
Jana

Kastellet e Amalienborg!




Hej hej!!!

Continuando a sessão dos posts atrasados, vou contar bem por cima como foi a nossa descoberta meio involuntária do Kastellet e nossa visitinha ao castelo da Rainha!

Sábado, só pra ter noção da distância e do tempo, eu e a Denise decidimos dar uma passada no campus da Københavns Universitet onde teríamos aulas de Dinas (que começaram hoje!!!), o Søndre Campus, ou campus do sul. Só que como o transporte aqui é tão surreal que em tipo 20 minutos estávamos na frente da faculdade, devidamente orientadas (na realidade, a estação de metrô desemboca no campus, hahaha...) e sem ter o que fazer. Decidimos dar uma olhada no nosso providencial mapa e procurar um dos lugares que o nosso mentor tinha assinalado como digno de ser conhecido. O mais próximo era um lugar em forma de estrela chamado Kastellet, mas a estação mais próxima do lugar era uma estação do S-Train (o trem, mesmo, não o metrô), que nós nunca tínhamos usado. Resolvemos pegar o bendito, e rapidinho estávamos no tal Kastellet, que estava marcado com uma plaquinha numa entradinha arborizada. Aí eu e a Denise olhamos uma pra outra com cara de "putz, que zoado" e entramos. Não precisa nem falar que a gente se surpreendeu.


Além de estar em um dos fortes medievais mais preservados de toda a Europa, com direito a igreja (maravilhosa, por sinal), moinho, canhões, celeiros vermelhos, fontes e lagoas, o Kastellet fica em um morrinho (artificial, eu suponho, já que é o único lugar não plano que conhecemos até agora, e tem umas depressões de formato estranho), que dá de frente pro Mar, onde tem os tais cataventos de energia eólica e o povo nórdico curtindo o que eles supõe ser o calor. De quebra, nos deparamos com um casamento, ou parte dele, a gente não entendeu. Só sei que do nada tinha uma negada vestida de social (ou qualquer coisa assim, já que tinha uma mulher de vestido e papete!!! HAHAHA!!!), com umas tacinhas de champagne de plástico e uns fotógrafos... Hahaha... Muito engraçado!!! Olhem no Picasa depois, as fotos estão todas lá!!!


Não satisfeitas com a surpresa, tivemos outra surpresa ao descobrir que o "novo" castelo da rainha, onde a família real mora ]atualmente, era ali pertinho. Não existamos em aproveitar o dia infinito que faz nessas latitudes, nessa época do ano, e fomos conhecer o Amalienborg. Chegando lá, encontramos o maior bafafá de gente (a maioria turista, é verdade, mas muita família dinas), barcos, crianças, cachorros...Acho que eles estavam aproveitando o sol e o calor que fazia, digamos... Uns 20, 22 graus? Hahaha... Uma vez no Amalienborg, pudemos ver a grande praça com a estátua doooo... Adivinhem... FREDERIK!!! E também os guardas reais, muito legais!!! Mas coitados, maior dó, eles seguindo o caminhozinho cheios dos protocolos, maior quietinhos, e um monte de gente rindo e tirando fotos... Hehehe... Fora que, como a Dê falou, eles não tão protegendo nada, se um doido quiser entrar correndo no castelo e pegar a rainha... Hahahahaha...


Terminamos o passeio deitadas na amuradinha do porto na frente de Amalienborg. Mais pra frente já era o Nyhavn (a gente nem sabia), então demos mais uma voltinha lá - com direito a encontrar um casal (a gente acha) gay italiano, que super puxou assunto e foi conversando com a gente pela praça... Hehehe...

Nyhanv!!!

Hej hej, pessoal!!!

Bom, tenho alguns minutos pra falar um pouco sobre nossa visita ao Nyhavn, ou o "Novo Porto" daqui de København (ou "Porto dos Mercadores"), então tentarei ser objetiva. Uma outra foto desse lugar torna-se desnecessária no post, já que é exatamente a ruazinha cheia de casinhas coloridas e barcos que aparece no banner do blog, fotografada por mim!

Eu, sinceramente, recomendo uma visita a Nyhavn a todos que estiverem um dia em København. Não só porque dá aquela sensação de "estar na foto de quando se clica Copenhagen no Google Imagens" (né, Dê?), mas também porque tem um clima muito especial e animado: as pessoas sentam nas mesinhas dos restaurantes com os cobertores oferecidos pelos estabelecimentos (sim, tem uma cobertinha no encosto de cada cadeira) e tomam uma cervejinha de frente pro canal, que liga a bahia de København ao Mar do Norte, batem papo em várias línguas, curtem os patinhos do canal... Hehehe...
Na nossa primeira visita ao Nyhavn (Já fomos lá de novo, ontem a noite, curtir uma friaca... Hahaha...), pagamos cerca de dez reais em um passeio de barco pelos canais e pela "Velha København", digamos assim. Dos canais deu pra ver vários prédios e ruas antigas, de um bairro que antes era mega afastado da cidade e se tornou o mais caro, atualmente, depois que um dos reis resolveu dar terras e casas para quem se dispusesse a morar tão longe, com direito a isenção de 12 anos de impostos.


A gente também aprendeu que a bandeira da Dinamarca é a bandeira mais antiga do mundo, passou na frente do melhor restaurante do mundo segundo a última edição do Guia Michelin, viu as estátuas do Frederik (o rei bonzão, que dá nome pra metade das coisas dauqui) e do Absalon (um guerreiro medieval que meio que fundou a cidade), entre outras coisas. Também conseguimos ter uma visão "marítima" do Opera House e do Play House, duas construções super modernas e maravilhosas. A Opera House, especificamente, é a construção com o maior telhado do mundo (Hahaha pega os records) e faz parte do Eixo do Poder, do qual também faz parte a Frederik's Church (ó o cara de novo) e o castelo real, chamado Amalienborg, o qual conhecemos no dia seguinte tal qual descrito no próximo post (assim que der tempo de escrever... Hahaha...)...


Mas, pra terminar esse post aqui e sair pra palestra do International Office, acho que o mais legal de Nyhavn é imaginar como era aquilo há muitos anos atrás... É meio fácil imaginar uns marinheiros daqueles de filme, sabe, com cachimbo (que eles fumam na rua até hoje, que nem cigarro), barbona e boina jogando dados e bebendo cerveja, porque na realidade ainda tem uns naipes desses lá, fazendo exatamente isso, em meio às gaivotas... Infelizmente já faz três dias que eu estive em Nyhavn, então parte daquela sensação de primeira impressão já era... Fora que eu estou tendo menos tempo do que gostaria para descrever tudo e a sensação de não conseguir deixar o blog em ordem é muito ruim, mas espero que as fotos dêem uma idéia de como foi nosso passeio ao Nyhavn e quão especial é esse lugar!!!

Se der tempo, hoje mesmo escrevo sobre a visita ao castelo da rainha e ao museu nacional... E, por último, falo um pouco dos dinamarqueses e da cidade em si, tão particular!!!

Hej hej, vi ses! ;)
Jana

Elefantes em København!

domingo, 8 de agosto de 2010



No dia seguinte, voltamos ao lugar (certo) e finalmente nos legalizamos aqui dentro da Dinamarca. Na volta, paramos em um estabelecimento bem bonitinho e relativamente barato e comemos um lanchão de "laks", vulgarmente chamado de salmão (Hááááá!), cheio de tomates, mussarelas de búfala e abacate. Devidamente legais, resolvemos conhecer o Frederiksberg Have (que se pronuncia mais ou menos como Áue), o maior parque aqui da Kommune, e tivemos uma grande surpresa: o parque é lindo, cheio de gente curtindo o sol, tem uma construção maravilhosa, vários jardins... e ELEFANTES!!! Sim! Elefantes!!! Na realidade, o Have abriga o viveiro dos elefantes que pertence ao Zoo de København, que fica do outro lado da rua e, como é pago, ainda não teve o prazer de receber uma visita nossa... Durante a observação dos elefantes, tivemos mais um contato simpático com dinamarqueses: um grupo de senhores e senhoras que ficaram apaixonados com a idéia de que éramos brasileiras e que deixaram claro que o elefante não é o animal típico da Dinamarca... Hahaha...



De volta pra casa, fizemos nossas primeiras compras (de coisas essencialmente baratas e, portanto, bem estranhas, como beterraba em conserva e queijos St. Paulin) e encontramos uma lojinha de 1.99 muito interessante, que aqui é chamada de "ti eller tyve" (pronúncia xis), que significa literalmente "dez ou vinte". Digo literalmente pois, nessa lojinha, as coisas custam APENAS 10 OU 20 coroas dinamarquesas, chamadas de kroner (cuja pronúncia bizarra é próxima de "kurrônah").
Depois do "10 eller 20", fomos atrás de um passe para poder usar o transporte público, já que queríamos poder ir para lugares mais distantes e nossos pés e corpos já estavam podres. Depois de pedir ajuda pra um imigrante que trabalhava numa lojinha (onde o tal cartão é feito) e pra um dinamarquês (super doido), conseguimos nosso valioso passe. Com ele, podemos usar ônibus, metrô, trem e "Havnnebusse", ou, como o nome diz, ônibus de porto, que é literalmente um barquinho que anda pelos canais de Copenhagen como se fosse um ônibus mesmo.
Pra estreiar o passe, pegamos um ônibus até o Frederikshave e morgamos um pouco no parquinho que fica na frente dele. Finalmente, voltamos pra casa e combinamos de conhecer o ponto turístico mais famoso daqui, o chamado Nyhavn, ou "Porto Novo", já que København significa algo como "Porto de Comerciantes". Na realidade, talvez ele seja o segundo mais famoso, depois da Der Lille Havfrue, ou a Pequena Sereia, cuja história foi criada pelo morador mais ilustre daqui, o Hans Christian Andersen). Mas ela, agora, está em um pavilhão de arquitetura sustentável na China, e, de qualquer maneira, acho difícil ser mais legal que o Nyhavn, sobre o qual é o próximo post. Infelizmente, eu estou completamente podre aqui, então ele vai ficar pra amanhã!!!


Hej hej, vi ses!!! ;)
Jana


...Quase morrer por um CPR-Number.

sábado, 7 de agosto de 2010



Numa demonstração da incrível organização do governo dinamarquês, todos os residentes por mais de três meses na Dinamarca precisam tirar um documento que eles chamam de CPR-Number. Avisadas sobre isso, eu a Dê acordamos cedo no nosso primeiro dia na Dinamarca e partimos numa empreitada a pé até o endereço do escritório onde, supostamente, tiraríamos o tal documento. Seria nosso primeiro contato "sério" com os dinamarqueses e rolou uma tensão ao pensar que a gente podia não entender o inglês deles ou trombar com alguém que só falava dinamarquês. Mal sabíamos nós que os dinamarqueses falam inglês muito fluentemente (do porteiro ao motorista do busão, do vendedor da quitanda aos senhores e senhoras na rua). Ao chegar lá no tal escritório, nos deparamos com uma velha tosca (até agora, uma das únicas má impressões que tivemos dos Danes) que resolveu supor que a gente não falava inglês e usar palavras chaves pra se comunicar com a gente. Mas, ao invés de escolher palavras-chaves esclarecedoras como "wrong place", "go to Frederiksberg office" e "not here", ela escolheu "unusual" e algo que nos soou como "Ferrediksbeár" para tentar nos explicar que, como estamos morando na Frederiksberg Kommune, uma espécie de distrito de København (estilo Barão), precisávamos ir ao escritório específico dessa tal comuna e, aí sim, tirar o documento. Finalmente, depois de ouvir a mulher repetir "unusual" e "Ferrediksbeár" umas quinze vezes, ela teve a presença de espírito de rabiscar o København da nossa ficha de inscrição, escrever Frederiksberg (aaahhh, era isso que ela tava tentando falar!!!) e nos entregar um mapa com o tal lugar assinalado. Ok! Resolvemos almoçar como duas quase dinamarquesas, pobres, e compramos uma espécie de marmitinha fria que eles comem por aqui, e que, no nosso caso, era de bola de carne de porco frita e salada de batata. O problema é que a marmitinha vem sem talheres, e estávamos mortas de fome e longe da nossa casa. Do nada, surgiu a entrada para um lugar verdejante na rua, na nossa frente, e entramos. Mal sabíamos, mas a gente tinha chegado no maravilhoso Ørstedsparken, um dos muitos parques lindos que eles tem, misteriosamente mocosados no meio da cidade. Foi lá mesmo que sentamos no gramado e comemos a marmita... com a mão. Hahahaha, que beleza! =)


Depois, rumamos na direção do escritório em Frederiksberg onde devíamos tirar o tal documento. Agora, depois de tudo, pensando e refletindo bem, o que aconteceu foi uma enormíssima (com o perdão da palavra) cagada. Mas, naquela hora, partindo do princípio que éramos duas meninas brasileiras em seu primeiro dia na Dinamarca, em meio a uma pronúncia insana e a nomes de rua totalmente sem sentido, a confusão nem foi tão ruim assim, mas foi no mínimo... de CHORAR de rir. Bom. O lugar que precisávamos ir se chamava alguma coisa tipo "NganblhuidbnpkService". Ou, brincadeiras a parte, "palavratipicamentedinamarquesaService". Chegando perto do endereço, com uma eficiência de dar orgulho até, vimos uma placa onde se lia algo como "NkjhkjhabjehfgefhgfhService" e entramos. Sim, VOCÊ, sentadinho aí na sua cadeira, com calma e atenção, percebeu que os dois "Nahakjahkajajfajhaf" são diferentes. Mas nós, naquele contexto, não. Resultado: o senhorzinho de dentro do estabelecimento terminou a sua chamadinha telefônica, deu aquele sorrisão pra gente e perguntou no que podia nos ajudar. Nós explicamos a situação e sentamos na cadeirinha, esperando que ele pedisse nosso passaporte e o visto, mas ele fez uma cara estranha e insistiu "no que podia fazer por nós". Depois de conversar um pouco, o senhor riu perguntou pra gente se nós sabíamos o que eles faziam naquele lugar. Ele próprio respondeu, muito educado: "Isso daqui (BegravelsesService) é uma Casa Funerária!".

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Termino o post observando que podíamos ter entrado numa agência de turismo. Numa escola. Num restaurante, num porto, numa casa, num circo ou num pet shop. Mas NÃO!!! ENTRAMOS NA CASA FUNERÁRIA!!! Hahahaha... Não obstante ainda acabamos perdendo o horário do escritório (já que o senhor funerário fez o simpático favor de ligar lá pra perguntar até quando ficava aberto e nos explicar o caminho), e tivemos que voltar no dia seguinte...

Como?

Hej!!! (Se pronuncia algo como 'Háei', por incrível que pareça!)

Bom, que eu cheguei, eu cheguei, e a maioria já deve imaginar isso. Mas como? Na tentativa de contar um pouquinho do que eu vi e senti quando coloquei os meus pezinhos tupiniquins em solo viking, escrevo esse post dedicado à viagem e às primeiras impressões da linda København (ou algo como 'Cãbenrráun', em dinas). JURO que vou tentar ser breve nas partes mais óbvias, mas devo acrescentar que, aqui na Dinamarca, quase nada é óbvio pra nós... Hehehehe...

A Partida
Nem preciso comentar. Choradeira, como era de se esperar!
E com razão!!! Que saudades que dá! ;)

A Viagem
A viagem de São Paulo até Frankfurt foi tranquila, apesar de "ressecadora" e quase infinita... Meu Deus, quando deu umas 5 horas de viagem eu já não aguentava mais ver a telinha com o aviãozinho no meio do mar, parecia que não andava... Além do mais, apesar dos valiosos serviços do nosso querido comissário de bordo (carinhosamente apelidado de Hans), que passava com água e suquinho madrugada a dentro, a atmosfera no avião estava mais seca que o Saara, eu precisava me esforçar pra piscar. O mais incrível de tudo é que voamos na direção do nascer do sol, ou seja, o dia começou a raiar muito antes do previsto, por cima das nuvens!!! Lindo! Finalmente chegamos em Frankfurt e, a partir dali, a Torre de Babel começou... Hehehe... Sorte que na Europa quase todo mundo entende o inglês e sabe dar um help para viajantes perdidos (como eu e a Dê! Hehe...). Depois de algumas horas esperando no aeroporto, chegou nossa conexão e voamos rumo à famigerada Península da Jutilândia, onde se ubica a querida København Ø (que, nos caracteres normais, significa Ilha de Copenhagen... Juro! Ø, que se pronuncia como "ã" - eu acho - significa "Ilha"!). Ainda antes de pousar já começamos a nos apaixonar pela paisagem: um montão de verde e uma ou outra casinha, daquelas meio de fazenda, no meio do nada, embora na beira do mar! E, no mar, um monte daqueles cataventos que captam energia eólica, uma visão bem interessante! =)

A Chegada
Como prediria Murphy, nossas malas foram umas das únicas a surgirem pela esteirinha, o que deu um pouquinho de medo de que ele tivesse dado o ar da graça de sua Lei. Mas, finalmente, elas apareceram! O problema é que cada uma de nós tinha mais de quarenta quilos de mala e nenhum carrinho, já que eles ficavam láááá atrás no aeroporto e nosso mentor, o Aske, supostamente estava esperando por nós no desembarque havia mais de meia hora. Devo acrescentar que, além de não nos conhecer, não tinha nenhum meio de nos contatar, e tudo o que sabíamos dele era que ele era loiro e alto (portanto, um homem dinamarquês). Pra nosso alívio, ele ainda estava esperando lá fora, segurando uma plaquinha com o nosso nome, estilo aquelas de filmes! ;)

Primeiro Impacto
Bom, nosso primeiro impacto a respeito dos dinamarqueses foi bom. Muito bom. Não só porque todos eles são altos, malhados, maravilhosos e parecidos com top models (hahahaha), mas também porque eles são muito simpáticos e gostam muito de ajudar. O Aske, por exemplo, já tinha pegado a chave da nossa casa (que, caso contrário, só estaria disponível no dia seguinte), e tinha também comprado dois tickets de metrô pra gente, que... METRÔ? COM QUATRO MALAS DE VINTE E TANTOS QUILOS? Sim!!! A hora que ele nos informou que íamos pegar um metrô, previ que ia ser uma experiência traumática, mas me surpreendi muito. O metrô dinamarquês (assim como o resto do transporte público, que merece ser comentado melhor depois) é totalmente adaptado para portar todo o tipo de "tralha" que os dinamarqueses curtem carregar por aí: carrinhos (na realidade, carrões) de neném, carrocinhas de bagagem, bicicletas, bicicletas atreladas em carrinhos de nenéns, triciclos, malas, cães de grande porte, entre outros volumes impensáveis de se portar em qualquer meio de transporte brasileiro (ou, talvez, da América em geral). Assim, chegamos sem muitos problemas até o ponto perto de casa. Juro que gostaria muito de descrever minha primeira impressão sobre o caminho até a Nordre Fasanvej (ou, como custamos a aprender, "Fêisenvái"), mas eu estava tão ocupada e podre arrastando as malas que tudo o que eu lembro desse momento é a dor e o sofrimento. Hahaha... Mas o nosso prédio, incrivelmente, chegou, e depois de brigar um pouco com o modem da nossa Internet, falei com o povo de casa e fui dormir, tão detonada como se eu tivesse malhado por 6 horas consecutivas. Acordei pronta para...

Cheguei!

Não só em Copenhagen, como também no tal blog. FINALMENTE deu tempo de dar uma sentadinha pra me dedicar aos relatos que eu pretendo fazer dos meus dias aqui na Wonderful Copenhagen!!! E como três dias inteiros já se passaram, for a o atribulado dia da chegada, nada mais justo do que cinco posts: um para cada dia e um exclusivo para os Danes, os simpáticos dinamarqueses! =)

(Fora que, assim, dá pra ler as pancadas de textos aos poucos!)

Hej hej, vi ses!!!
Jana