Paris, La Ville-Lumière

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Bonjour! Comment allez-vous?

Hehehe... O oi temático é, obviamente, em homenagem a la ville-lumière, também chamada de Paris, a cidade-luz. Hehehe...

Buon, Paris é uma cidade mega blaster gigante e agitada, muito mais parecido com São Paulo do que Copenhagen, onde tudo é organizado, limpo e as pessoas são calmas e saudáveis. Em Paris é uma correria sem fim, as pessoas são mais heterogeneas (e feias, naquele sentido de gente estranha se espremendo no metrô e tals), e a arquitetura da cidade em si é mais misturada entre a tradicional (mais no centro e perto dos monumentos, onde um certo padrão de prédio é exigido) e a moderna, a la São Paulo mesmo.

Até levamos um sustinho quando a gente chegou: pegamos um metrô lotado e logo já tivemos que aprender a como se virar com as 349 mil linhas de RER (trem)/metrô/train (trem! hehehe) deles, uma bagunça em comparação com as nossas duas humildes linhas (decoradas, já) aqui de Cops. Mas foi legal, aprendi a me virar bem com um mapa e um transporte público eficiente: a gente ia baldeando loucamente entre as linhazinhas coloridas e, mesmo que demorasse, a gente chegava no lugar! Hehehe...

Bom, sobre nossa estadia, devo começar com infinitos e eternos mercis para a Érika, a melhor anfitriã que alguém pode ter; para a Bá, a melhor ajudante de anfitriã que alguém pode ter; e pro Colms, o melhor companheiro de aventuras com as anfitriãs que alguém pode ter. Hehehehe. Praqueles que não sabem, eles estão morando na França há quatro meses, e nos receberam de braços, quartos e chuveiros abertos. Cabe aqui um super obrigada também pra Laís, que emprestou um super providencial colchão inflável com direito a edredom e travesseirinhos durante nossa hospedagem na casa da Érika, que cuidou muito bem da gente.

Como as meninas trabalham, acabamos ficando com elas (e com o Col) só a noite, no fim de semana (quando chegamos) e na quinta-feira, que foi feriado e nosso último dia lá. Mas foi bom porque logo de cara elas ensinaram a gente mais ou menos o esquema do transporte e também fizeram um tour rápido pela cidade, passando na frente dos principais monumentos pra gente poder planejar onde e quando entrar em cada um durante a semana, sem elas. A gente também tomou o melhor sorvete de Paris, comeu um brunch de 3 euros muito maravilhoso, tomou um café no café do filme da Amelie Polain e bandejou ao melhor estilo francês no restaurante da Cité Internacionale Universitaire de Paris (é assim que escreve?), que é onde as meninas e o Col moram, e se trata de um lugar enorme (tipo Unicamp) e espetacular cheio de predinhos (maisons! =P) onde estudantes internacionais e franceses moram. Também comemos o melhor crepe de Paris, incluindo o de bananá e nuttelá (hehehe), que ganhou nosso coração. Ulalááááááá!



Outra coisa deliciosa de estar em Paris foi poder curtir um pouco uma brasileiridade efusiva: como as nossas faculdades têm convênios com as francesas, o grupo de amigos da Bá e da Érika é LOTADO de brasileiros (tipo, uns 20) de diferentes faculs e estados, que se encontram sempe pra fazer bagunça... Hahahaha... Então fizemos bastante coisa juntos e conhecemos esse pessoal muito gente boa... Entre essas coisas, fizemos um picnic indoor (frio e chuuuva) regado a muito vinho bom de dois euros e queijos camembert, blue, queijo de cabra... DELÍCIA!!! Também fizemos uma janta dinamarquesa (HAHAHAHA, mentira, fizemos macarrão como eu faço na dinas: cogumelo, cenoura e creme de leite) e depois assistimos Amelie Polain pra relembrar os cenários do dia anterior... Também conhecemos a balada mais chic de Paris, a Duplex, onde comemoramos o aniversário de um dos brasileiros... O lugar é num underground do lado do Arco do Triunfo (ah, falou, então), então rolou todo um glamour de estar ali... O que não foi nada glamouroso foi a volta no frio e na chuva torrencial, que demorou quase duas horas por causa do sistema de busões noturnos... =//

O fim de semana acabou, a semana começou e, com ela, veio a sessão turistada. Apesar da chuva e do frio infinitos (MUITO mesmo), curtimos todos os passeios padrão de uma pessoa em Paris (La Tour Eiffel, Arc de Triomphe, Notre Dame, Panthéon, Sacré Cœur, Champs-Élysées, Musée du Louvre, Château du Versailles, etc, etc, etc.), onde tiramos muitas fotos e compramos presentinhos para todo o pessoal!

Eu poderia descrever todas nossas visitas, mas levaria anos. Instead, posso dizer que passei o maior frio da minha vida esperando pra subir na Tour (mesmo comparando com o vento sueco nas ruinas de Åles Stenar); que o Arc de Triomphe pré-feriado-cívico e no único dia de sol é ESPETACULAR (incluindo a vista maravilhosa da Champs); que Notre Dame teria sido mais divertido se a chuva não estivesse castigando nossas pobres carcaças; que o pêndulo de Focault no Panthéon dá uma sensação muito engraçada ao pensar que na verdade ele tá parado no Universo e é a Terra que está rodando embaixo dele e que a calçada na frente do monumento é um ótimo lugar pra se almoçar lanche de supermercado; que as ruinhas perto da Sacré Cœur te fazem sentir numa França de muitos anos atrás; que a Champs tem a maio concentração se sebos que eu já vi; que o Musée du Louvre fecha, inesperadamente, ás TERÇAS-feiras e te faz mudar os planos de última hora; que Versailles é inimaginavelmente lindo mesmo no outono (dou um braço pra ver os jardins na primavera)... E que infelizmente nenhuma dessas descrições (e mesmo outras) e capaz de descrever nossa semaninha na terra da baguete.

Devo admitir que nem tudo é chiquetosidade: também fizemos alguns programas que só um par de mochileiras pobres e cansadas é capaz de fazer sem morrer de vergonha, ao estilo almoçar baguete com meio camembert, partidos com a mão, sentadas na cadeirinha da estação de metrô (pra fugir da chuva e do frio) e dormir no banquinho do Louvre. Esse último, especialmente, porque...

...Nós viramos só o PÓ. Só isso, o pó do pó do pó do pó. Depois de passar uma semana saindo de casa 9h da manhã (quando muito, pós noitadas!) e chegando 6h da tarde, andando na chuva absurda e correndo de um canto pro outro da cidade, intercalando eventuais noites pseudo-madrugadas (picnic) e outras bem madrugadas (Duplex), a gente chegou a um ponto lamentável no qual torcíamos pra estação de metrô requerida ser distante o suficiente pra dar tempo de cochilar no trem... HAHAHAHA... OLHA O NAIPE!

Pra terminar nossa semana francesa, resolvemos ir ao Musée de las Armes, um museu surpreendentemente legal (muitíssimo legal, aliás, amei de paixão) que fala de armas e guerra (jura?), contém uniformes e artefatos muito interessantes e encerra o túmulo megalomaníaco do nanico Napoleón. Apesar de meio corrido, já que precisávamos chegar no desgraçado Aeroport Beauvais Tille (o "desgraçado" se justifica em breve), pudemos curtir bastante os últimos momentos em Paris. Pra fechar com chave de ouro, combinei de encontrar com a Chris, amiga e companheira do Judô, que mora perto de Paris e foi pra lá pra me falar um ooooi! Pena que a gente só teve tempo de tomar um café solúvel numa caneca de plástico na casa da Érika, entre bagagens e desespero, mas mesmo assim foi muito gostoso vê-la e sentir mais um pouco do Brasil na Europa! Aliás, pra constar, a Chris mandou benzaço e, mesmo sem conhecer a Érika, descobriu o número do celular NOVO dela na base da cara de pau (perguntou pros amigos dela de Paris até achar quem conhecesse a Érika) e agenciou nosso encontro... Hahaha.. =)

Falando em "entre bagagens", esse mesmo café solúvel marca o início do momento do stress mais louco da viagem!!! Hahaha... Explicooo: aqui, nos voos low cost (os que a gente paga tipo 30 reais, ou menos), você paga mais que a própria passagem pra despachar uma mala de porão, então tem (nós, pobres, temos) que viajar só com a mala de mão. A companhia aérea low cost que sai daqui de Copenhagen é a Easyjet, que é meio "coxa" em relação a bagagem: não tem limite de peso e os limites de dimensão (pra caber na cabininha lá), nem são checados... Tipo, a menos que você chegue com uma mala gigantesca, eles só dão uma olhadinha e beleza.

Em compensação, pra ir de Paris pra Milão a gente comprou uma passagem da outra companhia área low costa famosa aqui, a Ryanair. PRIMEIRA E ÚNICA VEZ!!! Primeiro: a gente pagou 15 euros no tícket do avião (legaaal), mas pagamos mais 15 só em UM PÉ de traslado do centro de Paris ao maldito aeroporto, sendo que chegamos num beeem mais perto e barato de atingir, o Charles de Gaulle, que além de tudo é muito melhor. Segundo: essa companhia é SUPER chata com bagagem: além de só poder levar 10kg, tem que enfiar a mala numa estrutura metálica que eles tem que delimita as dimensões máximas da mala... Se você não conseguir enfiar sua mala lá, ou se ela tiver mais de dez quilos, tem que pagar 35 euros e despachar. Terceiro: tem que fazer o check-in online E o check-in no lugar... O que é um saco, comparando com a Easyjet. Na Easyjet você só imprime sua passagem e vai direto pra esteirinha onde passa a bagagem de mão, e a unica conferência das dimensões é visual.

Ok, pois bem. Pra começar o inferno, o mini-aeroporto estava lotadissimo, com uma fila única onde se espremiam todas as pessoas que partiam de Beauvais, independente se elas iam pra Bruxelas, Roma, China ou Nárnia. Pra continuar a merda, na fila do idiota do check-in in loco que não sei pra que existe, tinha uma senhora com uma dificuldade imensa de entender que a mala dela era mais pesada/maior que o permitido e que ou ela tomava uma providência, ou despachava a mala. Enquanto ela não concluia isso por si própria, ela começou a empacar a fila, e o horário pra entrar na sala de embarque do nosso vôo chegava. Chegou ao cúmulo da véia abrir a mala e arrancar uma garrafa de um litro e meio de água E COMEÇAR A TOMAR NA FILA, pra diminuir o peso!!! Detalhe que na bagagem de mão só pode levar liquidos com menos de 100ml.... Até hoje fico pensando se a mulher, de tão perdida, não fez alguma proeza do tipo embarcar rumo a Berlim e chegar, sei lá, em Belarus.

Aí, finalmente, o caso da mala. Como nós já fomos pra Paris com a mala lotada e ainda compramos vários presentes (que mesmo pequenos, numa mala de 30 litros faz uma enorme diferença), é ÓBVIO que as coisas não cabiam NEM nas dimensões do baguio (eu tinha tênis amarrado do lado de fora, câmera enfiada no topo, etc.) e NEM nos dez quilos estipulados. Solução: nos vestimos de um par de patetas, para isto enfiando todas as roupas possíveis (e por isso quero dizer 3 calças, 4 blusas - a jaqueta impermeável e o mantô sobrepostos, que beleza - toucas, luvas e cachecóis). Não obstante, ainda preenchemos todos os bolsos disponíveis com os mais variados itens, como por exemplo toalha (pelo menos daquelas super absorventes, fininhas), estojo de pasta e escova de dente e, no meu glamouroso caso, pijaminha do Mickey amarradinho na cintura. HAHAHAHAHAHA A QUE PONTO CHEGAMOS, MEU DEUS? Pra rolar uma tensãozinha, ainda, a bagagem da Dê - numa pesagem preeliminar, que nós, espertamente, fizemos - deu tipo 11kg: toca arrancar coisas e tentar enfiar MAIS trecos nos bolsos... E pra finalizar, ela entrou na estrutura metálica com as dimensões ENFIADA no maior estilo "ou vai ou racha", com direito a torcida italiana pra arrancar ela de lá (porque, logicamente, ela entalou depois da força pra caber). Bom. Esse foi o triste fim de Policarpo Quaresma. Ou, como diriam os franceses, de Policarpé Quarresmé.

A chegada em Milaaaaaanooooooooo, o cáááááááspitaaaaaa, descreverei no próximo pooooooooossssssttt (já estou falando que nem italiano pra entrar no clima).

Pra terminar esse post aqui, entretanto, lhes deixo um útil e muito importante glossário com tudo aquilo que você, amigo e amiga, precisa falar de francês para sobreviver entre pessoas que carregam baguetes sob o braço e odeiam/não sabem falar inglês.

GLOSSAIRE

1. Bonjour, monsier! Désolé, je ne parle pas le français! Je veux arriver au __________ (preencha com o seu objetivo do momento, tipo Musée du Louvre). Si'l vous plaît?
= [Bonjú, monsiô! Desolê, jê ne pár le pá farrancê! Je vú arrivê au _________. Sivuplê?] = Bom dia, meu senhor (independe se é um muleque de quinze anos ou um vovô, o "monsier" basta). Estou desolada, eu não sei falar o francês. Eu quero chegar no __________. Se te der prazer? (Também chamado de "Por favor?")

2. Attention à la marche en descendant du train = [atención a la marche au decendã du tarrã] = Atenção ao espaço gigantesco que fica entre o trem e a estação ao descer do trem

3. Pardon!!! = [Parradôn!!!] = COM LICENÇA!!! *e soca a pessoa que tá no caminho, antes E depois de pedir o pardon*

4. Merci! = [Mercí] = Valeu!

5. Excusez-moi! = [Excusemoá!] = Desculpa!

Para todas as outras coisas que você porventura precise falar (mas não vai, provavelmente) basta criar sua própria mistura de espanhol, português e palavras latinas subitamente transformadas em oxítonas. Naqueles lugares mais óbvios, tipo guiché de venda de ticket do metrô, sempre tem algum perdido que fala algum inglesinho ordinário, mas é engraçado liberar geral e deixar todo o seu francês fluir... Hahahahahaha... =)

2 comentários:

Bárbara disse...

Hahahaha.... supervisionei o glossário e está aprovadíssimo hehehehe.
E se me permite, uma breve correção, o museu das armas se chama Musée des Armes (sem o les no meio), mas é mais conhecido como Hôtel des Invalides - lugar dos inválidos mesmo, onde depois da guerra, o pessoal caolho, maneta, perneta ou sei lá o que ficava para cuidados médicos :)

Jana disse...

Ai, mas só me orgulha essa menina... Obrigada pela correção!!! E pode crer, tinha esquecido que chamava Hôtel des Invalides... A gnt zoava que a estação do metrô era "a dos inválidos", sem saber que era verdade! ;))))

Báááá... Mais uma vez, merci pela semaná! ;)

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