Hej hej, Danmark... Vi Ses! ;)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Primeiramente, preciso admitir que não comecei a escrever esse post hoje, depois de entregar as chaves da casa e ir vagar pelo campus da facul com a Di e a De pra matar o tempo. Tampouco comecei em 16 de janeiro, quando dei uma sentadinha de leve no computador pra não perder algumas palavras que estão na cabeça.

Comecei a escrever esse post lá atrás, quando resolvi fazer o blog. Eu nem imaginava, mas as coisas às quais eu vou dedicar o post já me cativaram há muito tempo...

Pra variar, acho que esse post vai ser longo. Mas ele merece - talvez mais que todos os outros - porque é nesse post que eu vou agradecer Copenhagen por tudo que ela fez por mim, e por tudo que ela me deixou fazer em cima do seu chãozinho nórdico!

Copenhagen, a OPEN Copenhagen... =)
Ô cidade buniiiitaaaa di Deeeeeeeus!

Não é a maior das capitais européias... Nem a mais cheia de pontos turísticos, ou a mais cheia de prédios deslumbrantes, ou a mais colorida, ou a mais cinzenta, ou a mais fria, ou a mais limpa... Ela não é muito "a mais", porque ser "o mais" não é mesmo cara de dinamarquês, sempre centrados e equilibrados. Sendo assim, dinamarquês também não gosta de ser "o menos", então Copenhagen é... Perfeita. Na medida.

Cops me recebeu de braços e canais abertos... A despeito do fato de que todo mundo é loiro, lindo, sarado e de olho claro, aqui todo mundo tem os mesmos direitos.

Mas Cops foi boa pra mim não só por isso. Nem por causa do transporte ideal, nem por causa da consciência ambiental, nem por causa das pessoas educadas... Cops foi boa pra mim porque ela me ensinou um monte de coisas.

Cops me ensinou a aceitar o inevitável e sair de casa mesmo com chuva, neve, escuridão prematura ou neblina. Cops me ensinou a cozinhar. Cops me ensinou a olhar pros dois lados da rua e depois pros dois lados da ciclovia antes de atravessar. Cops me ensinou a andar do lado direito na escada rolante e a usar um mapa. Cops me ensinou seguir as regras, a respeitar os idosos, a valorizar as crianças, a cumprir os horários, a conviver com os vizinhos. Cops me ensinou a reciclar e a não perder moedas, jamais. Cops me ensinou a tomar sol no parque e a patinar no gelo, e Cops me ensinou também que sofá, gavetas, espremedor de batatas e aspirador de pó são coisas supérfluas (mas são UM MÁXIMO). Cops me ensinou a fazer amigos novos, a preservar e receber os velhos amigos e a família, e a sentir falta daqueles que não podem estar aqui. Com todas essas categorias de amigos, Cops me ensinou que Singapura, Dinamarca, Holanda, Brasil, Turquia, EUA, França, Áutria, Grécia, todos se cruzam aqui, em suas ruas. Cops me ensinou a economizar. Cops me ensinou a gastar. E, mais importante, a saber EXATAMENTE quando e no que fazer cada uma dessas coisas. Cops me ensinou a comprar passagens, a reservar hostel, a embarcar... Cops me ensinou a voar!!! (Por mais clichê que isso possa ser, é mesmo literal.)

Copenhagen, Côpenrrêigan, Copenhaga, Cops, København (Cubêirráun?)... De repente, ela poderia chamar Janalândia e eu não acharia estranho. Minha Cops!!! Diferente de tantas outras Cops por aí, mas ao mesmo tempo a boa e velha Cops de sempre...

Sabe, vai ser difícil deixar suas ruas largas, seus canais (agora congelados, mas já cheios de patinhos), seus parques, seus cidadãos... AAAAHHHH COOOOPPSSS!!! Que saudades vou ter de você!!! Quantas vezes vou querer acordar e sair do número 119 da Nordre Fasanvej, patinar pela neve derretida até a Godthåbsvej, pegar o 2A até a LIFE e assistir uma aulinha de Sensory Science antes de correr pra almoçar macarrão com queijo e vegetais requentado da janta!!! Quantas tardes vou querer andar até o metrô no friozinho bom que fica quando tem sol, passar no Føtex do Frederiksberg Centret, comprar um leite do Budget e um sorvete-de-caixinha e voltar pra casa na escuridão das 4h da tarde!!! Quantas vezes vou querer passar a tarde em casa fazendo relatório, com a TV online falhando, o Skype pifado e o aquecedor barulhento por causa das bolhas de ar!!! Quatas vezes vou querer comer (qualquer coisa que randomize macarrão, bacon e queijo) com a De, tomar a sobremesa antes da janta porque a gente é adulta, fofocar, se desesperar, assistir um filminho de tarde, arrematar com um vídeozinho do Youtube e uma sessão de xingamentos sobre a conexão zoada...!! QUANTAS VEZES COOOPSSS! Quantas!!!

Agora, homeless total, sentadinha na biblioteca aquecida da facul esperando dar cinco horas pra ir pro meu lar temporário dessa noite (casa do Cody, onde nossas bagagens vão ficar também), é estranho pensar que eu não vou mais voltar pro meu quartinho, pra minha caminha, pro meu larzinho dinamarquês. Em Cops haverão outras vezes, mas provavelmente não lá. Que bizarro! Hoje, na hora de sair, me despedi do meu studio e pedi que o próximo morador fosse legal com ele... Ai, ai.

Por outro lado, daqui a exatos 20 dias, estarei no meu quartinho, caminha e larzinho BRASILEIROOOOOSSS!!! UHUUUULLL!!! Com a minha família e os meus amigos da categoria "amigos do Brasil no Brasil"... Estou com MUITAS saudades!!! Caramba! =0)

Agora, só escrevo de volta ao nosso solo verde e amarelo, depois da nossa super viagem Berlim-Amsterdam-Madrid-Lisboa-Barcelona-Paris-Copenhagen... Só de pensar em chegar aqui, pegar as (QUATRO E GIGANTES) malas, ir pro hostel da última noite, levar todas as malas pro aeroporto e encarar uma viagem de mais de 15h dá uma preguiiiiiiçaaaaaaa... Ainda mais pq depois de viagem a gente fica parecendo uns inválidos... Mas, repito: estarei indo pra casa!!! ;))))

Então, aproveito essa última publicação européia para agradecer a todo mundo que teve paciência de ler os meus posts até o fim, que se compadeceu com as repetidas ações de Murphy em minha vida, que riu com as nossas burradas (muitas), que sentiu um pouquinho do que foi meu dia a dia escandinavo e das viagens e que matou um pouco das saudades remotamente! =)

Aliás, falando em Murphy, só pra registrar: ELE NÃO ME LARGA! Ontem, na faxina-final-louca-não-sinto-mais-meus-músculos, eu e a Di estávamos lindamente lavando a prateleira de vidro do frigobar quando... A PRATELEIRA EXPLODIUUU! Sim, explodiu. Explodiu em milhares de caquinhos pequenos e regulares, voando por todo o banheiro... Ela não quebrou, ela explodiu. De um jeito que só Murphy seria capaz de fazer.

Enfim, estamos com os dedos da mão e do pé todos cortados e, por causa dessa zica no ÚLTIMO dia, vou ter a prateleira da geladeira que eu tanto cuidei por seis meses descontada do meu depósito inicial - que supostamente seria todo devolvido depois que eu voltasse pro Brasil.

Bom, coisas de Murphy. Enquanto ele me faz perder o passaporte e explode a prateileira da minha geladeira magicamente, tá bom. GRAÇAS a Deus ele não quebrou minha perna, me fez ser forçada a virar escrava sexual na europa ou ser presa. Hahahaha como diria a Denise: "É o famoso 'é o que tá tendo'."

Sem mais nesse post, senão uma mensagem de saudades ultraoceânica e um agradecimento por tudo o que de bom que aconteceu nessa minha experiência na terra dos Vikings, me despeço por enquanto... ;)

Até logo, vi sejs e se cuidem, que já, já eu volto...
Jana

Ano Novo, Vida Nova e Murphy a 7 Palmos

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Hej hej hej hej hej hej, venner!!!
Hvor gå det? Det gå FINT!!! FINALMENTE!

Hahahaha parece até surreal que nosso Ano Novo na Itália tenha funciado, dado o panorama desanimador descrito no post passado. Mas, por incrível que pareça, mais nenhuma desgraça aconteceu, nenhum documento foi perdido ou voou com o vento, nenhuma mala foi despachada por excesso de dimensões, nada. NADA! N-A-D-A. E, finalmente, De, Lu e eu embarcamos pela segunda vez em 48h rumo a Berlin, de onde já tínhamos as passagens pro Ano Novo compradas.

E, assim, venho por meio deste narrar a vocês como foi nossos dias de exploradores da Terra da Pizza e da mão-de-coxinha.

Alemanha - Tentativa #2
Ahhhhh... Já diz mamãe que a gente precisa olhar sempre o lado positivo das coisas. E qual seria o lado positivo de pagar uma fortuna (relativa) numa passagem em cima da hora, no dia do Natal, para Berlin???...

... Voar de companhia não-low-cost, é claroooo! Nossa, gente, a gente tinha esquecido o quanto era bom não voar de Easyjet/Ryanair (não cuspindo no prato onde ainda iremos de comer, e muito). Mas já no portão de embarque pra pegar nosso voo de AirBerlin, deu pra perceber que teríamos 40min de tratamento muito mais vip do que estávamos acostumados... Hehehe...

Pra começar, o portão era num lugar comum do aeroporto, e não na extremidade mais longe, erma e abandonada do aeroporto de Copenhagen de onde decola todo e qualquer vôo nosso... Só pra ter noção, tem uns numerinhos no chão indicando quantos minutos faltam pra você andar até o portão, acho que pra ninguém desanimar e achar que tá indo pro lugar errado. Tipo, "Keep walking, seu portão chegará!"

Depois, tínhamos 20kg de bagagem pra despachar, cada um, incluso no preço. Preciso dizer que, de tão acostumada com a pobreza de só ter a mala de mão pra levar, eu li no site que a mala de mão da companhia era 6kg e entrei em desesper? Só depois eu fui lembrar que, dessa vez, a gente podia despachar uma mala de até 20kg que não pagaria adicional! MEU DEUS! No fim a gente acabou embarcando com as mochilas como mala de mão mesmo, porque tínhamos outros voos Easyjet ainda, mas só de saber que eu podia ter despachado a bagagem, eu já me senti uma rica... =)

Finalmente, na cabine, nos deparamos com televisãozinhas mostrando o - curtíssimo - trajeto, previsão do tempo... E BEBIDAS E COMIDAAAAAAAAAAAAAS! A gente quase chorou quando o cara passou com o carrinho oferecendo Coca e dando um potão de iogurte com cereais pra cada um, de graça. Mas é tanta pobreza nesse trio buscapé que a gente passou uma puta vergonha logo de cara, tipo um neon na cabeça dizendo: "Eles só voam low-cost": a hora que a mulher botou o iogurte na mesinha, a gente procurou a colher mas num achou, e chamou ela de novo... Ela não falou nada, virou o pote de ponta-cabeça e apontou a colher dobrável que vinha acoplada sob a embalagem. Ok. Com direito a comissário gansando a história e rindo da nossa cara. (Y)

Como um último ato da nossa chiquetosidade aeronáutica, desembarcamos no aeroporto de Berlin Tegel. Já conhecíamos o outro, o Schönefeld, de cor, já que tínhamos desembarcado e embarcado nele em menos de 24h, e, gente, eles nem se comparam. Pelo menos deu um gostinho de sucesso desembarcar pelo menos uma vez no aeroporto bom de uma cidade européia... =)

Finalmente voltamos a nossa miserável realidade, e utilizamos o passe de busão que ainda tínhamos guardado da primeira Berlinzice (veja, só, deu pra usar!) pra partir, de mochilas e tudo, para nosso primeiro ponto turístico: Brandenburger Tor, o famoso portão de Brandeburgo (hahahaha essa tradução parece muito tradução de Senhor dos Anéis... Hahaha...). O portão é gigantão, e estava super bonito todo envolto por neve. Foi por esse portão que Napoleão invadiu Berlin depois que a Prússia (antiga Alemanha) perdeu para o exército do baixinho. O portão também virou um símbolo nacional depois que os Nazis assumiram o governo, e por sorte o coitado ainda conseguiu sobreviver a segunda guerra (memso que tenha sido restaurado). Em cima tem uma carruagem com a cruz de ferro, que também foi um símbolo Nazi (tanto que, junto com a suástica, foi proibido depois da segunda guerra)... De arrepiar.


Depois de admirar o portão e começar a congelar os pés no frio intenso que estava - menos seis, segundo o forecast, mas uma sensação térmica muito pior, eu juro - andamos um pouco pela região, tiramos fotos do Parlamento (que estava todo interditado para entrar, infelizmente), tals, e fomos procurar algum lugar para comer. O lugar tinha que ter apenas duas características: ser barato e ser aquecido. Se fosse mais caro e aquecido, tudo bem, o que não podia era não ser aquecido. JESUS, a gente tava quase morrendo!!!

Por mais impermeável que fossem nossas roupas e sapatos, estava nevando, a neve já caída estava alta, ventava e fazia muito frio. Tava beirando o insuportável!!! E ainda nem tinha começado. Finalmente achamos um MacDonalds, e a parada foi lá mesmo. Depois de comer, fazer xixi, e tals, partimos para a segunda etapa do único (meio) dia que tínhamos pra conhecer Berlim. Pegamos o metrô direto pra torre de Alexanderplatz, uma torre toda pscicodélica e enorme (vide http://www.youtube.com/watch?v=jsBBNg1ZKK8). Como tínhamos pouquíssimo tempo pra conhecer as coisas, preferimos não subir na torre eee... Tá. Na verdade a gente não subiu porque era MUITO caro... HAHAHA... Enfim.

Depois de ficar alguns minutos no hall gratuito da torre - para se aquecer - saímos de novo em direção a Catedral de Berlim. Pelo caminho, passamos pela Prefeitura de Berlim e pela feirinha de Natal bacanuda - falarei sobre ela mais tarde. (http://www.youtube.com/watch?v=ap4z-j5RBQw)

Mesmo prestes a congelar, nesse momento, conseguimos apreciar a Catedral de Berlim. MUITO linda, toda detalhada. Saindo da Catedral, resolvemos parar numa loja de suvenirs para...

... comprar suvenirs? Nãoooo! Para se AQUECER!!! Existem duas maneiras boas de se aquecer quando se viaja em uma cidade muito fria e se fica o dia todo fora:
1. Usar o transporte público.
2. Entrar em lojas de suvenirs.

Antes de utilizar-se da maneira 1 de um jeito quase vergonhoso, resolvemos passar na feirinha de Natal e comer ou beber alguma coisa típica e gostosa. Afinal, apesar do fato de que tudo estava de ponta cabeça e os dias não fazeriam nenhum sentido na minha pobre cabeça, era dia 25, Natal! =)

A feirinha tava linda, cheia de barraquinhas meio rústicas, comidas cheirosas, vinho quente e até tabernas (uma delas tinha uma nega com um chapéu de guaxinim sevindo cerveja de frutas dum barril de madeira hauhauhauhaa... Praticamente um hobbit.)... Tocava musiquinhas de Natal, tinha uma pista de patinação e um presépio, mas teria sido MUITO mais legal se a gente não tivesse morrendo de frio... Mesmo, acho que nunca passei - e não passarei mais - tanto frio na minha vida. Eu, a De e o Lu já não sentíamos mais os pés nem as mãos, literalmente. Não doía mais, simplesmente não sentia! Mesmo assim, minha língua ainda estava ótima e eu resolvi comer um waffle enorme mergulhado numa coisa que chamava "Zlanjnmnsslzmmsnss" ou qualquer coisa do gênero, mas na realidade era um purê de maçã bem docinho espetacular. Mas ficou gelado em cinco segundos (literalmente). (http://www.youtube.com/watch?v=CTvrXnM8_Cw)


Fim da feirinha, hora deeee... Deeee... De... Qualquer lugar quente. Chegamos no limite, não dava mais pra andar. O meu maxilar dóia de frio, meu DENTE doía de frio (parecia que eu tava andando de boca aberta num sorvete gigante), nenhum de nós tinha capacidade de falar (a gente falava que nem retardado, acho que a boca meio que dormia) ou de usar os dedos das mãos. Resolvemos então usar o método 1 de se aquecer e usar o transporte público. Pra onde? Para lugar nenhum, a gente só queria o aquecedor do trem. Pra não correr o risco de ir parar em um lugar muito aleatório, pegamos a linha do metrô que circula e cruza as outras linhas radiais, de modo que você não precise fazer muitas conexões para se locomover entre linhas distantes. Pegamos a linha circular sem rumo, mesmo. Depois de aquecer os pés e as mãos um pouquinho, desistimos de passear e resolvemos procurar um lugar onde a gente pudesse secar as meias e se recuperar para a noite no aeroporto de Berlin.

Esqueci de comentar que, quando deixamos o hostel em Berlin, não conseguimos pegar o dinheiro do período de volta, então só cancelamos nossos dias de hospedagem. De qualquer maneira, nosso voo pra Veneza era no dia 26 cedinho, então nem valia a pena dormir no hostel e ter que acordar as duas da manhã. Mas circulando no metrô pra ficar quentinhos, tivemos um lapso de prazer ao lembrar do hall do hostel, aquecido, com Internet, TV, pufes, e etc, e resolvemos tentar pedir abrigo por algumas horas, só pra que a gente não tivesse que ficar na rua ou no aeroporto desde o fim da tarde.

Chegando lá, o tiozinho falou: "Claaaaaaaaaaaaaarooo, fiquem aí!!!"... Nós tiramos os sapatos, colocamos no aquecedor, e dormimos nas poltronas até oito e pouco, quando decidimos ir ao aeroporto. Chegando na nossa hospedaria, comemos um cheese-cake, o Lu fez amizade com um mochileiro grego muito louco viciado em futebol, e nós dormimos do jeito que deu nas cadeirinhas do Terminal 2, o terminal ZOADO do aeroporto ZOADO de Berlin. Ahhh, Tegel, Tegel.

Venezia, a Cidade dos Barquinhos
Finalmente nosso voo veio, e embaramos rumo a Venezia, com a esperança de usufruir um pouco das temperaturas elevadas da Itália para quebrar aquele sofrimento que tinha sido vagar um dia por uma Berlin nevada.

Não sabíamos como chegar no hostel, mas a landlady tinha pedido que a gente mandasse um email com os dados do voo alguns dias antes, e que ligasse pra ela quando chegassemos no aeroporto, que ela ia buscar a gente na estação de vaporetto (o barquinho-busão) mais perto do hostel. Achamos aquilo uma maluquice, onde já se viu? Geralmente o cara do hostel te dá o endereço, e muito que bem, você que se localize. Certo? Bom, era melhor não contrariar. Chegando no aeroporto, ligamos pra nossa landlady e ela disse que ia esperar a gente dali xis minutos na estação. Chegamos na estação e logo veio uma mulher toda bonitona, com seus 50 anos bem conservador, óculos escuros, cara de Milanesa. Só que não falava UMA palavra de inglês.

Bom, enfim, foi engraçado se comunicar com ela, ela falava italiano bem devagar - e a gente entendia - e a gente respondia em portunhol bem devagar (não sei porque portuNHOL e não português, mas enfim) e ela entendia também. Dae começamos a seguir ela até o hostel, né. MANO, entendemos porque ela tinha ido buscar a gente. Conforme ela ia penetrando nos becos e pracinhas doidos de Venezia, ela ia mandando um: "Piazza Leo. Ok?"- e apontava a plaquinha. "Sinistra, al Sotoportego de la bisa. Ok, ok? Destra..." e assim foi, uns oito passos. Meu Deus, o hostel era TUCHADO no meio dos becos de uma maneira que eu tinha certeza ABSOLUTA que nunca mais ia achar. Mas beleza, a gente ainda precisava chegar.

Finalmente chegamos num... prédio. Sem placa, sem nada. Um predinho. Entramos, e o baguio parecia uma favela. Parede sem reboco, madeira tudo zoada, cheiro de umidade... Subimos uma escada e ela apontou uma porta. Entramos. Gente.

"Por fora, pão bolorento. Por dentro, bela viola", como disse a De. Subitamente estávamos num lugar lindinho, todo decorado, meia luz, tals. Ok. Ela começou a apresentar o até então "hostel": "essa é a cozinha (cozinha equipada, tals), essa é a mesa, esse é um quarto, esse é outro quarto e esse é o banheiro. Aqui fica o aquecedor, tirem o lixo pra fora, e desliguem a tv quando saírem".

Olhamos em volta. Era um apartamento. Tínhamos alugado um apartamento inteirinho por 22 euros a noite, o que era caro considerando que o hostel de Berlim custava 10 euros, mas barato comparando com o hostel de Roma que, mesmo sendo temporada de ano novo, era caríssimo (19 euros) por noite, visto a (falta de) qualidade. Nem precisa falar que um sorriso brotou na nossa cara. Ok, Murphy, no fim você surpreendeu, o lugar era da hora mesmo. UM APÊ EM VENEZA. Hahaha...

Dormimos a tarde toda em nossas caminhas confortáveis, num ambiente aquecido e bonito. Acordamos super tarde, jantamos pizza no único lugar aberto e passeamos no grande canal... Liiiindooo! Parecia que Venezia ia ser uma boa surpresa.

Estávamos certos! No dia seguinte, encontramos com a Bá, a Érika e a Renata, e a Jo chegou de Copenhagen mais ou menos ao mesmo tempo. Tive que deixar um bilhete na porta do nosso prédio pras meninas gritarem quando chegarem, já que na realidade nosso hostel não era um hostel e eu desconfiava que elas ficariam perdidas quando chegassem num prédio qualquer sem placa de hostel. Funciounou, elas nos acharam, e fomos pra nossa primeira aventura veneziana: andar de gôndola.

Na realidade, eu já tinha descartado passear com o barquinho, já que cada barco saía em torno de 80 euros. Mas a Renata tinha conversado com um gondoleiro (ou seria gondolês, Bá? Hahaha) e ele tinha dito que faria o barco pra ela por 60 euros. Maaaaaasss ela tinha esquecido da Johanna, e no barco só podiam ir 6 pessoas (e nós éramos 7). Pensamos em rachar em duas gôndolas por 60, o que já seria bom, mas memso assim era caro pra mim. Até queeeeee o gondoleiro disse que deixava a gente andar em 7 na gôndola, por 60 euros, caso um de nós se comprometesse a pular no fundo do barco se o barquinho patrulha da polícia pasasse (e multasse a gôndola superpopulosa, que é o que eles fazem). HAHAHAHAHAHA ALTAS EMOÇÕES EM VENEZAAA, MINHA GENTE!!! Tiramos umas fotos e partimos para um passeio histórico pelos canais de Venezia, com direito a passar na frente das duas casas de Marco Polo (sim, o cara que levou o macarrão pra Itália) e tudo mais. Lindo. (http://www.youtube.com/watch?v=Qoq2_QUiy4I)


Mais tarde, decidimos ir pra Murano, porque nosso passe tinha vencimento no dia seguinte, e Murano ficava mais longinho que os outros lugares, onde podíamos ir a pé. As meninas, que ainda não tinham o passe delas, deixaram para o dia seguinte, e nos separamos logisticamente. chegando em Murano, conhecemos o que de mais famoso há na ilha Veneziana: uma fábrica de vidro. Vidro de Murano é aquele vidro todo estilosão e colorido, feito por métodos muito doidos, os quais um mestre leva até 20 anos pra aprender. Assistimos uma demonstração de um Mestre muito malandrão fazendo esculturas no vidro, andamos pela ilhotinha e voltamos pra Veneza. Nos demos de presente um jantar num restaurante a beira da Ponte Rialto, no Grande Canal (Canalasso), e comemos uma pizza de margherita delícia com direito a drink tradicional de graça (o garçom curtiu nossa cara) e uma pintura da Ponte Rialto de presente, no fim. Ah, tinha net de graça também, o que era um desbunde, visto que nosso "hostel" não tinha net nem computador e a internet numa lan house era tipo 5 euros por meia hora (TOTAL sem noção da vida).

Dia seguinte foi dia de andar pela cidade, conhecer a Basílica de San Marco, que fica na piazza de mesmo nome, e ir para Lido, praia onde famosos vão no verão. Agora, no inverno, entretanto, a praia é praticamente um lixão, ficamos meio decepcionados. Mas a cidadezinha é fofa, meio parecida com cidadezinha costeira no Brasil, e o dia estava bonito e ensolarado (apesar de um, dois graus positivos, o que pra gente era "calor relativo" mas "frio absoluto"). Pra fechar o dia, mandamos uma macarronada que fizemos na nossa cozinha equipada... Hahahaa... por menos de um euro pra cada um, comemos MUITO, e ainda sobrou comida pro almoço do último dia... Hahahaha...

Emfim, durante todo o tempo em Veneza, nos divertimos andando de vaporetto (que os caras levam a sério e usam como busão mesmo!), olhando as vitrinas das lojas de máscaras, temperos e fantoches, comendo pizza... Os becos são muito lindos, a cidade parece de um outro mundo. É tudo horrível por fora, destruído e comido pela umidade, mas dentro os prédios e casas são lindos (abrigram hotéis de cinco estrelas literalmente, como a Bá escreveu com propriedade) e até essa destruição pela umidade dá um toque mágico a cidade. É engraçadíssmo ver que as pessoas "normais" andam pela cidade, quando na realidade você fica esperando pessoas mascaradas chiques surgirem pelas esquinas... Roubando mais uma definição genial da Dê, "parece que você mudou de fase no joguinho e entrou num universinho diferente". As casas a beira dos canais são ainda mais impresisonantes, algumas portas são tão no nível da água, que você entende porque algumas tem umas portinhas de metal, tipo aquelas de cachorro... Na acqua alta, que é como a maré alta é chamada em Venezia, eles precisam proteger as casas das inundações, nos piores dias a piazza San Marco chega a ficar com água no tornozelo, como eu li no manual que a nossa landlady tinha deixado no apartamento. É estranho pensar que logo vão ter que fazer alguma coisa, ou a vida na cidade vai ser impossível. Todo ano o nível sobe não sei quantos milímetros, mas não há tantos milímetros assim sobrando até o interior das casas. Bizarro. Fico feliz por ter conhecido Venezia, quando não se sabe o que será dela muito em breve. Ainda mais agora, que 2012 é ano que vem. HAHAHA.

Só mais uma observação: quando estava comprando um quadro de um pintor de rua, um tiozinho de bigode muito italiano, comentei que parte da minha família tinha vindo de Veneto, região do nordeste da Itália onde fica Venezia. Daí o pintor perguntou qual era o nome da minha família, e quando eu respondi que era "Bruscagin", ele riu e disse: "Lógico... Todas as famílias que terminam em 'in', ou 'on', como o meu nome (Bonazzon) vêm de Venezia"... Hahahaha achei demais!!! Fiquei feliz de descobrir isso com um veneziano pintor de rua, muito coisa de filme. Peguei até um cartão do tiozinho... Hahaha...


Bom, finalmente, depois de mais um dia caminhando por Venezia a torto e a direita, aproveitado o "calorzinho" - tomamos até gelato anter de ir embora, um gelato da horíssimo, por sinal - rumamos ao aeroporto de Venezia, onde encontramos as meninas de novo e embarcamos pra Roma. Não sabíamos como chegar no hostel e nosso voo ia aterrissar quase meia noite, mas estavamos em um grupo grande e íamos saber se virar... Finalmente...

Quente, Bela e INFINITA Roma!
Depois de passar uma temporada no nosso "apê", em Venezia, desanimava de pensar que a gente ia voltar pra vida de dividir o quarto com mais 11, 15 ou 17 pessoas, tomar banho de chinelinho no banheiro coletivo, etc, etc, etc. Ainda mais porque a gente tinha ouvido dos amigos da Érika e da Bá - que tinham ficado no mesmo hostel há um tempo atrás - que o hostel era uma porcaria. Pois bem.

Porcaria? O hostel era MUITO zoado! Nossa. Pra começar, chegamos na portaria depois da meia-noite e o cara disse que não podia fazer nosso check-in porque era muito tarde (alôu? Recepção 24h, minha gente!), e como solução ele propôs... FICAR COM NOSSOS PASSAPORTES ATÉ A MANHÃ SEGUINTE!!!! E não podia ser a cópia, não, tinha que ser o Passaporte!

Nossa, quase mandei o cara ir pra p*** que o pariu! Ficar com o meu passaporte? Além de totalmente sem noção, isso é um crime, no mínimo. Começamos a causar lá e ele finalmente "decidiu"que então fazia o check-in. A desculpinha era que ele ia acordar cedo no dia seguinte! Hahaha... Que bosta.

Ok. Check-in feito, pegamos nossos lençóis e fomos pro quarto. Lá, que era uma unidade do Albergue da Juventude, as alas são separadas em feminina e masculina, e portanto o Lu teve que ir pra um quarto aleatório, sem despertador pra acordar e sem cadead pra trancar as coisas no locker. Coitado! Hahaha...

O nosso quarto era nosso e de mais três meninas, mas era mutio zoado... O banheiro então... Affe. Mas tudo bem. Rolou um mau-humor inicial, que seria óbvio, mas ao longo da estadia a gente conseguiu lidar bem com a zoadice do lugar e curtir Roma, como deveria ser.

Primeiro dia de exploração, já no dia seguinte cedo, foi dia de ir no Vaticano. Gente, turista é uma coisa de louco mesmo... Hahaha... Chegando no Castel Sant'Angelo, onde tinha um Ponto de Informação onde compraríamos nosso Roma Pass (cartãozinho de transporte e desconto em museus) e nosso tour pelo Vaticano, ficamos alguns minutos apreciando a vista, porque o PI estava fechado. Ae a Bá fala: "Ow, olha aquele prédio lá no fundo!!! Que bonito!!! Parece o Pantheón (parisiense). Não sei o que é, mas é bonito, mesmo sendo desinportante". Nisso vira o vendedorzinho e fala: "Então, fia, esse é a Basílica de São Pedro, no Vaticano."

HAHAHAHAHA... A gente não tava preparado pro fato de que o Vaticano era ali tão perto, então foi um choque! Ainda mais vindo assim, sem sensibilidade, do camelô... Hahaha...

Pois bem. Passes comprados, fomos cortar a fila do Museo do Vaticano (muito espertinhos, a gente), e lá dentro ficamos por MUITAS horas. O Museu é muito gigante, cheio de alas, jardins (um deles com a famosa bola brilhante), e tudo mais, mas o melhor fica no final: CAPELA SISTIIIINAAAA!!! Cujas paredes, teto, chão, colunas, maçanetas e batentes (ops, exagerei) foram pintados nada mais, nada menos que por dois dos TARTARUGAS NINJAAA!!! Hahahaha... Tá, piadinha besta. Mas é fato: Michelangelo, Raphael, Botticelli e Bernini mandaram bem, viu? Só no teto, o Michelangelo ficou QUATRO ANOS, pintando cada detalhe sozinho. SO-ZI-NHO.

É engraçado que a capela é bem impressionante, visualmente, mas a Criação de Adão - que é aquela imagem clássica do Adão peladinho tocando o dedinho de Deus - é bem pequena, misturada com mais um monte de cenas (tipo a cena do Pecado Original, do Noé, blá, blá), então até demora um pouco pra achar. Eu achei que ia ser MUITO maior, embora seja grande e pareça pequeno por estar lá no teto, altão. Mesmo assim, eu gostei bastante! As meninas ficaram decepcionadas, mas eu achei legal, principalmente depois de pensar que o teto é obra de um homem só e também ao imaginar que os conclaves papais acontecem naquele mesmíssimo lugar.

Bom, por um desses motivos que não fazem o menor sentido, pode tirar foto de TUDO dentro do museo - sem flash, obviamente. Entretanto, dentro da Capela Sistina, fotos são proibidas, e tem um monte de guardinha do mal falando pra abaixar a câmera, apagando as fotos e tudo mais. GENTE, porque? Ok, ok, concordo que não possa tirar foto com flash, porque estraga e tudo mais. Também concordo que alguns museus não permitem foto de algumas obras pra evitar falsificações. MAS É A CAPELA SISTINA, PÔ! QUEM VAI FAZER UMA FALSIFICAÇÃO DA CAPELA SISTINA???

Entretanto, como todo mundo sabe, inclusive os guardinhas e até o Papa, se bobear, TODO mundo tira foto, utilizando-se dos meios mais engraçados. Tinha gente agachada no chão, tinha gente fingindo que tava abraçando a namorada (hahahaha essa foi fenomenal), tinha gente cara-de-pau, mesmo... Eu ainda não peguei as nossas fotos proibidas com o Lu e a Bá, mas pegarei em breve! Rá! Acho que eles fazem isso só pra rolar uma sensação de proibidinho e pra incentivar as pessoas a tirar foto. Não é possível, viu. Bom, não é de hoje que a gente sabe que a Igreja curte um segredinho conspiratório, né? =P

Uma vez fora do Museo, foi hora de visitar a Basília de São Pedro. Nossa, ela é MUITO linda e rica, amei. Cheia dos dourados, das estátuas e dos rebuscos, ela é bem impressionante também, e dá pra ver a Pietá, aquela estátua famosona do Michelangelo que mostra Maria segurando Jesus morto. Sem querer, acabamos entrando na basília na hora de uma das missas. Entramos na areazinha separada para os fiéis e assistimos a missa inteira, a qual foi ministrada em uma mistura muito louca de inglês, italiano, latim, élfico e klingon, por um padre texano de sotaque engraçadíssimo. Foi muito legal poder estar no miolinho da Basilica de São Pedro, ouvindo um coral infantil cantar em latim, sem saber exatamente quando começava o Pai Nosso e comungando no altar da igreja que foi construída para o Primeiro Papa. Coisa de louco! ;)

Bom, eu poderia falar infinitas coisas sobre o Vaticano, tal qual comentar os guardinhas da Guarda Suíça com aquela roupinha ridícula (mas legal), o tamanho muito louco das muralhas do paísico, os sinos que tocam em horários aleatórios e ficam tipo 15 minutos tocando, etc., etc., etc. Tenho material pra falar porque, misteriosamente, a gente acabou indo pro Vaticano todos os dias de Roma, tão fácil era chegar lá do nosso hostel.

Numa das visitas ao país, aliás, visitamos as tumbas papais, onde estão enterrados os papas (por mais incrível que pareça, pelo nome! Hahaha...)!!! A gente viu vários túmulos super antigos; o túmulo branco e lindo do João Paulo II, que me lembrou o Dumbledore e que estava cheia de fiés se emocionando e deixando lembranças (mas também não podia tirar foto) e até o túmulo de São Pedro, o guardião das chaves no céu e o "Pilar da Igreja". É bem legal porque na real você passa por um vidrinho que dá na Necrópoli, a Cidade dos Mortos. Ela fica debaixo do Vaticano e foi pseudo-enterrada (com suportes, obviamente) quando a Basílica "nova" - que é bem velha, aliás - foi construída.

Bom. Segundo dia de Roma, como não poderia deixar de ser... Cooooo-liiiiii-seeeeeeeeeeeeeeeu! em italiano, Colosseu. AÍ SIM. AÍ SIM! Primeiro, você sai da estação de metrô homônima e dá de cara com o Coliseu, todo imponente, todo lindão, embora destruidinho. Usufruindo do nosso super-cartão-bacana, cortamos a fila e entramos direto no anfiteatro.

Engraçado, acho que a gente tava tão ansioso que ficou um tempão andando no mini-museu que tem antes de chegar nas arquibancadas, lendo os textos e vendo os objetos e coisas que os arqueólogos acharam espalhados pelo Colosseo. Entre eles, por exemplo, ossos de girafas, ursos e leões. *-*

Depois, finalmente, fomos para o centro aberto do prédio. Nossa, é muito impressionante. A construção, por si só, é legal por ser antiga e enorme, tals. Mas o mais louco é imaginar quando um monte de romanos se encarrapitavam nos degrauzinhos pra assistir os espetáculos macabros. Entre eles, tinham as sessões onde os escravos e criminosos codenados a morte por ad bestias eram "atirados ás bestas", pelados e desarmados, contra rinocerontes, leões e outras coisas cheias de dentes e garras importados da África; as caçadas, onde alguns guerreiros recebiam uma lança e simulavam caçadas em ambientes simulados (árvores, coisas, etc); e as lutas de gladiadores, que eram homens livres que lutavam por prestígio e por fama. AFFE. (http://www.youtube.com/watch?v=me9f-N1VLCI)

Infelizmente os subterraneos estavam fechados, e só dava pra chegar na partezinha da arena que ainda existe com guias (que nós não tínhamos). Mesmo assim, deu pra ir num nível mais ou menos igual ao da arena, onde deu pra sentir um arrepiozinho só de pensar em olhar pra cima e ver um monte de gente enlouquecida torcendo pra você (ou pros leões, mais provavelmente). Uuuuuu! oO

Depois do 'Colisas', fomos ver o Foro Romano e o Palatino, onde surgiu Roma. Infinito e BEM impressionante, principalmente quando você chega nos pomares lá em cima, se debruça no murinho como quem não quer nada... E DÁ DE CARA COM OS RESTOS DA CIDADE LÁ EM BAIXO. Bem louco! Adorei! Apesar do cansaço e da podridão. Hahahaha...

Bom, nesse mesmo dia tivemos a lindíssima oportunidade de ver o Colosseu a noite, iluminado por fogos de Ano Novo. Entretanto, antes, presenciamos a selvageria das pessoas indo pra praça, perto da meia-noite.

Foi muito assustador, juro. Primeiro, saímos do hostel por volta das dez horas. Quando chegamos no ponto de busão, realizamos que os ônibus só funcionariam até 9h, então tivemos que andar até a estação de metro mais próxima. Lá, tivemos um vislumbre do inferno. A estação tava MUITO lotada de gente, grande parte do povo bêbado e causando. Quando o trem chegou, rolou um empurra-empurra animal (literalmente), e as meninas conseguiram entrar no vagão, mas eu, a De, o Lu e a Jo não.

Esperamos o próximo vagão, no qual a gente foi espremido sem dó nem piedade, e quanso desembarcamos na estação do Colosseu, já certos que não íamos achar as meninas nunca mais, encontramos as doidas penduradas num banquinho, acenando pra gente. Hahaha. Nossa, nunca senti tanto medo. Achei que ia ser esmagada pelo povo, e não sei ocmo ninguém morreu caindo nos trilhos ou sendo pisoteado, sério. Ai, me arrepia de pensar.

Ok. Colosseu. 11h50. Era melhor correr. HAHAHA... Saímos da estação CINCO minutos antes da meia noite, o Lu sem querer abriu nosso champanhe antes das 12 badaladas, os fogos tava explodindo quase em cima da gente, ainda tava rolando um empurra-empurra maluco e tinha uma negada maluca jogando champanhe pra cima. Depois de tanto sufoco, finalmente nos abraçamos á luz colorida dos fogos e agradecemos por tudo que aconteceu em 2010. Se Deus quiser, coisas ainda melhores acontecerão em 2011, um ano que começou bem: com amigos, aos pés de uma das Maravilha do Mundo Moderno.

Finalmente, primeiro dia do ano novo, museus fechados, foi hora de conhecer todas as milhares de piazzas que existem em Roma, e também de ver a famosa e surpreendente Fontana di Trevi. A FONTE É ENORME! Hahahaha... E muito bonita também, com as estátuas brancas e a água azul clarriiiiinhaa. É engraçado que tem tipo uns degrauzinhos em volta da fonte, e TRLHÕES de turistas encarrapitados pra tirar fotos e ver a fonte. É legal porque teoricamente nada está acontecendo lá, mas mesmo assim um monte de gente está assistindo... Bom, está assistindo a fonte fonteando. Hahaha... (http://www.youtube.com/watch?v=Dqk5T8kzXi0)

Nesse dia de noite, no nosso rumo a Piazza Navona (bem legal, por sinal, onde fica o prédio lindo da Embaixada Brasileira - NÃO QUE A GENTE TENHA QUE TER IDO LÁ, GRAÇAS A DEUS!), encontramos um restaurantezinho charmoso com uma bandeirinha brasileira. Na porta, lia-se: "PRATO FEITO (ARROZ, FEIJÃO, VINAGRETE, VERDURA E FAROFA - 5 euros". Nem precisa dizer que a gente SURTOU de prazer e comeu lá. As donas do restaurante, irmãs brasileiras super escandalosas e divertidas que mudaram pra Europa há mais de 25 anos, como modelo e dançarina, nos trataram muito bem e ficaram super felizes de encontrar com alguns brazucas (e com a Jo). Foi interessante ver que o restaurante era frequentado em sua maioria por estrangeiros... Acho que de vez em quando elas sentem uma faltinha da farra brazuca.

No domingo, dia 2, as meninas foram embora pra França de novo e ficamos eu, De, Lu, Jessica e Jo. Como ir pra Roma e não ver o Papa é quase uma heresia, foi exatamente isso que fomos fazer de manhã. Ficamos sabendo que ele ia aparecer na janelinha e falar um pouco. Foi muito legal!!! Ele apareceu todo bonitinho na janelinha do prédio lateral do Vaticano, abriu os braços naquela cena típica, e começou a falar em um monte de línguas. É legal que o pessoal fica super emocionado, e feliz também. No fim, alguém gritou: "Viva al Papa Benedectto!!!!", e ele ficou super felizinho. Hehehehe achei bem fofinho. Ele falou sobre um atentado, leu um trecho da Bíblia, fez um mini-sermão e depois mando várias mensagens e várias línguas, aclamadas pelas pessoas daqueles países que se espalhavam pela Praça de São Pedro. Bonito! ;)

(http://www.youtube.com/watch?v=CWne37Q3c-c, http://www.youtube.com/watch?v=K_tSa-6JuHU)

O último dia chegou, e foi hora de andar pela cidade loucamente, vendo praças, prédios e o Pantheón, que atualmente é uma igreja católica (?) e onde fica o túmulo de Raphael, a Tartaruga Ninja vermelha. Antes de ir dormir no aeroporto (ugh), ainda jantamos no restaurante brasileiro de novo, onde ganhamos pratos quase o dobro do original e copos de Coca-cola gratuitos! Isso sim, é Brasil. HAHAHA...

Finalmente, embarcamos rumo a Copenhagen de novo, para passar as últimas três semanas antes de embarcar pra última viagem e, depois, pro Novo Mundo.

TRÊS SEMANAS. Três semanas das quais uma já passou, sendo portanto DUAS SEMANAS.

Duas semanas de término de aulas, entrega de trabalhos, prova, Ana Cláudia (na sexta) e Didi (na outra segunda). Duas semanas de documentos, banco, arrumar malas, entregar a casa, comprar lembranças, dizer tchaus. Duas semanas de desespero e de estudo, de diversão e de passeio, de alegria infinita e de tristezinha e saudades antecipadas. Duas semanas de fim! oO

Quando nem parece que já se passaram 24 semanas desde o começo...

Ai ai... Mas as divagações e agradecimentos sobre meu tempo aqui vem em breve, ainda não. Ainda não é hora de se despedir da Wonderful COPENhagen...

Enquanto isso, espero que se divirtam com esse post e com as fotos da viagem de ano novo. Vou sumir por essas duas semanas, como já se subtentende pelo tanto de coisa pra fazer, mas ainda volto com um post final. JURO que volto, por mais que demore... =)

Pra não perder o costume, fotos em: http://picasaweb.google.com/janayna.pin
E como agora eu sou muito chique, os vídeozinhos estão nos links acima! Alguns outros no meu youtube, mas esses são os mais... mais... engraçados, pra não dizer ridículos. HAHAHA...

Um beijão saudoso,
Jana

P.S.1: Copiei a Bá e assisti Anjos e Demônios de novo, agora que já conheci Roma. MUITO LEGAL! Incrível ver as coisas acontecendo em cenários onde você já esteve. Tá que tem umas coisas impossíveis no filme, talvez mais impossíveis do que uma conspiração do Carmelengo para matar o Papa e salvar o Vaticano de uma explosão de uma arma de anti-matéria. Coisas REALEMNTE impossíveis de acontecer, tais quais: andar pelas ruas sem uma horda de turistas - especialmente chineses, créditos pro Parceiro - ao seu redor; sair da Capela Sistina e dar DIRETO dentro da Basílica de São Pedro; conhecer os arquivos do Vaticano. Hahahaha esse tipo de coisinha singela.

P.S.2: Juro que eu queria saber quantos cigarros uma pessoa precisa fumar pra criar um desenho animado onde quatro tartarugas-adolescentes-mutantes-e-ninjas são entregadoras de pizza mas, ao mesmo tempo, heróis ensinados por um rato de esgoto gigante. Todos batizados com nomes de artistas renascentistas, e moradoras dos subterraneos de Nova York. "Enquanto isso, à decadência digo nada."